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Por falar em acusações, vem à mente o fogo cruzado dos motores
flexíveis em combustível, ainda no
primeiro quadrimestre de 2003. Uma fábrica plantando a notícia
de que a outra estava vendendo um automóvel
que ainda não estava homologado. Parece que não, mas são coisas que
marcam...
Outro fato curioso foi a GM destacar, em outubro, a venda do
primeiro modelo nacional equipado apenas com motor flexível (o
Montana), embora com vantagem de poucos dias sobre o segundo a fazê-lo
– o Fox. Havia acontecido disputa semelhante em 1996
quanto à primazia pela bolsa inflável em um carro brasileiro, entre
Tipo e Vectra.
Ainda sobre flexíveis, eles ainda não ganharam uma
classificação própria para a associação de fabricantes. São
contabilizados como se fossem movidos a álcool, o que é uma evidente
imprecisão. Tanto que teoricamente nunca se vendeu tanto carro “a
álcool” do que nos últimos tempos – em dezembro teria sido o recorde
do ano, com 14,3% de participação. Urge separar!
O apagar das luzes de 2003 demonstrou de um lado o declínio dos
importados, com um recorde negativo – só 3,4% dos emplacamentos. O
ano havia começado com 7,6%. Também caiu a participação dos modelos
1,0-litro, só que bem menos do que o que esperavam os que
profetizavam os 50%.
A venda de carros “mil” fechou 2003 com 63,2% de participação (66,7%
em 2002). Cresceu a fatia dos modelos entre 1,0 e 2,0 litros (de 32%
para 36,2%). Acima disso, porém, passou de 1,3% para 0,5%. Disso se
conclui que os “populares” predominam, pois o poder aquisitivo
continua baixo. Mas o brasileiro começou a concretizar o sonho de um
carro mais potente e, supõe-se, mais bem equipado. Os acima de
2,0 litros, porém, ficaram para trás.
Mas 2004 começa otimista no mercado, só que com menos lançamentos
para o grande público. Este é o ano do espetáculo do crescimento,
não é mesmo? É esperar para ver.
A entrevista desta semana vai agradar aos que defendem o fim dos
automóveis. Conversou com esta coluna a secretária nacional de
Programas Urbanos do Ministério das Cidades, Raquel Rolnik, urbanista
formada pela USP (Universidade de São Paulo), professora da PUC
(Pontifícia Universidade Católica) de Campinas, SP e doutora pela
New York University. Longe de defender o fim dos carros, porém, ela
prega seu uso mais racional. Continua
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Em obras 1 - São Paulo está um caos para o automóvel. As
obras no cruzamento das avenidas Brigadeiro Faria Lima e
Rebouças não deixaram a coisa muito pior. Ao que parece, o
motorista espera ficar parado, evita o cruzamento (que está
repleto de desvios) e acaba desafogando a área.
Em obras 2 - Interessante é que, no sentido
bairro-centro, o desvio virou "roteiro de anúncios". Sabendo que
muitos carros vão passar por ruazinhas mais pacatas de
Pinheiros, os oportunistas encheram de cartazes, que anunciam
até aula particular de palmtop. |
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Brinquedinho bom - É
uma coqueluche no Guarujá, SP o miniscooter Zag. Com apenas 1,02
m de comprimento, é movido a eletricidade. Atinge 20 km/h e
suporta até 90 kg. Custa R$ 1.700.
Clio elétrico - Donos do Clio 2003/04 acabam de ganhar um
novo alarme Positron (a marca já oferece kits de travas). O
produto diz garantir a originalidade, com suportes e engates
específicos, evitando furos na lataria, cortes e emendas.
Informações: 0800-8801400. |
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