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“Não compensou. Eu ficava mais estressado ainda. Não
gosto de viver sob pressão. Andar o dia inteiro de automóvel já é
estressante”, dizia um motorista que parecia sofrer de tudo, menos de
estresse, agora já a uns 40 km/h (o dobro da velocidade anterior!),
depois da minha queixa.
Quero saber se a
profissão é perigosa. “Nunca fui assaltado. Só que já escapei.” Ué,
como alguém escapa de um roubo depois que o suposto assaltante já está
dentro do carro? Bem, certa vez ele pegou dois homens na rua e deu
bandeira (no sentido figurado) a ponto de um deles afirmar: “Parece
que o senhor está com medo da gente”.
A resposta, genial segundo ele, veio na hora: “Medo? Para vocês terem
uma idéia, quando eu tinha 15 anos, meu pai me acordava com uma
peixeira”. A corrida terminou com os dois homens entregues sem grandes
problemas em seu destino. Assis tem certeza de que só "escapou" por
essa surpreendente demonstração de coragem. “Quem vai mexer com alguém
que era acordado com uma peixeira? Uma pessoa assim não teme mais
nada.” Daí pergunto se afinal ele estava ou não com medo. “Estava
morrendo de medo!”
Da outra vez em que sentiu medo, diz que se safou dizendo: “Ih, está
em cima da hora para pegar minha senhora em outro lugar”. Mas por que
a suspeita? “Está certo que fazia frio. Mas o cara usava um cachecol
que só deixava os olhos pra fora. Muito suspeito isso.”
Ser taxista dá dinheiro? Assis diz que é possível embolsar coisa de R$
2.000 levando, bruto, coisa de R$ 100 por dia (aliás, foi o valor
total da corrida dos três jornalistas). Bem diferente da rotina de
outros, com ponto nos Jardins, que chegam a ganhar R$ 5.000 por mês
(segundo me contou outro motorista dia desses). Nada mau, levando-se
em conta que uma tese de doutorado defendida na Universidade de
Brasília afirma que a parcela 1% mais rica da população brasileira tem
renda mensal per capita de R$ 2.930.
Sim, Assis reunia defeitos que, para muita gente, são inerentes aos
taxistas: dirigia com a mão na parte inferior do volante,
invariavelmente mudava de faixa sem sinalizar (ou fazia conversão sem
dar seta, pois não via ninguém atrás pelo retrovisor), não trocava de
marcha no momento adequado. Mas não existe um taxista “perfeito”, no
sentido inverso, ou seja, que reúna absolutamente todas as
imperfeições de quem trabalha na praça.
Já conheci ótimos taxistas, como o Pinto, que usa pedaleiras de
madeira e as indefectíveis bolinhas no banco. Maus, cujo nome esqueço
(um deles deu uma volta imensa sob o pretexto de não parar “onde não
dava” para que uma corrida que seria curta “compensasse”; eu estava
com pressa e disse a ele que teria pago o dobro se ele tivesse me
deixado no lugar combinado antes). E outros, irreverentes, como um que
instalou uma “filial” do lavador de pára-brisa na lateral do táxi,
para espirrar água de brincadeira em pedestres incautos.
Histórias de taxistas renderiam um livro. Se eu pegasse dois táxis por
dia, para ir e voltar do trabalho, seguramente seriam dois capítulos
diários.
Na entrevista da semana, converso com Gábor Deák, presidente da Delphi
Automotive Systems para a América do Sul, sobre sistema de navegação,
motores flexíveis em combustível e
outros temas. Continua
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Cada uma 4 - E não é que a Renault quer, no Clio
Dynamique, atingir o público jovem com uma abelhinha simpática?
Será que eles não sabem que abelha pica? Tenho horror a abelhas!
Velinhas - E a aliança entre Renault e Nissan completou,
no dia 27, cinco anos. No último ano, os dois fabricantes
comercializaram juntos 5.357.315 veículos - 9,3% de participação
no mercado mundial.
Made in Brazil - Esta coluna elogiou um comercial
da Peugeot, exibido na Europa, que apresentava o sedã 607 como
um gato e outros veículos faziam o papel de ratinhos. Ainda que
tardiamente, descobri que o comercial foi rodado na avenida
Paulista e que os ratinhos eram Peugeots 106 disfarçados... |
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Marca passos - Nos
dias de rodízio ou em pequenos percursos, quem quiser uma
espécie de "hodômetro de pedestre" já pode adquirir o pedômetro
eletrônico Techline, que marca número de passos e quilometragem
percorrida. Basta colocá-lo na cintura. É claro que a distância
depende do tamanho do passo (algo que o cliente mesmo programa).
É pequeno (25 x 145 x 70 mm) e custa R$ 70.
Alarme - Já está à venda a nova versão do alarme Positron
Cyber PX, que inclui aviso sonoro de farol aceso. Há ainda
sinalizador de velocidade incorporado ao sensor de ultra-som e
temporizador de farol, acionável por controle remoto ou chave de
seta, além de dispositivo que fecha os vidros, trava as portas e
desliga o sistema de áudio. Preço médio: R$ 260, nas lojas de
acessórios. |
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