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Pois é, 2003 foi um ano
marcante, pelo menos para este colunista. Perdi pessoas queridas e que
faço questão de aqui homenagear. Lembro que na tarde de uma
quarta-feira, 23 de abril, fiquei sabendo por telefone, em Campinas
(SP), da morte de minha avó Francisca, ou “vó Chiquita”. Estava a
trabalho no lançamento da Peugeot 307 SW.
Evoquei (guardadas as devidas proporções, é claro!) o exemplo de
Michael Schumacher, que havia corrido no domingo anterior horas depois
de saber da morte da mãe, para ir em frente. Fiz meu trabalho. Cheguei
a São Paulo às 14h, uma hora antes do enterro, a ponto de me despedir
de minha avó. No final da mesma tarde daquela
quinta, estava na Redação, escrevendo o texto sobre o carro – dia de
fechamento não pode esperar.
É maravilhoso se sentir produtivo, mas, acima de tudo, não deixar de
se animar com as situações, sempre, como se fosse a primeira vez em
que se constrói uma página bem-feita, em que se sente a reação do
público em relação a um trabalho – sendo que muitas vezes é.
Grande exemplo disso é esta coluna, que não parou de me trazer
alegrias no ano que passou. Com esta já são 25 encontros semanais, que
começaram de um sonho realizado a partir de 1º. de julho. Discutimos
aqui de tudo um pouco: o IPI (calma, Fabrício, não vou voltar ao
assunto hoje), a cidadania no trânsito, a relação
fabricantes-imprensa, a forma como os estrangeiros vêem os carros, os
motoboys e até os automóveis da novela das oito. Apanhei muito,
mas bati também.
Não é exagero afirmar que esse exercício foi mais uma descoberta, de
mim mesmo e dos leitores, conquistados no mundo todo (do Sul ao Norte
do Brasil, passando por Europa e até Japão). É sempre mágico poder
trocar experiências, interagir com seu leitor, debater idéias, enfim,
saber que de alguma forma estamos construindo um mundo melhor para
viver. Aproveito para convidar o leitor a ficarmos juntos de novo em
2004. O ano promete!
Sem ter falado tanto de carro desta vez (para variar!), desejo a todos
um maravilhoso Natal e um Ano Novo (atentem-se à importantíssima
virada!) repleto de boas idéias, inventividade, capacidade de se
adaptar às situações das mais adversas que a vida coloca. Isto feito,
as conquistas nada mais são do que uma conseqüência. Até 2004! |
Fim do "infrator
fantasma" 1 - O Denatran (Departamento Nacional de
Trânsito) informa que as empresas estão pagando uma
multa por não identificar o motorista que comete infração. Já não era sem tempo.
Fim do "infrator fantasma" 2 - Se o condutor de um veículo que pertence a
uma pessoa jurídica avançar o sinal vermelho, a empresa recebe uma multa de R$
191,54. Se não identificar o condutor, leva outra, no mesmo valor. Esta segunda
multa pode duplicar e triplicar, caso o automóvel seja flagrado na mesma
infração. Resta esperar que funcione.
Saia justa, justa causa - Diretor da Ford, Rogelio Golfarb
cometeu um ato falho na convenção de final de ano da empresa. Ia
apresentando o presidente Antonio Maciel Neto como "nosso
diretor..." Quando deu conta do que estava falando, brincou:
"Puxa, isso dá justa causa". Maciel, espirituoso, completou:
"Você ia falando 'nosso diretor-presidente', não é?"
Manutenção "de avião" -
O certo é verificar regularmente os itens mais importantes
do veículo, não deixando tudo só para a véspera das férias. Mas,
como nem todo mundo faz isso, que tal cuidar da segurança do
automóvel pelo menos nessa época? É o que recomenda Antonio
Gaspar, consultor do Sindirepa-SP (Sindicato da Indústria de
Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo).
O que checar - O consultor recomenda checar os seguintes
itens: freios (pastilhas, lonas e fluido), suspensão (molas,
coxins e amortecedores), rodas e pneus (calibragem, desgastes e
balanceamento), motor (óleo, correias, filtros e sistemas de
alimentação e arrefecimento), direção (alinhamento e folgas) e
limpadores de pára-brisa (palhetas). Pelo menos! |
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