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Explico que não, que o
sistema é feito para ser usado daquele jeito mesmo, que não tem botão
algum, mas sensores que detectam a mistura e assim por diante. “Sabe o
que é?”, diz ele, como quem quer continuar a conversa. “Outro dia
chegou um carro desses aqui, e o proprietário mandou colocar metade do
tanque álcool e metade gasolina”, contou. Em que pese a mão-de-obra,
por que esse motorista fez isso?

Saí com a Meriva e comecei a colher histórias. “Ah, não convém colocar
álcool logo de cara. O ideal é abastecer algumas vezes com gasolina,
sempre aditivada, para depois começar a misturar”, “ensina” o
frentista de outro posto, contrariando o engenheiro da GM. Durante um
almoço, na última semana, o motorista experiente de uma publicação
dirigida também deu a dica: “Se você abastece sempre com álcool, o
carro fica com dificuldades de pegar nos dias frios”. O conselho me
fez voltar ao passado, aos áureos tempos dos modelos a álcool que no
início sofriam muito no inverno.
Continuo buscando “receitas”. Todas não caberiam em uma só coluna. Mas
tiram-se conclusões sintomáticas: antes de investir em uma nova
tecnologia, é preciso pesar bem todos os contras, sob pena de aquele
procedimento daqui a algum tempo anacrônico não sair mais da cabeça
dos motoristas (e de filhos), que o seguem por décadas. Como se faz
com superstições. Eu não sou supersticioso. Por via das dúvidas, faço
questão de terminar esta coluna com a expressão: pé-de-pato, mangalô,
três vezes.
Foi bem gratificante a coluna da última semana, sobre o
Uno/Mille. Houve, como eu esperava, leitores
indignados com o fato de chamar o modelo de "Fusca nos novos tempos".
A melhor definição, porém, veio do grande Bob Sharp: “Lendo-a parecia
um filme, o carro como personagem principal”.
A entrevista desta semana, rápida e rasteira, é com o presidente da
BMW do Brasil, André Müller Carioba, que fala como foi possível
interromper a alta rotatividade dos executivos que ocuparam o cargo em
que ele está atualmente. A seção Zoom retorna com a análise dos
detalhes do Fiat Stilo. Continua
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Serra abaixo -
Várias fábricas estão promovendo avaliações de clientes no
litoral de São Paulo. É o caso da Chevrolet, que mantém um
estande na praia da Enseada (Guarujá), e da Land Rover, cujos
carros podem ser experimentados na Riviera de São Lourenço.
Leilões - Antes prática reservada a comerciantes e
profissionais do ramo, os leilões de automóveis estão se
mostrando ótimos negócios para o público em geral. Com os
devidos cuidados, é possível economizar até 35% no valor de um
automóvel.
O clone - Acaba de entrar no ar, em outro site
automobilístico, uma coluna cujo formato é muito parecido com
esta Autogiro (publicada desde 1º. de julho do ano
passado): um texto de abertura, uma entrevista e seção de notas.
É o BCWS, mais uma vez, fazendo escola! |
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Necessidade de
velocidade -
O jogo Need for Speed - Underground é parte de uma
das mais famosas séries para computador PC. Simula corridas de
rua com 20 modelos, entre eles Mitsubishi, Subaru e Toyota, e
centenas de modos de personalizar o carro. Custa R$ 100.
Revista em livro
- Está chegando às bancas o livro O Gordini
Mal-Assombrado - A Saga de uma Revista de Automóveis, dos
jornalistas Sergio Quintanilha e Isabel Reis, vice-presidentes
da Motorpress Brasil. Em 200 páginas, eles contam a história da
revista Carro, que acaba de completar dez anos. |
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