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Sim, o Uno sobreviveu a guerras e até ao fim de países — como a União
Soviética. Em 1991, quando foi lançado o Uno Mille Brio, os EUA então
comandados por George Bush, o pai, venciam a Guerra do Golfo. Passou
ileso pelo impeachment — o Mille Electronic e os modelos 1,5
com injeção eletrônica chegavam no mesmo ano em que Fernando Collor
era expulso da presidência. Em julho de 1992 comprei meu primeiro
carro — um Uno, claro. Era um CS ano 1986.
Tudo maravilhoso, até o dia em que foi furtado. Naquele ano mesmo,
comprei um Mille Electronic. Na extinta Casa de Detenção, 111 presos
eram mortos pela PM. No ano seguinte, o então premiê israelense
Yitzhak Rabin, e o líder da OLP, Iasser Arafat, assinavam acordo de
paz em Washington. A paz não veio até hoje. Mas o Mille continuou, já
com as opções pioneiras no segmento de cinco portas e ar-condicionado.
O Brasil de 1994, ano da morte de Senna, do lançamento do real e do
tetra no futebol, celebrava o Mille ELX e o Uno Turbo. Era lançado o
Mille On Line. Embora ainda não houvesse internet doméstica, o sistema
(que levava esse nome para demonstrar que, por ser moderno, tudo era
feito via computador) consistia em, como diz um amigo meu, “pagar
metade do carro, a Fiat começar a produzi-lo; aí eu trabalho,
trabalho, trabalho, junto a outra metade, pago e levo meu Mille”.
Hummmm. Sim, era mais ou menos isso. Uma forma de organizar a fila de
espera e combater o ágio que tomava conta do mercado de “populares”.
A França e o mundo (e por que não dizer, o Brasil) conheciam em 1997
um jovem talento do tênis, Gustavo Kuerten, o Guga, no ano em que
surgiam as versões SX e Young do Mille. Mas foi também um ano de
perdas: morreram o ator James Stewart e a princesa Diana. Em 2000,
quando era lançado o Mille Smart (foto), quem se mostrou esperto foi Michael
Schumacher, que vencia o primeiro campeonato de Fórmula 1 pela
Ferrari. O juiz Nicolau dos Santos Neto se entregava à Polícia
Federal, em dezembro. Em meados de 2001 o Mille ganhava o econômico
motor Fire. Hoje a operação Anaconda ainda tem juízes na berlinda.
Vinte anos depois, o Uno — nome que desapareceu em 1993 do Mille —,
que de sua janela assistiu a todas essas mudanças, pouco teve de
alterações em seu visual. Embora as velinhas só devam ser sopradas em
agosto, a maior mudança estética de sua história é a que está sendo
preparada para este início de fevereiro, em parte já revelada pelo
BCWS (leia segredo). Não haverá
alterações de ordem técnica, salvo a oferta de direção assistida como
acessório, para instalação em concessionária.
A “cara” do modelo da Fiat será outra, bem diferente, com grade à
Doblò. É o que será possível conferir na primeira semana de fevereiro,
em Porto Alegre, RS (curiosamente, os Unos invadirão o território dos
Celtas). Nos bastidores comenta-se que a idéia é reforçar a imagem de
robustez, consolidando o Mille como uma espécie de Fusca das últimas
décadas: um “carro do povo”, robusto, de fácil manutenção, simples e
prático.
Na entrevista da semana Carlos Cavenaghi, diretor da empresa de
adaptação veicular para portadores de deficiência física que leva seu
sobrenome, traz informações e curiosidades a respeito do setor de
adaptações. Continua
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Impagável - A revista V, da Volkswagen, que está
nas bancas traz uma hilária reportagem em que um executivo troca
seu Passat blindado pela Kombi de um vendedor ambulante, que,
por sua vez, usa o luxuoso sedã para oferecer... pamonhas!
Por falar nisso... - Igualmente impagável foi o
presidente da Ford, Antonio Maciel Neto, ter dito em convenção
da empresa que procurou ensinar aos executivos americanos da
empresa qual foi o pulo-do-gato para crescer. "Eu expliquei a
eles que esse era the jump of the cat", disse.
Bancos escolares - O Centro Universitário da FEI, de São
Bernardo do Campo (SP) está com inscrições abertas para dois
cursos de pós-graduação na área automobilística:
administração e tecnologia automotiva e mecânica
automobilística. Interessados devem procurar a escola até 10
de fevereiro. Tel. (11) 4353-2900, ramal 2019.
Dando o sangue - Se aprovado, projeto de lei do deputado
Colbert Martins (PPS-BA) vai obrigar a carteira de motorista a
fornecer dados como altura, tipo sangüíneo e fator RH. A idéia é
facilitar o atendimento em caso de acidentes. |
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Música para viagem -
A dica da semana é o CD Wallet, um porta-CDs com capacidade para
56 discos, ideal para levar em viagens. O forro em polipropileno
protege a superfície. Sai por R$ 16.
Três rodas - Crianças de dois a oito anos que pretendem
pilotar um triciclo desde cedo têm como opção a Moto Chopper
Elétrica. Custa R$ 600. |
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