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Ora, ora, ora... Não é
que já entramos em novembro? Lojas e shoppings enfeitados para o
Natal. Esperanças se renovam. Será que foi por causa disso que
resolveram, nas últimas semanas, voltar a falar em ITV (Inspeção
Técnica Veicular) e Renainf (Registro Nacional de Infrações)?
O primeiro tiraria das ruas potenciais causadores de acidentes,
latas-velhas em péssimas condições de circulação que, no mínimo, matam
de tétano. O segundo acabaria com a farra da impunidade de emplacar
veículos em outro Estado e burlar limite de velocidade, sinal
vermelho, estacionamento proibido e rodízio (caso de São Paulo), por
exemplo. Afinal, essas multas nunca chegam, pois não têm como ser
processadas.
Engana-se quem pensa que o CTB (Código de Trânsito Brasileiro),
promulgado há seis anos, marcou o início das discussões a respeito das
condições da frota. Lembro-me de ouvir histórias da carochinha a
respeito da tal inspeção há pelo menos dez anos.
Faltam estatísticas, até porque a estrutura fiscal vigente estimula a
falta de notificação – regularizar a situação de muito carro por aí
sai mais caro do que seu valor de revenda. Mas o Denatran
(Departamento Nacional de Trânsito) dá conta de que automóveis com
mais de dez anos de uso são responsáveis por quase 70% dos acidentes
fatais.
No último dia 21, o Cefet (Centro Federal de Educação Tecnológica)
simulou a inspeção de dois veículos durante evento organizado pela
Anfavea (associação dos fabricantes) no Anhembi. Com problemas nos
freios (item que está para a inspeção assim como a matemática está
para muitos escolares) e na suspensão, o primeiro veículo a ser
inspecionado, um Seat Cordoba 1995, foi reprovado. Já uma Volkswagen
Quantum do mesmo ano, movida a gás natural, também levou bomba – só
que no item emissão de poluentes. E eram carros de apenas oito anos
atrás.
Mais do que um problema de baixo poder aquisitivo, as velharias que se
arrastam pelas ruas são uma questão cultural a resolver: convencer os
donos de veículos de que prevenir um problema é muito mais barato do
que resolvê-lo depois que aparece. O raciocínio vale inclusive quando
o assunto é cuidar da própria saúde (isso faz lembrar uma frase que li
em um livro ainda no primeiro grau: "Compre vitaminas na feira, não na
farmácia"). Ou seja, a manutenção preventiva – como se faz na aviação
– é muito melhor, em custo-benefício, do que a corretiva.
Por falar em avião, seguem algumas estatísticas interessantes,
publicadas na revista Avião Revue do último mês: 1) A chance de
alguém bater o carro e morrer a caminho do aeroporto é 500 vezes maior
que a de o avião que ele vai tomar cair; 2) De acordo com a
Administração Federal de Aviação dos EUA, a cada 1.000 mortes, 228
acontecem em acidentes rodoviários e apenas 0,45, em aeroviários.
Agora imagine se as companhias aéreas seguissem o exemplo da maioria
dos motoristas na manutenção das aeronaves.
Não há dinheiro? Ora, se o BID (Banco Interamericano de
Desenvolvimento) estima em US$ 9 bilhões (cerca de R$ 25 bilhões) o
prejuízo causado pela falta de uma fiscalização decente, que outro
argumento teria tal força? O quê? Você não vê tantos automóveis velhos
pelas ruas? Talvez em uma cidade como São Paulo seus trajetos
regulares estejam entre as zonas oeste e sul (esta até um certo
ponto). Que tal uma visitinha ao extremo sul (Grajaú, Parelheiros,
Marsilac) ou leste (Cidade Tiradentes, Guaianazes, Vila Jacuí)? Ou ao
interior do Estado? Continua |

Sem parar - Desde
que foi anunciado como atração para o próximo Salão de Genebra
(Suíça), em março, o esportivo Covini C6W, que desenvolve 353 cv
com seu motor 4,2 V8 e pesa só 1.150 kg, uma coisa não saiu da
cabeça deste colunista: imagine quanto custaria, em pedágios,
uma viagem nesse possante, uma vez que o modelo tem três eixos?
Na ponta da língua - Louco por modelos de duuuuuas
portas, desde que sejam equipados com bolsas infláveis e ABS, o
professor Pasquale (leia entrevista)
mandou este colunista ao site da Volkswagen, para conferir que o
compacto Fox não traz as tais bolsas. Calma, professor, a
fábrica responde prontamente que o item estará na lista de
opcionais a partir do início de 2004.
Outro dele - Depois o professor ainda questionou se não
haveria uma versão esportiva do Clio – mas com duuuuuas portas
(estou imitando o jeito de ele falar). Apuramos que haverá, sim,
um Clio de duas portas com motor 1,6-litro. Nada mau para quem
gosta de um compacto veloz.
De novo não!!! - Não
é que um leitor já escreveu para esta coluna pedindo um novo
artigo sobre novela – agora abordando os automóveis de
Celebridade? Urge explicar ao leitor que este colunista
prometeu para si mesmo não perder mais tempo com novelas. Mas o
Volvo XC90 da Maria Clara Diniz (Malu Mader) não é o máximo? E o
Mitsubishi Pajero Full do Fernando Amorim (Marcos Palmeira)? |
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