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O mercado hoje exige
uma reestilização rápida, coisa de dois a três anos. O que os
marqueteiros chamam de “ciclo de vida”, para o desenho (e não só),
ficou bem mais efêmero. Resultado da velocidade com que as informações
circulam, da informática, da eterna repulsa ao tédio, dos programinhas
de computador que permitem montar e desmontar um automóvel, com
acessórios a seu gosto. Assim como os casamentos, o estilo
automobilístico deixou de ser algo concebido para durar para sempre.
Alguns
simplesmente não caem no gosto do público e fazem o carro vender
menos. Haja clínica. “Puxa, mas essa traseira do Clio Sedan não
combina com o resto do carro”, ouvi algumas dezenas de vezes. Outros
exemplos são as traseiras do Marea, cujas lanternas foram
providencialmente trocadas pelas do Lancia Lybra italiano (do mesmo
grupo Fiat, mas cuja marca não existe no Brasil), e do Ka, que teve as
lanternas ampliadas só por estas bandas, para agradar ao brasileiro. E
dá-lhe pesquisa e, ainda assim (com alguns milhões gastos na
brincadeira), lançam-se automóveis que fazem o consumidor torcer o
nariz no lugar do pescoço.
Hoje alguns carros precisam transmitir a sensação de dinamismo, trazer
linhas harmônicas e modernas. Mas às vezes isso cansa. Daí vem a
tendência retrô, que parece não ter mais fim. Primeiro foi o New
Beetle, depois o PT Cruiser (aliás, para mim, um must), o
Thunderbird e, mais recentemente, o
Trepiùno. São releituras e, como tais, sem a mesma magia, mas
muita nostalgia.
Por fim, outra tendência do desenho, quando se esgotam todos os
argumentos do subjetivo bom gosto: ah, esse automóvel procura
transmitir robustez (sim, é assim com alguns utilitários esporte
considerados não feios, mas horrorosos). Parece que às vezes confundem
tal adjetivo com a vocação para assustar criancinhas.
Não
é à toa que um mesmo modelo tem diferentes visuais nos EUA e na
Europa, por exemplo. O Toyota Corolla de faróis ovalados, ao gosto
europeu (que é a vocação do mercado brasileiro, diga-se de passagem),
não “pegou” por aqui. Só decolou quando o estilo norte-americano
(faróis retangulares) foi adotado. E não tem essa de que “jovens
gostam disso” e “não tão jovens, daquilo”. O Citroën Berlingo trazia
jovens saltadores de paraglider entrando pelo amplo teto solar.
E era apontado como um dos modelos mais feios do mercado.
Mas o que é feio? O que é bonito? Minha mãe me acha lindo, coitada.
Alguns que torcem por mim, também. Com automóveis não é diferente. Em
que pese o bairrismo (Minas é a terra da Fiat; Bahia, da Ford; São
Bernardo, o eterno berço da indústria automobilística), modelos tidos
como bonitos hoje podem ser os feios de amanhã e vice-versa. Essa
característica, assim como a “torcida organizada” por uma ou outra
marca, ainda que em um mundo de constantes transformações, não muda
nunca. Será?
Peço desculpas aos leitores. Nesta semana, excepcionalmente, não
apresento a entrevista. Mas estou reservando uma especial para a
próxima.
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Curso 1 - A AEA
(Associação Brasileira de Engenharia Automotiva) promove, no dia
25 de março, das 8h às 18h, o curso "Integração, Alinhamento
Estratégico e Aprendizado na Gestão de Projetos". O objetivo é
apresentar a organização de projetos de maneira sistemática,
numa abordagem que envolva do desenvolvimento da idéia aos
resultados.
Curso 2 - Com a participação de gerentes, engenheiros,
administradores, técnicos e estudantes, o curso enfocará a
avaliação da excelência do projeto, mensuração de sua qualidade
e o aprendizado decorrente dele. Também será dada ênfase ao
alinhamento dos objetivos do projeto com a estratégia da
empresa, à integração multifuncional de todas as áreas e à
cadeia total de suprimentos.
Made in... - Outro dia, parado no sinal, vejo o
ambulante vendendo um daqueles videogames. Acredite: o logotipo
era igualzinho ao do Play Station. Só ao chegar mais perto foi
possível ler: Poly Station. Provavelmente made in Paraguai. |
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Shopping |
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Para amantes do Fusca -
O livro Eu Amo Fusca II – Uma coletânea de causos de
felizes proprietários de Fusca será lançado no final deste
mês. De autoria de Alexander Gromow e com prefácio de Bob Sharp,
colunista do BCWS, será lançado na Livraria Cultura do
shopping Villa Lobos, em São Paulo. Preço: R$ 22.
Aditivo flexível - A Bardahl está lançando o primeiro
aditivo para motores flexíveis,
o Bardahl Flex. A novidade é elaborada a partir de compostos
sintéticos e protege o sistema de alimentação. |
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