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Que em 2004 nenhum
ditador, por mais sanguinário que seja, tenha de ser devorado pelos
piolhos dentro de um minúsculo buraco – para emprestar uma expressão
de Diogo Mainardi. Por algum motivo que não se sabe bem explicar,
temos a mania de aproveitar a passagem de ano para elaborar uma série
de resoluções, renovar as esperanças, dizer algo do tipo “daqui pra
frente, tudo vai ser diferente”...
Quase caí de costas quando, avisado pelo Fabrício [Samahá, editor], me dei conta de que esta
seria a última coluna do ano (sim, a próxima renovação será no dia de
Reis, em 6 de janeiro). Pensei em fazer milhões de agradecimentos
citando todos os credores (no bom sentido) nominalmente, em tecer um
balanção do ano automotivo (mas acho que o Fabrício já fez isso no
Editorial), de falar de economia,
de o quanto 2003 vai ficar para a história por razões que estão longe
de faltar.
Fato é que virou um perigoso clichê dizer que 2004 será melhor que
2003. O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, declarou que o Brasil
está em um momento histórico em que foram criadas, após o forte ajuste
fiscal que exigiu sacrifício de todos, as condições para o crescimento
sustentado sem haver pela frente obstáculos intransponíveis.
Pois é. Mas mesmo em períodos conturbados, como foi 2003, o otimismo
não cessa e as pessoas tocam os projetos, exercendo na plenitude a
arte de se reinventar. Sim, porque o que acontece nesse restrito
mundinho dos automóveis é um grande reflexo da personalidade do
brasileiro.
Não é à toa que o Brasil protagonizou lançamentos como o EcoSport (um
jipinho menor e mais barato para enfrentar a guerra do dia-a-dia), o
Fox (um compacto com apelo de amplo espaço interno), o novo Palio (que
tenta seduzir os amantes do estilo com seu projeto à Giorgetto
Giugiaro) e o Montana. Por trás de seus projetos existe um quê de alma
brasileira, nosso bem e nosso mal, que é a criatividade, a intuição, a
capacidade de improvisar, de se adaptar a condições adversas e, por
outro lado, pouco costume de se planejar, o que muitas vezes se torna
um martírio.
No início da semana, no almoço de confraternização da Ford, o
presidente da companhia no Brasil citou que, nas pesquisas que faziam,
antes de lançar o EcoSport, o consumidor não dizia exatamente qual era
seu desejo, mas exprimia de outras formas que queria um automóvel
alto, robusto e, ao mesmo tempo, prático para rodar na cidade. “A
pesquisa que tínhamos era a mesma que a concorrência tinha”, disse
Antonio Maciel Neto. Quem saiu na frente? Continua |

Ano novo, som novo... -
A Siemens VDO Automotive apresenta algumas sugestões de
presentes para este Natal. Entre os destaques estão os CDs 531A
e 531G, lançamentos da empresa com preço de R$ 480. Os CDs 531A
e 531G têm potência de 4 x 40 watts, sintonizador RDS (Radio
Data System – que permite a visualização do nome da rádio e
notícias no display) com memória AM e FM, tecla Mudo, painel
frontal parcialmente destacável e compatibilidade com CD-R e
CD-RW. A diferença entre os dois é a cor: o primeiro tem
mostrador âmbar e o segundo, verde.
Até com MP3 - Na linha de
MP3, a mesma marca oferece os CDs 2703 e 2803. Com preço
sugerido de R$ 900, têm potência de 4 x 60 watts, controlador de
disqueteira VDO, quatro saídas de 4V pré-out, 3D Surround Sound,
controle do volume conforme velocidade do veículo e
compatibilidade com CD-R e CD-RW.
Game - O simulador de corrida Nascar Thunder 2004 é uma
ótima pedida para quem pretende correr a mais de 300 km/h sem
sair de casa nem levar multa. Custa R$ 99,90.
Sem fita - Bom presente é o gravador digital Oregon VR
399, capaz de registrar até 234 minutos, com quatro diretórios.
Pode ser conectado ao computador. Custa R$ 379.
Com controle remoto - Assim é o rádio JVC KD S 797, que
traz mostrador multicolorido e modo de ajuste de som preferido.
Sai por R$ 549. |
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