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Três anos depois, em março, era apresentado o Passat de terceira geração (baseado na plataforma do Golf II, a exemplo do Corrado), todo remodelado, bem mais moderno e espaçoso e com motor transversal. Só o três-volumes e a perua eram mantidos, desaparecendo o hatchback. O restante da história pôde ser acompanhado em nossas ruas, graças à abertura das importações: uma reestilização em 1993, a reforma completa em 1996 (voltando às origens ao adotar plataforma Audi), outra mudança de estilo em 2000 e a nova geração em 2005. Esses novos Passats estão disponíveis desde 1994 no Brasil e conviveram, em patamar muito superior, com seu antepassado Santana. |
| O Santana
chega ao Brasil e marca um novo segmento para a Volkswagen. A
carroceria de duas portas, inédita no mundo, foi desenvolvida para
atender à incompreensível preferência nacional |
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Presença em novo segmento
O Santana chegou ao Brasil em abril de 1984 para inaugurar um novo mercado para a Volkswagen. Até então, seu topo de linha era o médio Passat, que mesmo na versão LSE de quatro portas deixava a desejar no confronto com o
Del Rey, o Monza e o
Diplomata. O projeto da versão brasileira, denominado BEA 112 e iniciado em 1977, custou 50 milhões de dólares e incluía a
inédita opção de duas portas, para atender à incompreensível preferência nacional da época -- um sedã grande e luxuoso de duas portas, só no Brasil mesmo... |
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A traseira alta
conferia imponência ao carro, mas o silenciador exposto era
criticado. A versão CD tinha rodas de alumínio, uma moldura frisada
sob as lanternas e fartura de cromados, até nos arcos dos pára-lamas |
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Outra diferença o mercado não chegou a perceber.
Já havia cerca de 300 carros produzidos quando a empresa decidiu abaixar a suspensão traseira,
que não caiu no gosto dos brasileiros da VW. Foi então modificada a altura do prato de mola nos amortecedores traseiros, fazendo o carro "sentar". Além do visual mais adequado a nosso mercado, escondia-se um pouco o silenciador traseiro bem visível e muito criticado na época -- só que ninguém reclamava disso nos Mercedes-Benz... |
| Interior
requintado, bem-acabado e com muitos itens de conforto e
conveniência. No painel havia uma luz indicadora para troca
ascendente de marcha |
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Todas eram disponíveis com duas e quatro portas, mas nenhuma na cor branca, que o
marketing da VW julgava "não destacar as virtudes de estilo" do carro. Isso porque na rodagem de validação pelo nordeste brasileiro os Santanas -- todos
brancos -- passaram despercebidos... Quem mudou esse conceito na empresa foi Bob Sharp, então supervisor de competições da marca e hoje colunista do
BCWS. Bob requisitou para seu uso, em 1985, um Santana CD quatro-portas branco com o interior
marrom. Como a cor não era liberada, foi preciso muita conversa com a produção para que
montassem o carro em branco Paina, cor utilizada em toda a linha. |
Na versão CD, lavadores de farol e rodas de alumínio. LEDs substituíam lâmpadas no painel |
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