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Mas a experiência de Doisneau foi bem além da linha de montagem. Ele
flagrou operários na ducha, carregando pneus e até em tarefas mais
burocráticas, batendo ponto, ou trabalhando no escritório. Mostrou a
quantas andava a indústria francesa às vésperas da Segunda Guerra
Mundial. Fotos de bastidores o mostram no alto de escadas,
fotografando aqueles imensos bólidos. E hoje tudo isso pode ser
conferido nessa emocionante exposição em Paris.
Lembro que questionei na última semana o diretor de marketing da
Peugeot, Guillaume Couzy, sobre o porquê de não haver lojas como as
daqui de Paris,
que
ajudam a consolidar a imagem da marca na cabeça do consumidor.
Primeiro, por absoluta falta de dinheiro para investir. E,
quando há algum, alguns querem cobrar preços exorbitantes, como o dono
de um imóvel na rua Haddock Lobo, esquina com rua Oscar Freire, na
capital paulista, que está vazio, à espera de algum maluco disposto a
desembolsar R$ 500 mil por mês de aluguel.
Muito embora tenha
elogiado a Renault pela iniciativa, vai aí uma crítica. Depois de ver
pessoalmente o Mégane, a nova Scénic e a Espace, não só confirmo que o
estilo da marca parece ir muito à frente do seu tempo, como acho que
foi até além da conta. Mas o que mais depõe contra a marca é que,
mesmo eu, que trabalho com automóveis há pouco mais de dez anos,
preciso de alguns segundos para diferenciar a Scénic do Mégane – e até
da van Espace. Sinal de que talvez tenham exagerado na dose.
Por outro lado, vi pelas ruas alguns exemplares da perua 206 SW, que
será fabricada no Brasil. Aliás, avistei, em 24 horas, dois
exemplares. O primeiro deles foi no ônibus, indo do aeroporto Charles
de Gaulle para Montparnasse, onde estou alojado. Logo que avistei, da
janela, a peruinha, já ia dar um suspiro do tipo “como é bom estar no
Primeiro Mundo” quando vi o passageiro de outro carro jogar um monte
de papéis de bala pela janela... Coisa de Terceiro Mundo!
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Custo dos acidentes - Dados da OMS (Organização Mundial
da Saúde) indicam que, a cada ano, cerca de 1,2 milhão de
pessoas em todo o mundo morrem em razão de acidentes de trânsito
e milhões de sobreviventes ficam com seqüelas. O custo dos
acidentes é estimado em 1% a 2% do PIB (Produto Interno Bruto, o
conjunto de riquezas produzidas) desses países, representando
perda de US$ 65 bilhões por ano. Os dados foram fornecidos pelo
Denatran (Departamento Nacional de Trânsito). |
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