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Entrevista
"Já
transformei Escort L em XR3, quando era o carro da onda na época"
Zezé Di Camargo
Cantor e compositor
Autogiro Zezé, só quem pode
privar da sua amizade sabe que, no fim dos
anos 80, você chegou a ter um Ford Escort "Denorex" [alusão à
propaganda de um xampu que tinha cheiro de remédio, mas não era; ou
seja, o Escort parecia uma versão mais sofisticada, mas não era].
Zezé Di Camargo Sim, tive um Escort que, na verdade,
era um Escort L que eu transformei num XR3. Naquela época a gente
comprava uns acessórios, que era um farolzinho de milha, atrás a gente
colocava aerofólio e transformava, com faixinha no pára-choque.
AG Era precursor à moda do tuning,
que transforma os carros.
Zezé É, mas naquela época a gente queria fazer o carro ficar
parecido com um XR3, que era o carro da onda na época.
AG Que carros você nunca teve e sonha
ter?
Zezé Carro a gente sempre tem um sonho de ter um
diferente. Já tive Mercedes, já tive vários carros esportivos, uma SL
500 conversível, que é maravilhosa, caro pra caramba. Mas hoje eu
procuro andar mais em carros práticos, já que eu tenho família, tudo.
Sempre estou com o carro cheio, sempre tem que andar com segurança,
essa coisa toda.
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Então prefiro as peruas. Eu gosto de
carro esportivo, gosto de Ferrari, de Porsche.
AG Você já teve Ferrari?
Zezé Não, não. Já tive vontade de comprar uma, mas eu acho
que, no Brasil, primeiro que não tem rua pra você andar numa Ferrari.
Já dirigi algumas, mas não gostei. Achei desconfortável demais.
AG Você mesmo sai dirigindo seus
carros? Ou prefere ficar sempre no banco do passageiro?
Zezé Eu gosto. A minha Mercedes conversível eu gostava
de dirigir. Nunca deixei motorista dirigir. Mas, quando estou no meu
carro normal, que é meu carro do dia-a-dia, geralmente eu tenho uma
pessoa para dirigir por mim. Eu gosto muito de dirigir. Não gosto de
dirigir muito tempo, em estrada longa, tudo. Mas, na cidade, se for um
carro que eu curto, gosto de dirigir, sim. |