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O próximo relato é dramático. O leitor
Rodrigo Paes, de Joinville (SC) alugou um Golf com os amigos, na
Alemanha. Mas como os Golfs haviam acabado eles tiveram de ir à
Oktoberfest de BMW. Coitados...
"Em 1997 tinha acabado de me formar e
fui fazer um estágio em Berlim, aproveitando um programa de
intercâmbio. Chegando lá tive a surpresa de conhecer uma galera que
estudava em São Carlos e estava em Berlim no mesmo esquema. Em um
feriado resolvemos alugar um Golf e ir até Munique para conferir a
famosa Oktoberfest. O Herman, que falava alemão desde pequeno, ficou
incumbido de ir buscar o carro que havíamos reservado. Qual foi a
nossa surpresa quando ele chegou com uma BMW preta dizendo: 'A mulher
da locadora disse que tinham acabado os Golfs e que então a gente tem
que ficar com um BMW pelo mesmo preço!'. Foi uma festa e os cinco
dirigiram o carro acelerando até 220 km/h, que é o que ele agüentava
nas 'autobans'. Curtimos a festa e na volta lá pelas 3 da manhã nos
perdemos em Berlim no meio de um parque no centro da cidade. Olhando
no mapa e tentando achar o caminho, fomos parados pela polícia, que
pediu os documentos. Fiquei nervoso e escutei o guarda alemão, olhando
para a habilitação do meu amigo e tentando ler algo em voz alta: 'Prrrrroibida
prastificaçaaao'. Tinha entendido que algo era proibido e não
conseguíamos explicar pra ele. O guarda então se comunicou via rádio
com a central. Demorou uns 40 minutos até que alguém conseguisse
explicar pra ele o que significava. Então pediu que a gente traduzisse
a habilitação e nos liberou. Foi legal voltar pra casa. Ainda tenho
aquela foto do velocímetro marcando 220 km/h sem se preocupar, tendo
de dar passagens a Porsche, Ferrari e Corvette, que passavam
babando..."
Já Fabio Mazzoni, de Volta Redonda
(RJ), não se esquece das aventuras a bordo do Fiat 147, que fez com
que ele pegasse "gatas bem gatas". Hoje ele quer recomprá-lo:
"Meu primeiro carro foi um um Fiat
147, ano 80, azul metálico. Minha irmã comprou esse carro para ela, e
eu andava às vezes. Chegou o dia que ela quis trocar de carro e eu,
que estava juntando dinheiro, comprei o Fitão (esse era o apelido
dele). Deixei-o lindo! Saía com amigos, íamos pra boates, bares etc.
Todo mundo passando de carrão, e a gente de Fitão. Uns riam. Mas nunca
deixei de pegar mulher por isso. Acho que elas até gostavam, pois
peguei umas gatas bem gatas no meu Fitão. Ele tinha um probleminha
pequeno: ser viciado em problemas! Todo dia era um, carburador,
ignição, bateria, sei lá. Aprendi a mexer em motor, pois se levasse o
Fitão no mecânico cada vez que dava problema, eu quebrava. Como furava
pneus toda semana, minha namorada falava que eu tinha de fazer
pit-stop em boxe de Fórmula 1! Eu me diverti muito -- viagens,
zoeiras, cavalos de pau... Até que apareceu uma ótima oportunidade de
comprar outro carro e eu o vendi. Se ganho um dinheiro bom, compro ele
de volta. Esses dias o vi na rua. Tadinho.Tá acabado, cheio de podre
(coisa que não tinha). Mas, se acertar na Mega Sena, eu o compro de
volta e o reformo todo. Afinal, foi meu primeiro carro."
Quem nunca viveu a ansiedade de o pai
estar chegando com um carro novo? Foi isso que narrou Rodrigo
Cambruzzi, de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia:
"Era meados de 1977, uma noite fria
de Caxias do Sul, serra gaúcha. Chego em casa depois da escola, já era
noite. Minha mãe falou: 'Filho, seu pai comprou outro carro e já vai
chegar'. Tinha sete anos e fiquei esperando, louco para ver o carro.
Às 19h chegou meu pai. Fiquei de boca aberta. Era um Corcel 77,
marrom. Os bancos de vinil bege no meio e marrom no seu contorno.
Lindo, me recordo como se fosse hoje!"
Pelo e-mail de Barbara Rissato, de São
Paulo, bancos de Kombi já viraram trincheiras:
"Meu pai tinha uma Kombi bege e
marrom. Afinal de contas, nossa família sempre foi pequena: papai,
mamãe, eu e meus cinco irmãos. Quando saíamos todos juntos era uma
festa. Se ficávamos só as crianças no carro, melhor ainda: era a hora
da 'guerra do chinelo'. Fechávamos os vidros do carro e nos
escondíamos atrás dos bancos. Três na frente e três atrás, quem
acertasse o oponente primeiro era o vencedor!"
E, finalmente, esta, de Bruce Abrantes
(Santos, SP), que fez o colunista rir sozinho ao ler:
"Lá pelos anos 70, a empresa em que
eu trabalhava no porto de Santos tinha uma Rural Willys que eu
utilizava constantemente em serviço. Uma noite, viajando pela então
recém-aberta Piaçagüera-Guarujá, senti uma batida forte sob o chassi,
e o carro ficou difícil de controlar. Encostei logo adiante. Fazendo
uma verificação em volta do carro, percebi que havia perdido roda e
pneu traseiros do lado direito. No meio da escuridão, comecei a me
preparar para tentar colocar o estepe quando escutei um barulho de
batida na traseira. Adivinhe o que era? Era a roda, que havia
chegado!"
O leitor que achou longa a coluna desta
semana não imagina o trabalho que foi selecionar apenas esses relatos.
Queria agradecer pela participação de todos e dizer mais duas
coisinhas.
A primeira é que, embora inclua muitos comentários sobre imprensa (em
particular a automobilística), esta coluna não é dirigida a
jornalistas da área nem a fontes do setor. Em primeiro lugar, é para
leitores em geral, cuja vida tenha alguma ligação com automóveis (e
isso acaba englobando até os colegas da imprensa).
A segunda é que tenho motivos para pensar que a coluna da próxima
terça será histórica. Então, não perca.
Como o texto inicial desta edição foi mais longo que o usual, deixamos
de apresentar a entrevista da semana. |
Celular 1 - O Setor
de Soluções Automotivas da Motorola lança o M8989, que deixa as
mãos do motorista livres, pois funciona no modo viva-voz. O
aparelho funciona na tecnologia GSM/GPRS e tem capacidade para
duas linhas, podendo ser uma extensão do celular já existente.
Celular 2 - O telefone permite ainda a instalação de uma
antena externa que aumenta o sinal. O sistema inteligente
interage com o som do carro. Quando o celular toca, o volume do
som é abaixado.
Celular 3 - Há ainda um handset traseiro opcional
e é possível acoplar um fax. Preço: R$ 2.800. É distribuído pela
Autocell (0800-161190). |
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