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Pois é, o Brasil é um
misto de autoritarismo e paternalismo (não sei qual é pior). Certa
vez, visitei a fábrica da Audi em Ingolstadt, Alemanha. No refeitório
dos operários, havia cerveja. Estranhei e resolvi perguntar ao
responsável pela linha de montagem se aquilo era normal. Ele falou que
sim, era permitido beber, e cada um sabia a quantidade certa a
ingerir, sem que nunca tivesse ocorrido acidente em razão disso.
Na volta de Genebra, parei na estrada para almoçar. Escolhi uma
salada, um pão e um pedaço de queijo. Peguei uma garrafinha de vinho
tinto. Ao que a atendente me alertou para um aviso que eu não havia
lido: bebidas com até 18 graus de teor alcoólico são permitidas, mas
só quando a pessoa ingere pratos quentes. Achei admirável a
flexibilidade com responsabilidade.
Para terminar, alguns valores. Paguei, só de pedágio, entre Paris e
Genebra, o equivalente a R$ 264 (R$ 132 para ir e o mesmo tanto para
voltar), mas não encontrei um único buraco (digno de nota ou não),
faixa apagada ou sinalização deficiente. Senti-me seguro até durante a
tempestade de neve nos Alpes, quase em Genebra. Deu gosto desembolsar
esse dinheiro. Só na volta peguei um tráfego mais irritante de
caminhões. A velocidade máxima permitida pelas auto-estradas pelas
quais passei é de 130 km/h, ou 110 km/h sob chuva.
Há tanta coisa errada no trânsito brasileiro, mas é mais fácil proibir
tempestades de neve.
A entrevista da semana é com Ronald W. Phillips, especialista em inspeção de
blindagem de veículos e membro da AMBA (Asociación Mexicana de Blindadores de
Automotores). Continua
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Nada a comemorar 1 -
Ontem (8/3) foi o Dia Internacional da Mulher. Não faltaram
ações de marketing de fabricantes, suplementos especiais em
jornais, como todos os anos. Nada mais preconceituoso. Carro
deve ser pensado para homem e mulher, sem distinção. Daqui a
pouco, que tal estabelecer cotas de automóveis para mulheres?
Nada a comemorar 2 - Por falar em mulheres, quem aderiu a
um "feminismo" foi a Volvo com seu YCC, Your Concept Car, um
veículo todo pensado por profissionais do sexo feminino da
fábrica sueca. Ao que parece, resolveu trocar a bandeira da
segurança pela do feminismo, que dá mais ibope, uma vez que
aquela virou lugar-comum.
Palavra de alemão - O modelo que substituirá o Audi A3 de
cinco portas será "completamente diferente" do velho A3 ainda
feito no Brasil e do novo, de três portas, já lançado na Europa.
A informação é de um executivo da empresa.
Shopping - A seção não é publicada esta semana,
excepcionalmente. |
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