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Ou seja, se passo duas
horas na fila do banco, é porque não tenho um daqueles pacotes com
nomes tipo class, personallitè, private, gold, personal etc.
Para mim, é tudo sinal de incompetência de prestar decentemente o
serviço regular – ou, se quiserem, para seguir o padrão, o termo em
francês: incompétence.
Se não tenho direito a bolsa inflável, ar-condicionado, direção
hidráulica ou a um simples revestimento nas colunas, é porque pertenço
a uma classe especial: a dos duros, que não contam com dinheiro
suficiente para pagar mais pelo conforto e (o que é pior) pela
segurança. Só espero que isso tudo comece a mudar com o amadurecimento
do consumidor, que precisa estar mais consciente de seus direitos.
Por falar nisso, segue um recado para quem está viajando de férias
pelas estradas brasileiras: já é reconhecida como uma relação de
consumo a que se estabelece entre usuários de rodovia (ou seja, o
motorista) e as concessionárias, que cobram (e bem!) pedágios.
Aplica-se o artigo 101 do Código de Defesa do Consumidor.
Só falta agora, amarrando os assuntos que abordei nesta semana,
criarem os usuários gold das rodovias, que terão direito a uma
pista especial, sem buracos, e a atendimento prioritário em caso de
panes. Aliás, o que não está longe de acontecer. Já existe um
"projeto-piloto" na rodovia Castello Branco, que cobra dos
supostamente abastados moradores de Alphaville que passam pelo km 20,
desde 1º. de janeiro, R$ 4,60. É ou não é para pessoas de alto poder
aquisitivo?
Poucas
vezes cai no colo um comentário pronto. Mas isso ocorreu na última
semana de 2003, quando a Fiat anunciou que a cervejaria Schincariol
agregou 120 Palio Fire a sua frota. A nota começava: "Agora é a vez de
a Schincariol experimentar os veículos da Fiat".
É a sintomática união entre duas empresas que tentam dar a volta por
cima de sérios problemas de imagem, originados – sejamos claros – em
produtos realmente ruins. Foi difícil a chegada da fabricante de
origem italiana ao país, com o modelo 147. Hoje seus veículos são de
alta qualidade e ela produz modelos de ponta.
Já a empresa que está lançando a Nova Schin (a cerveja do
"experimenta") passa pelo mesmo processo. Tanto que, anos atrás, em um
show de rock por ela patrocinado, cujo slogan era "por um mundo
melhor", um espirituoso espectador tratou de empunhar um cartaz com os
dizeres: "Por uma cerveja melhor". Agora quer convencer os
degustadores de que está na hora de rever seus conceitos de cerveja.
A entrevista desta semana é com o jornalista e historiador
Heródoto Barbeiro, que fala sobre sua
adolescência como auxiliar de mecânico, sua carteira de motorista
cassada e seu xodó, uma Kombi branca movida a gás natural.
Continua
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Mais dança... - Depois de General Motors e Volkswagen,
agora é a vez de a Fiat trocar seu presidente. Cledorvino Belini
assume em fevereiro como o primeiro brasileiro a comandar as
operações na América Latina.
...das cadeiras - Alberto Ghiglieno deixa o cargo de
superintendente da Fiat Auto América Latina para assumir a
posição de vice-presidente sênior de Desenvolvimento Estratégico
da Fiat Auto. Será subordinado diretamente ao CEO da empresa,
Herbert Demel, que já foi presidente da Volkswagen brasileira. |
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Coisa de cinema 1 -
Um dos DVDs para automóveis mais em conta é o Boss 2500, que
pode ser encontrado por R$ 1.100. Já o Clarion VRX630 sai por R$
2.400.
Coisa de cinema 1 - Marca mais conhecida, a Alpine
oferece seu DVD 1004 por R$ 3.800. Já a Pionner tem o modelo AVH
6500, por R$ 4.600, e o 7500, por R$ 7.000.
Porta-bichos - A caixa de
transporte Palo Verde, cinza e cinza-chumbo, nas dimensões 30,6 x 47,5 x
29,2 cm, visa a um transporte seguro de animais de pequeno porte.
Custa R$ 49,90.
Dentro da lei - O fone de ouvido com microfone e rádio FM Coby custa R$ 59,90. É compatível com modelos Motorola, Samsung,
Sanyo e outras. E não dá multa de trânsito, mas não se deve usar
a função rádio ao dirigir, para não dificultar a audição de
sirenes, buzinas e outros sons do tráfego. |
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