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Prezado leitor, diz-me
por quê?
Por que a Anfavea (associação dos fabricantes) anunciou, em e-mail
recebido às 19h09 de sexta-feira, dia 28, que o IPI seria mantido nos
patamares mais baixos por mais três meses?
Por que assim, tão tarde, a ponto de os jornais do fim de semana não
terem tempo de trocar os anúncios, que saíram "compre antes do aumento
do IPI"?
Por que o IPI não é mantido de uma vez nesses patamares mais baixos,
uma vez que governo e fabricantes reconheceram que todos ganham, uma
vez que arrecadação e vendas aumentam?
Por que, aliás, não unificam de uma vez o imposto, como nos países do
Primeiro Mundo?
Por que se estimula tanto, mas tanto, a compra de carros 1,0-litro?
Por que a gente fica com a sensação de ter sido enganado, levado a
comprar o automóvel antes que os preços voltassem ao normal e a
carruagem virasse abóbora, como eu disse na última
coluna?
Por que no Brasil é tudo assim, o que dá uma impressão de amadorismo,
de improviso, de mudança tardia nas regras?
Por que as fábricas se comprometeram a manter os preços só até 31 de
dezembro, quando aí então poderiam repassar custos? Para ter um
corre-corre intermediário antes de 28 de fevereiro?
Por que será que tratam o mercado (em última instância, nós, os
consumidores) ao mesmo tempo como se fosse o mocinho e o bandido de
tudo o que é bom ou mau?
Por que se fala em recuperação econômica de agora em diante, se a taxa
de crescimento foi perto de zero no ano e nada indica que haverá uma
guinada a médio e curto prazos?
Por que vendedores de concessionárias mais parecem interessados em lhe
vender o automóvel mais caro possível, sem pensar em cativar o cliente
a partir da relação custo-benefício, com um ar um tanto desesperado
(para vender e se livrar logo de você)?
Ah, falando em atitude (e educação): por que algumas pessoas podem
ficar protegidas em seus carros com filme nos vidros, fechá-lo na rua
e, quando você olha mais atentamente, era porque falavam ao celular?
Por que há carros com a placa totalmente apagada circulando
normalmente por aí?
Por que muitos motoristas insistem no “jeitinho” de fazer aquela
conversão proibida ou continuam fechando o cruzamento e/ou parando em
cima da faixa?
Por que ninguém lê o manual do proprietário?
Por que as pessoas se preocupam mais com a potência, se o que vale
mesmo na hora de rodar na cidade é o torque?
Continua |

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Com a bola toda 1 -
Reportagem de capa da revista Business Week, sob o título
“O que será capaz de parar a Toyota?”, traça um perfil da
fabricante japonesa no mundo, que já ocupa o segundo lugar no
competitivo mercado norte-americano.
Com a bola toda 2 - Sobre a América do Sul, a reportagem
menciona que a receita caiu 10% na região, mas que as vendas
cresceram no Brasil, após o lançamento do novo Corolla (junho de
2002).
Lá 1 - Depois do imbróglio envolvendo Nelson Piquet e a
Williams – o primeiro anunciou contrato de seu filho até 2010 e
a segunda negou –, os leitores desta coluna podem acreditar: a
verdade está mais próxima do que afirmou o ex-piloto.
Lá 2 - A negativa da equipe faz parte do jogo de
mentirinhas do meio automobilístico. Claro que há empresas
supostamente sérias que fazem um profissional passar por uma
saia justa, cancelando o contrato após (quase) tudo decidido.
Mas não parece ser o caso.
Efeméride - Há dez anos, deixava de ser fabricado o
Chevette, modelo da General Motors dos tempos em que um veículo
ainda passava 20 anos em produção, o que é raríssimo hoje em
dia. Leia a história desse
carro. |
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