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Estima-se que a
inspeção veicular vá custar R$ 100 (foi devidamente reajustada; há uns
quatro anos, ouvi algo como R$ 60...). Será que desta vez Contran
(Conselho Nacional de Trânsito) e Legislativo vão se mexer? Será a
inspeção uma das "resoluções de Ano Novo" dos órgãos públicos? É mais
fácil acreditar em Papai Noel.
Por falar no imponderável, vamos ao outro assunto desta coluna, o
Renainf. Antes era chamado de Renacon (Registro Nacional de
Compensação de Multas Interestaduais). O nome é novo, mas a intenção é
a mesma; é mais ou menos como quando muda o síndico do prédio, ou
seja, a nova administração tenta reinventar a roda e a primeira
providência é colocar outro nome...
O que a integração dos Detrans (Departamentos Estaduais de Trânsito)
tem a ver com a inspeção veicular? A primeira semelhança é o fato de
que eu duvido que seja implantada no próximo ano (o BCWS
tem tudo o que escrevemos no arquivo de
colunas; pode me escrever caso eu esteja errado).
Até porque a prática de fazer troca-troca de carros entre Estados já
está institucionalizada não só pelas locadoras, mas por quase todas as
empresas que trabalham com frotas. É também uma questão cultural, que
envolve inclusive os agentes fiscalizadores – e a malfadada indústria
da multa, que existe sim, mas, se preferir, pode chamar de "ostensiva
vigilância" das autoridades.
Mais incrível é que a relação entre esses dois assuntos, que
extrapolam tanto os limites do mundo do automóvel, é palpável por
cidadãos (?) das mais diferentes classes sociais. Só quem pegou nos
últimos tempos uma fila de atendimento no SUS (Sistema Único de Saúde;
vale dizer que o ponto de interrogação da frase anterior tem a ver com
a forma como o "cidadão" é tratado quando procura o SUS) pode mensurar
quanto poderia ser economizado se os mais de 10 milhões de veículos
reprováveis pela inspeção estivessem em ordem, se a aplicação de
multas não tivesse muito de "pegadinha arrecadatória" ou se houvesse a
sensação de que os tributos pagos são mesmo revertidos em benefício da
população. Em última instância, quantas vidas não seriam salvas caso
tudo isso funcionasse?
Integrar os Detrans vai custar R$ 4 milhões. Parece muito? Quando será
que custou aquela série de propagandas enganosas que mostravam a
baiana batendo na porta do paulista com a multa tomada no Carnaval, ou
o caipira fazendo o mesmo com a multa tomada no interior? Publicidade
oficial, portanto paga com o dinheiro do contribuinte, veiculada no
horário nobre da TV!
Olha, falta acertar a mão em muita coisa. Ao que parece existe muita
gente séria trabalhando nos temas inspeção e integração. Mas os
antecedentes não são nada bons. Só nos resta cobrar e esperar que
agora essas atitudes sejam para valer.
A partir deste mês, Autogiro conta com um importante apoio, o
da Delphi Automotive Systems (veja anúncio na página inicial da
coluna). É difícil explicar, para quem não conhece, que empresa é a
Delphi, simplesmente a maior indústria de autopeças do mundo.
Foi ela que desenvolveu, para a General Motors (da qual se originou),
por exemplo, a tecnologia Flexpower (motor
flexível em combustível) que equipa
a linha Corsa. Este colunista se sente honrado pela aposta da Delphi e
faz votos para que seja apenas o início de uma longeva parceria.
Falando em propaganda, o entrevistado desta semana é
Washington Olivetto, presidente e diretor de
criação da agência W/Brasil. O assunto, é claro, são os anúncios de
automóveis. Além disso, a seção Zoom desvenda o
Toyota Corolla SE-G.
Continua
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Preliminares 1 - Enquanto a inspeção veicular não chega,
a Monroe promove checagem gratuita dos amortecedores. Será entre
5 e 8 (quarta e sábado), no estacionamento do supermercado
Barateiro da rua Vergueiro, 5.002 (zona sul de São Paulo), das
9h às 17h.
Preliminares 2 - Para verificar os amortecedores, a
Monroe vai usar o Banco de Análise Computadorizado, que, por
meio de simulações e medições, dá um diagnóstico da condição dos
quatro amortecedores em três minutos, fornecendo um gráfico com
as condições de cada componente. Informações: 0800-166004.
Joga um lero! - Lojas que instalam películas escuras nos
vidros incitam o cliente a levar especificações além do
permitido – 75% de transparência no pára-brisa, 70% nas portas e
50% nos traseiros. Alguns argumentam, apontando para o ilegal:
"Olha, esse aqui você ainda joga uma conversa no guarda. Mas com
este [mostrando um mais escuro] não dá". |
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Denorex - Se a onda
é fazer o carro parecer, mas não ser, a dica é a calota Di Fatto
Audi A4 aro 13. Serve para Gol antigo (1989 a 95), Gol Geração
II (todos), Voyage, Parati, Saveiro, Logus, Apollo, Corsa,
Celta, Monza, Chevette (1990 em diante), Escort (até 1996),
Fiesta, Ka, Uno, Corcel II, entre outros carros. À venda no
Extra, por R$ 9,90.
Para criança - Olhe só que achado: a Bandeirante,
tradicional fabricante de brinquedos com temática no mundo das
rodas, está lançando a moto Harley da Gatinha Elétrica. Bom
presente de Natal para quem tem de dois a oito anos. Funciona
com bateria de 6 volts e desenvolve até 4 km/h. Custa R$ 580 nas
Lojas Americanas. |
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