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O mesmo vigor que o renovado picape
derivado do Corsa – e batizado de Montana
– quer transmitir, seja pelo desenho das lanternas, no degrau que dá
acesso à caçamba, ou mesmo nos pára-lamas salientes... Mas carro não
se vende só pela emoção. Milhões são investidos em pesquisas, que
apontam, por exemplo, que um dos grandes diferenciais do Fiat Strada é
a cabine estendida. Então a General Motors decretou: vamos aumentar o
espaço na cabine.
Do
mesmo jeito, a Volkswagen decidiu que seu compacto
Fox teria, além de muuuuuuitos
porta-objetos, o poder de virar um furgão, com os bancos traseiros
completamente removíveis, ampliando o espaço para carga de 260 litros
para 1.236 litros. Claro que nas propagandas o que vai aparecer são
pessoas lindas usando tais recursos com desenvoltura. Nada vai travar,
e elas não derramarão uma gota de suor.
Mas é importante na propaganda mostrar que foram gastos outros milhões
para equipar os veículos com motores que por fim oficializaram o
rabo-de-galo, ou seja, funcionam com álcool e/ou gasolina. Meriva com
motor flexível é outra a apostar nesse item.
A General Motors vem publicando em página dupla nas revistas uma bela
foto de seu campo de provas da Cruz Alta, em Indaiatuba (SP), com o
texto: "Sorte sua que nós contamos com os mais avançados laboratórios
e pistas de desenvolvimento e testes do país". Se bem que outras
fábricas também têm ótimas pistas no Brasil. Cabe a cada uma decidir
que imagem pretende passar.
Campeã
em "vender" emoção, a Fiat já está mostrando o novo Palio, mas ainda
não diz como ele será por dentro. Seus faróis denunciam um visual mais
agressivo. O mesmo acontece com o já apresentado
BMW Série 5. No escuro, ele parece
ter cara de mau. Mas, para o motorista, é um amorzinho: mostra dados
como velocidade e até o caminho das ruas (não no Brasil, por enquanto)
em projeções no vidro à frente do condutor. À noite, ele até desvia o
facho dos faróis para iluminar a curva por fazer. Eis o que vende,
tecnologia com emoção. Dá-lhe emoção no
Audi S4, versão apimentada do A4.
O
Land Rover Freelander, assim como
o EcoSport 4x4, deverão surgir nas fotos em paisagens pouco prováveis,
no alto de penhascos intransponíveis. Ou no topo do Everest, como Luís
Favre, o marido da prefeita Marta, descreveu o casamento dos dois.
Mas
não duvide que a Volkswagen, cuja confiabilidade técnica é o grande
fiador da marca no país, vá mostrar que seu sedã de luxo, o
Phaeton, é feito em Dresden,
Alemanha, em uma fábrica toda envidraçada, na qual o piso é de
madeira, e o uniforme dos operários, de um branco impecável.
E assim compõe-se algo mais imponderável sobre uma marca: sua imagem
traduzida em um fenômeno que se convencionou chamar de dado de
mentalidade.
Na entrevista da semana converso com Paulo Sergio Kakinoff, diretor de
vendas e marketing da Volkswagen, sobre a chegada do Fox e a
perda da liderança do mercado para a Fiat nos últimos anos, entre
outros temas.
Continua
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Excesso de carga - Com a reforma tributária, os impostos
nos veículos subiriam para 31,2% nos carros 1,0-litro, 34,3% nos
entre 1,0 e 2,0 litros e 39,1% nos acima de 2,0 litros. O dado
foi apresentado com preocupação pela Anfavea (Associação
Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) na coletiva de
imprensa desta segunda.
Raposa que dá cria - O Volkswagen Fox não deve se limitar
à versão hatchback. Furgão, perua e talvez picape também estão
nos planos da fábrica. Resta saber para quando.
Lobo entre nós - O esportivo Lobini, conversível amarelão
que deu as caras no Salão de São Paulo, há um ano, já pode ser
visto rodando pelas ruas da cidade. A empresa, porém, ainda se
recusa a torná-lo disponível para avaliação da imprensa – seu
lançamento deve acontecer só no próximo ano. Preço: US$ 30 mil
(cerca de R$ 90 mil). |
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Iluminai - Quem
gosta de colocar a mão na graxa até no escuro pode se virar bem
com a lanterna de cabeça Skiper Aqua, que custa R$ 32.
Não às migalhas - Para limpar o carro por dentro, a dica
é o aspirador portátil sem fio Dust Buster Deluxe, 4,8 volts, da
Black & Decker (modelo DB450). À venda por R$ 260. |
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