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Que o automóvel é uma maneira de superar frustrações pessoais está
mais do que provado. Basta uma visitinha, em uma sexta-feira à noite,
ao cruzamento das avenidas Juscelino Kubitschek e Brigadeiro Faria
Lima, conhecido point de rachas – às vezes devidamente
policiado. “O automóvel significa a transposição das restrições
pessoais”, já teorizou o psicólogo Jacob Pinheiro Goldberg. Modelos
4x4, que aceleram de 0 a 100 km/h em menos de 8 segundos e, nos
últimos tempos, personalizados ao máximo remetem seus donos aos tempos
de criança, da época em que muitos de nós pensávamos ter superpoderes
como os dos heróis dos quadrinhos e desenhos.
Era
disso que tratava minha reportagem ilustrada com uma foto da modelo
que foi presa com droga. Jamais entraria no mérito do caso Lilian (a
quem mal conheci), que hoje está presa no cadeião de Pinheiros (zona
oeste de São Paulo). Mas à época ela usava seu picape Ranger 4x4 para
subir três andares pela rampa circular do prédio onde morava, no Itaim
(zona sul). A caçamba, dizia, servia para transportar o jet-ski no fim
de semana.
Sou conhecido por amigos por ligar o ar-condicionado no último – “No
carro dele neva”, dizem alguns. Calorento, para mim ar é item de
primeira necessidade. Vidro elétrico é importante, mas não essencial.
Travas sim. Afinal, quantas vezes já não esqueci portas abertas no
meio da rua? CD, então, é tão necessário quanto o estepe. E por aí
vai.
Quem faz a equação de o que realmente vai usar quando está na
concessionária? Quem é racional na hora da compra? Será que itens que
salvam vidas, como freios antitravamento (ABS) e bolsas infláveis, não
são raros no Brasil por culpa nossa? Quem sabe, se as pessoas
pensassem mais em sua segurança, eles não fossem (guardadas as devidas
proporções) tão viáveis para o bolso quanto películas escuras demais
nos vidros e o medonho engate?
Na entrevista desta semana falamos com Gervasio Moretti, ilustrador
técnico e científico, sobre a confecção de manuais técnicos e do
proprietário. Continua
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Para mulheres 2 - Os organizadores ainda estão definindo
o local da prova, que terá 100 km de trilhas. Há 100 vagas e os
interessados podem se inscrever em duas categorias, feminina ou
mista, por R$ 40 (o veículo) para associados do Jeep Clube do
Brasil e R$ 80 para os não-sócios. Informações: (11) 3825-5911.
Carro velho - Pesquisa Origem e Destino, realizada pelo
Metrô, dá conta de que 31,84% dos veículos que circulam na
Grande São Paulo têm mais de dez anos de uso e 31,61% têm entre
seis e dez anos. O restante (35,56%) tem até cinco anos.
Ah, tá - Foi sancionado o projeto de lei que regulamenta
a atividade de manobrista, que fixa normas de proteção para o
usuário desse serviço. A lei proíbe o estacionamento dos cliente
na rua. |
Manual do sexo -
Acaba de sair na Inglaterra o Haynes Sex Manual, um
verdadeiro guia do sexo dentro do automóvel. A editora Haynes
Workshop Manual é especializada em manuais automobilísticos. O
manual custa 12,99 libras (R$ 60) e pode ser encontrado no site
www.haynes.co.uk/ sexmanual.asp.
Pelo mundo - Está nas bancas o Carro Catálogo 2004,
publicação de 196 páginas com informações sobre cerca de 2.000
modelos de todas as marcas, em todo o mundo. É uma edição
especial da revista Carro, editada por este colunista, e
custa R$ 8,50. |
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