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A princípio, parece coisa de maluco.
Gente que não consegue jogar nada fora. Fanático, maníaco, sabe? Até
que se começa a freqüentar o meio dos antigomobilistas, aqueles que
colecionam automóveis de idade superior a 30 anos. Se bem que há mais
novos, multiplicando o número de clubes de modelos específicos, muitos
dos quais on-line.
Quanto mais nos embrenhamos nos bastidores desses colecionadores,
maior é a importância que se pode atribuir a tal trabalho. A ponto de
sentir vontade de estender façanhas como as dos veteran clubs a
outros ramos do conhecimento. Fato é que cultuar automóveis antigos
não é um hobby exatamente barato.
Daí se explica a falta de memória do brasileiro médio. E memória é
algo que se desenvolve exercitando no dia-a-dia. Assim como fazem os
antigomobilistas. Autogiro preparou, para esta semana, algumas
dicas práticas de como entrar no mundo dos automóveis antigos sem ser
ludibriado. E anote: ter pelo menos um modelo velhinho em ótimo estado
para rodar é uma tendência.
Seguem abaixo as orientações, dadas a partir de uma entrevista com
Roberto Suga, presidente do Clube do Chevrolet:
Não tenha pressa - Para se iniciar no antigomobilismo, a
primeira regra é visitar feiras e encontros de carros antigos (há
vários eventos do gênero ocorrendo em todo o país;
veja relação). Informe-se sobre
os clubes de antigos (conheça alguns), consulte revistas especializadas ou o
BCWS, que mantém a seção Carros do Passado. Especialistas
aconselham ficar dois meses conhecendo o meio antes de preencher um
cheque e sair por aí desfilando de carro... velho.
Descubra o porquê de tudo isso
- Quem procura um carro antigo em geral quer resgatar algum aspecto
saudosista de sua vida. Pode ser o carro do primeiro beijo, o dos
piqueniques com pai e mãe na praia ou até o automóvel oficial com que
viajava para a Praia Grande no verão. Estabeleça o objetivo -- se é
comprar uma relíquia importada, como Ferrari, Mercedes-Benz, Alfa
Romeo, ou um Ford Corcel ou DKW-Vemag. Comece a freqüentar o
clube da marca do automóvel escolhido.
Como ponderar o imponderável preço - Os valores variam muito, uma vez que o valor sentimental fala bem
alto. Um Ford Galaxie dos anos 70, por exemplo, sai de R$ 3 mil a R$
15 mil. Mas não se iluda com os carros baratos que só precisem passar
por uma "pequena reforma". Prefira os prontos. Restaurar geralmente
sai mais caro, além de levar anos para ficar prontos, pois requerem
peças importadas e mão-de-obra especializada. Raros são os automóveis
antigos realmente prontos que custam menos de R$ 10 mil.
Para não levar gato por lebre - Pelo número da plaqueta (dado inscrito no motor) ou do chassi, resgate
o máximo de informações sobre o modelo escolhido. O mais importante é
levantar as características que o carro tinha quando foi fabricado (se
era conversível ou não, sua motorização, entre outros dados). Se o
modelo tiver sido transformado, desvaloriza muito e dificilmente será
premiado em eventos do gênero, pois perdeu suas características
originais. Já houve quem adquiriu um conversível
que, na verdade, era um cupê cortado. Deu-se mal!
Pode ser melhor que fundo de investimento - Carro antigo é tido como um
hobby rentável, uma vez que ele pode ser
vendido a qualquer momento e, assim, transformado em dinheiro vivo.
Mas lembre-se de que, enquanto o automóvel estiver com você, vai dar
grandes despesas (pois, em geral, como já disse, as peças têm de ser
importadas).
Agora é sair em busca de seu primeiro velhinho, que pode estar na sua
rua ou em uma feira de veículos antigos. E lembre-se: não menospreze o
veículo que está em sua garagem. O carro velho de hoje é o antigo de
amanhã. Nunca cometa, porém, o sacrilégio de chamar um automóvel
antigo de usado. Um modelo usado pode ser antigo. Mas um antigo bem
que pode estar novinho em folha.
A entrevista da semana é com Gerson Branco, presidente da Gepco
Indústria e Comércio, fabricante de vidros para blindadoras. Continua
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Deu pena - O noticiário internacional sobre
o furacão que assolou a capital dos
EUA, na TV, mostrou um automóvel incendiado. Era um Chrysler PT
Cruiser, em cena que cortava o coração.
Ainda ele - O modelo "ame ou deixe-o" da Chrysler é veículo oficial do novo hotel
Fasano, candidato a um dos mais luxuosos de São Paulo.
Vi na "V" - Imperdível a edição 2 da revista customizada da Volkswagen. Seja pela
entrevista com Serginho Groisman, seja pelo depoimento de Caco
Barcellos ou mesmo pela deliciosa reportagem sobre o bate-bate do
Demolicar.
Perto do fim - O novo Fiat Palio
em breve deixará oficialmente de ser segredo. O novo desenho é
bonito, mas a quase nenhuma mudança na lateral já incomoda muita
gente.
Falta fôlego - O motor 1,8 do
Doblò Adventure tem recebido muitas críticas, a maioria
delas dando conta de que o propulsor de 103 cv é pequeno para os seus
1.400 kg. Com a palavra, a Fiat.
Cinqüentona - A Honda Motor Co. acaba de atingir os 50
milhões de automóveis fabricados em todo o mundo. São 19
fábricas instaladas em 15 países – a do Brasil fica em Sumaré,
interior de São Paulo. A atuação da empresa no segmento começou há 40 anos. |
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Suecas 1 - O
design escandinavo e sobretudo o sueco estão na exposição
Melhorando a Vida - O Design das Inovações Suecas, que
começa em 1º. de outubro no Museu da Casa Brasileira, em São
Paulo. Entre os objetos expostos está o defletor traseiro do
novo Volvo S60 R.
Suecas 2 - A Volvo está na exposição com outros
equipamentos: o cinto de segurança de três pontos, a cadeira
para crianças voltada para trás e o sistema de proteção contra
impactos laterais. O Museu da Casa Brasileira fica na av.
Brigadeiro Faria Lima, 2.705, Jardim Paulistano (zona sul), tel.
(11) 3032-3727. De terça a domingo, das 13h às 18h. Preço: R$ 4. |
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