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Opala: o cupê de
1977 renasce
depois de uma extensa restauração
O
leitor Rodrigo Gonçalves Carneiro, de Divinópolis, MG, é mais um dos
inúmeros admiradores do Opala. Seu gosto pelos antigos começou em
2001, quando adquiriu um Corcel 1972, impecável, e obteve as placas
pretas que atestam sua originalidade. Dois anos depois o vendeu, mas
logo encontrou à venda um Opala 1977, que não estava em bom estado.
"Ele conseguiria matar de tétano, de tanta ferrugem", brinca Rodrigo,
"mas tinha muitos detalhes, um interior muito bom e não havia sinal de
batidas nem massa plástica. Quando cheguei em casa, o pessoal quase
entrou em colapso! Mas eu disse a todos: esta larva vai entrar para o
casulo, e daqui a poucos dias virará uma borboleta".
Escolhida uma oficina que lhe impressionou bem, o leitor iniciou a
busca de peças. "Garimpei o que havia de melhor e, quando ficou
pronto, realmente saiu como uma borboleta. Reluzente, comecei a
freqüentar encontros e, por onde passava, as pessoas ficavam olhando",
lembra Rodrigo. Mas não demoraram a aparecer indícios de ferrugem e
problemas na pintura. "Cheguei a pensar em vendê-lo tendo prejuízo,
pois havia perdido toda a empolgação", conta, "mas um conhecido
indicou uma concessionária e começamos tudo do zero: desmontagem do
carro, remoção total da pintura, soldagem de novas chapas no lugar das
enferrujadas. Depois de 74 dias, o Opala estava realmente perfeito".
Desde então, o bonito cupê apareceu em encontros como os de Araxá,
Juiz de Fora e São João Del Rei, entre outros. É uma versão De Luxo,
cuja cor azul Havaí foi mantida original. As modificações externas
foram apenas a pintura das rodas e parcial das calotas na cor do
carro, além de um sobre-aro de alumínio. O interior ganhou volante de
Opala SS e um rádio da época e, no motor, foi feito um serviço de
"perfumaria": o bloco azul tornou-se amarelo e peças como tampa de
válvulas, tampa dos tuchos e da bomba d'água foram cromadas, entre
outros detalhes. Depois de tanto capricho, Rodrigo diz que "pegou o
jeito com a coisa". E parte agora para a restauração de dois "Fusquinhas",
um 1968 e outro 1969. Quem sabe eles apareçam por aqui.
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 Texto: Fabrício Samahá - Fotos: arquivo
pessoal
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