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Pois é. Agora, dois
anos depois, há fabricantes com planos que começam arranhar a
superfície da questão, tentando estabelecer maneiras pelas quais o
cliente paga pelo uso, não pelo carro todo. Há inegáveis desvantagens.
Uma delas é que se estabelece uma relação indissolúvel com a marca
(talvez seja esse o pulo do gato...). Outra: a taxa de juros praticada
no Brasil (19% ao ano), embora esteja no chamado viés de baixa (mais
conservadora, pois estão chegando as compras de final de ano), ainda é
uma das mais altas do mundo. Resultado: o dinheiro continua bem caro
mesmo nos mirabolantes planos recém-criados.
Se um dos motes de um comercial de automóveis é "está na hora de você
rever seus conceitos", a frase nunca se aplicou tão bem. Depois da
abertura às importações, no início dos anos 90, a euforia dos dois
milhões de veículos vendidos e a chegada de novas fábricas ao Brasil
(lá se vão de cinco a seis anos), vários conceitos tiveram de ser
reformulados.
O primeiro é o mito do carro zero. Foi-se o tempo em que usado era
sinônimo de problemas, até porque as relações de consumo se
aprimoraram muito. Às vezes vale a pena (ou o risco de) economizar os
30% de desvalorização, sofrida quando um automóvel novo deixa a
concessionária, e preferir um seminovo superequipado a um novo
"pelado".
Até para disputar com o mercado de usados, os fabricantes estão
fazendo downgrade em seus modelos, no intuito de atingir um
consumidor de poder aquisitivo menor. Eis por que Ford Focus, Citroën
C3 e Chevrolet Vectra ganharam motores "menores" (1,6, 1,4 e
2,0-litros, respectivamente). E sabe quem perde quando as fábricas
tomam esse tipo de atitude? Você, que comprou um modelo com
ar-condicionado, direção hidráulica, freios ABS, bolsas infláveis,
faróis de neblina e rodas de alumínio, entre outros equipamentos, e
ainda encarava o automóvel como um patrimônio, um investimento ou um
bem durável.
Sabe por quanto você vai conseguir revender um "popular" (tecnicamente
o modelo que tem sob o capô um motor 1,0-litro) com todos esses itens
de conforto, pelo qual pagou uns R$ 35 mil há um ano? Que tal uns R$
20 mil – desvalorização na casa dos 43%? Afinal, há um zero
básico à venda por essa merreca. Vale lembrar que, nos últimos 12
meses, a inflação foi de 15,14% (nos EUA, onde os juros são de 1,1% ao
ano, essa taxa foi de 2,3%).
Tudo bem que eu vibrei quando, pela primeira vez, tinha na conta
bancária dinheiro suficiente para comprar um Fiat 147 ano 1980 (isso
foi em 1992, ou seja, um carro com 12 anos de uso). Havia pouquíssimos
modelos modernos à venda, a importação começava a engatinhar. Naquele
tempo, Lada era um ovo de Colombo, um veículo vendido como tendo uma
maravilhosa relação custo-benefício. Como eu mal tinha como adquirir
meu primeiro carro, achava que todo dono de loja de usados era
milionário.
Pois é. Quem não acompanha a evolução da tecnologia e das relações
comerciais corre o risco de ficar tão milionário como os que ainda têm
lojas que comercializam linhas telefônicas (que chegavam a valer R$
7.000 nove anos atrás). Ou talvez fosse melhor vender máquinas de
escrever?
Excepcionalmente, esta semana Autogiro não apresenta a
entrevista. Em compensação, na próxima semana volta a subseção
Zoom, com dois carros avaliados, e... mais entrevistas.
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Monza ao alto - Sábado, dia 1º., tem encontro do Monza
Clube. Será das 9h às 13h, na concessionária Pompéia Veículos
(rua Carlos Vicari, 340, zona oeste de São Paulo). A associação
já começa a preparar o 2º. Encontro Nacional do Monza Clube, dia
14 de agosto (dia em que o Monza deixou de ser fabricado em
1996) do próximo ano.
Fim da porquice - As fábricas estão tomando a frente e
lançando sistemas mais "limpos" de GNV (gás natural veicular).
Em vez daquelas caixinhas pretas penduradas no painel, no Fiat
Siena o motorista muda a opção de combustível (de álcool,
gasolina ou flexível para gás) em um botão no painel. Um
mostrador digital indica o percentual de gás nos cilindros.
Nacional? - Sim, a Land Rover não só está instalada em
São Bernardo do Campo, SP como já comemora cinco anos de Brasil,
lançando o Defender 110 Black, com bancos de couro,
ar-condicionado traseiro, estribos cromados e luzes de direção
fumê. |
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Antiburacos - Uma
dica é a disqueteira Sony, modelo CDX-647X, com capacidade para
dez CDs, suspensão antichoque e mecanismo de carregamento
rápido. O preço sugerido é de R$ 695.
Por mais praticidade - O kit de travas TR 400 (para todos
os veículos, menos Gol Geração III e Golf) possui travas
equipadas com central eletrônica de controle e suportes que
evitam furos nas portas. Custa R$ 118. |
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