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A
imagem que o brasileiro médio tem de um veículo a diesel ainda está
ligada aos caminhões e outros utilitários barulhentos, que trepidam em
excesso e enchem as ruas de fumaça preta. Mas quem já andou em um
carro a diesel moderno sabe que a coisa não é bem assim.
Diesel é combustível inclusive de modelos de luxo – seria até injusto
citar algum aqui, pois praticamente todos os carros europeus, dos
pequenos aos sedãs de luxo, passando pelos utilitários esporte, têm
suas versões movidas pelo "precioso óleo". Não há barreiras técnicas
simplesmente porque os fabricantes nacionais não só possuem
know-how de produzir veículos a diesel como o fazem de fato, só
que para exportação.
Já faz dois anos, aliás, que a maior justificativa para não liberar o
diesel – o fato de ser subsidiado – deixou de existir, com a
introdução da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico).
Sim, essa mesma Cide que serviu de "pegadinha" para o então candidato
à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva em pergunta feita pelo seu
adversário, Anthony Garotinho, em um debate eleitoral. Por falar em
eleição, vale lembrar que na Áustria, país natal do "governator"
Arnold Schwarzenegger, 80% dos automóveis de passeio são a diesel.
Falemos dos picapes pequenos. No Brasil eles nasceram e ganharam o
status de produto para exportação. Seu modo de preparo é muito
simples: pegue um hatch, tire da segunda coluna para trás, acrescente
uma caçamba e uma boa pitada de itens de personalização (leia-se
marketing) que o torne robusto e/ou esportivo.
Eis
o segredo do sucesso do Fiat Strada, produto genuinamente nacional.
Assim como dá certo orgulho ver uma perua Palio Weekend em uma
concessionária da marca italiana em Genebra, abrir seu capô e conferir
o made in Brazil, é interessante saber que esses carros foram
desenvolvidos aqui. Nasceram então modelos como Volkswagen Saveiro,
Ford Courier e Chevrolet Corsa Pickup, que neste mês é completamente
renovado transformando-se no Montana, que está sendo avaliado por este
colunista em Foz do Iguaçu (PR) no exato dia em que este texto vai ao
ar.
De carros "cortados", eles viraram comerciais leves. Mas nunca
deixaram de ser veículos de passageiros, alguns bem egoístas por sinal
("Só levo minha namorada, mais ninguém", dizia um comercial). E
evoluíram. O Strada ganhou cabine estendida e o Montana eleva a
capacidade de carga para 735 kg, quase tanto quanto o dos picapes
médios (S10, Ranger) a gasolina.
É usual dizer que o Brasil é também o campeão dos automóveis de motor
1,0-litro. Já chegaram a ser 80% dos carros novos vendidos. Hoje
caíram para 60%, e a tendência é estabilizar-se entre 50% e 55%. A
predominância do carro "mil" é uma escancarada distorção, causada pela
equação entre benefícios fiscais e baixo poder aquisitivo. Foi há um
ano, com a adoção de uma alíquota de IPI (Imposto sobre Produtos
Industrializados) intermediária para veículos acima de 1,0 litro e
abaixo de 2,0 litros, que se jogou um pouco de civilidade nessa
relação.
O país tem muitas características bem próprias. Pena que, como a
malandragem, tais peculiaridades nem sempre sejam dignas de orgulho.
Nossa entrevista esta semana é com Lemyr Martins, experiente
jornalista especializado em Fórmula 1. Já cobriu 308 GPs e é autor de
livros como "Os Arquivos da Fórmula 1" e "Uma Estrela Chamada Senna",
além de colunista de automobilismo em Quatro Rodas.
Continua
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Motocas - Desta
terça (14) a domingo (19), das 14h às 22h, acontece o Salão das
Duas Rodas, no Centro de Exposições Imigrantes. Informações:
(11) 3816-2227.
É dez - Cartilha de direitos do consumidor lançada pela
Uninove diz: "No caso de dano sofrido (carro bate após perder o
freio por culpa do mecânico que se esqueceu de arrumá-lo), o
prazo para pedir indenização é de cinco anos contados do
conhecimento do dano ou descobrimento do responsável".
Informações sobre a publicação: 0800-7010999.
Evento do barulho - Está marcado para 5 de novembro o
seminário "Psicoacústica no Brasil", a ser realizado pela AEA
(Associação Brasileira de Engenharia Automotiva), das 9h às 19h,
no auditório do Instituto de Engenharia (av. Dr. Dante Pazzanese,
120, Vila Mariana, zona sul de São Paulo). Informações: (11)
5575-9043. |
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Nove em um - A
ferramenta Multi-Uso Mr. 7-HANDS é uma ferramenta compacta
multiuso com lanterna acoplada. É útil porque reúne oito tipos
de chave. Custa R$ 159,60 na Polishop, tel. (11) 3444-0112.
Para anotar - Ideal para não ter de fazer anotações
enquanto está ao volante é o Micro Gravador Voice Magic Maycom,
que custa R$ 495 na Shoptime, tel. 0300-7891020. |
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