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Tratei de ligar para ele, a fim de perguntar se não via problemas em publicar uma carta em que afirmava correr na Dutra em velocidade bem acima da permitida naquela rodovia. “Claro que não, meu filho. Se quiser, pode publicar que eu estava a 300 km/h”, respondeu.

Bem, voltando ao workshop de sábado, descobri que a filosofia de manutenção de uma Ferrari não é nada diferente (a não ser pelo caráter exclusivo ao qual me referi no início) da de um veículo de passeio. Como qualquer oficina capacitada, o exame de uma caixa de câmbio não requer sua abertura. Basta “escanear” o dispositivo, com um equipamento como o Sistema Diagnosi SD 2, que no caso detectou: não havia problemas com a caixa de câmbio, mas a embreagem teria de ser substituída. Em outra etapa da revisão, faz-se a sangria do sistema hidráulico, roda a roda. Tudo assim, eletrônico, como qualquer oficina gabaritada faz até com modelos “populares”.

Caso o amigo leitor esteja interessado em comprar seu Ferrari novo, vale a recomendação: a primeira revisão é feita aos 10 mil quilômetros ou um ano. “É o que ocorrer primeiro. Geralmente as pessoas vêm pelo tempo, não pela quilometragem”, conta Lima. O que mais agride os Ferraris que circulam por São Paulo são o tráfego intenso, o chamado “uso severo”, ou seja, o anda-e-pára do dia-a-dia (mas quem usa Ferrari para ir trabalhar por aqui?), e as condições do piso. Neste caso, com a palavra, o inglês Mark Ebbage, gerente técnico do SAT, que vive em São Paulo há apenas dois meses. “No good, no good”, afirma-nos quando questionado sobre as condições das ruas. Depois completa: “O asfalto é inacreditavelmente ruim”.

Ebbage mostra, afinal, o que diferencia a oficina dos modelos Ferrari dos demais, pelo menos no Brasil: um computador ligado diretamente aos dos engenheiros de Maranello, em que são relatados reparos e defeitos de proprietários dos esportivos em todo o mundo. “Outro dia, graças a esse sistema, fomos capazes de consertar rapidamente um modelo fabricado 29 anos atrás”, conta. Na foto acima aparece um Berlinetta Boxer dos anos 70.

Outro privilégio é ter promovido um recall (no caso da Ferrari, não houve propriamente a necessidade de anúncio na TV), há três anos, do esticador da correia dentada. “O problema foi detectado originariamente em um carro de corrida.” A que um proprietário reagiu: “Mas como é que eu vou saber se meu carro estava incluído nesse recall?” Resposta: se você não recebeu um telefonema ou uma carta da Ferrari, seu veículo não foi atingido.

Mais uma exclusividade de quem paga pelo menos R$ 947 mil para ter um 360 Modena na garagem.
 



A entrevista desta semana é com o assessor da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) Mauricio Regio, para quem não existe indústria da multa. Ele fala um pouco mais também sobre infratores contumazes. No Zoom, analisamos detalhes do Ford EcoSport 2,0. Continua

Desrespeito 2 - Claro que o bar não tem nada a ver com a empresa de manobristas -- que por sinal pagou a multa depois de muita insistência, que incluiu apresentar a nota de R$ 7 pagos para estacionar... na rua, em local proibido. Mas o estabelecimento deve ter um nome a zelar, não? Por isso merece ser citado aqui.

Próximo! -
Quinto modelo mais licenciado do país em novembro, com 10.604 unidades, o Mille deverá passar por uma reestilização no início do próximo ano. Será que, como o resto da linha Fiat, o carro ficará com "cara" de Stilo?

De novo o rei 1 - Uma das músicas do novo CD de Roberto Carlos homenageia um Cadillac, com os versos: Meu Cadillac lindo, longo/ Conversível, extravagante/ Quase seis metros de um vermelho cintilante/ Me lembro bem da minha juventude linda.

De novo o rei 2 - Quase todas as músicas do disco homenageiam Maria Rita, sua mulher, morta em 1999. Essa é a única que "homenageia" outra coisa, no caso, um automóvel. O Cadillac em questão pertenceu a Emerson Fittipaldi, que tinha três deles (um 1954, um 1960 e outro, 1968).

Velhinhas -
A Renault completou, no último dia 4, cinco anos de sua fábrica em São José dos Pinhais (PR). Quinto fabricante nacional em vendas, detém 4,4% de participação, com 57 mil veículos comercializados até hoje.
Shopping
Pra gente grande... - Se a época não é a de economizar com presentes, que tal uma miniatura do Jaguar C-Type da AutoArt, que custa R$ 288? Vem até com a abertura do estepe!

...e para os pequenos - O apelo para os pais é não ver mais os carrinhos do filho espalhados pela casa. Eis como a marca NIG oferece seu Auto Posto, que custa R$ 15,90. Crianças com mais de quatro anos poderão trocar óleo, encher o tanque e ainda dar uma ducha nos possantes.

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