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Depois do vendedor que
definiu ABS como sigla para Aperta, Bombeia e Solta, resolvi, já há
algum tempo (final de 2001, auge da crise na Argentina), perguntar a
uma vendedora por que o velho Corsa, que ainda era equipado com motor
1,0 16V, estava em falta com aquela opção de propulsor. Eu sabia que
havia problemas na linha de montagem. A vendedora disparou: “Pois é,
esse carro é feito na Argentina. E você vê na televisão a situação que
está lá, né?” Em tempo: o Corsa em questão não era argentino e sim
feito em São José dos Campos, SP, assim como o motor.
Sim, carro é símbolo de status. Conheci uma empresa que dava uma verba
a seus executivos para que eles comprassem seus automóveis de
trabalho. Eis que um diretor adquiriu um determinado modelo. Seu
subordinado, beneficiando-se da desvalorização de um usado, tratou de
comprar, seminovo, um carro muito mais incrementado que o do tal
diretor. Resultado: o veículo do gerente era melhor que o do diretor.
O ridículo: a empresa teve de obrigar todos os executivos a adquirirem
o mesmíssimo automóvel com a verba fornecida. Ai ai ai...
Na entrevista coletiva da última semana, questionado sobre aumento
de preços, o presidente da Ford, Antonio Maciel Neto, que havia
anunciado 2.000 vagas de emprego, entre outras boas notícias, fez um
apelo: “Sim, haverá aumento. Ainda não sabemos de quanto. E só espero
que esse assunto não seja a manchete de amanhã”. Não foi.
Ao final da conferência, ficou a discussão: não haverá aumento, mas
repasse de custos. Boa idéia. Vou hoje mesmo entrar na sala do meu
chefe e pedir não um aumento, mas um repasse ao meu salário nos preços
de luz, gás, telefone e Coca Light, que só fizeram subir nos últimos
meses. Afinal, é apenas uma questão semântica.
A entrevista da semana é com o novo presidente da Anfavea, Rogelio
Golfarb, que falou sobre seus desafios à frente da entidade que ele
deve comandar até abril de 2007. Continua
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Ora, pois 1 -
Previsto para começar no próximo sábado, o Salão do Automóvel de
Lisboa deverá "requentar" a exposição de
Genebra. Curiosa mesmo é a
exibição da série especial Rock in Rio do Toyota Yaris.
Ora, pois 2 - Detalhe: neste ano o festival de rock –
deveria ser Rock in rio Tejo – acontece no final de maio, na
capital portuguesa. Em tempo: a série especial não deve vir para
o Brasil... assim como o carro todo, um modelo pequeno e
atraente.
O sonho acabou? - Talvez pela efeméride – 35 anos de sua
construção –, a fábrica Gurgel está virando tema de inúmeras
reportagens. Alunos da Escola de Comunicações e Artes da
Universidade de São Paulo também preparam um trabalho sobre o
sonho de uma indústria automobilística originariamente
brasileira (leia história). |
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Ainda Senna... -
Ayrton: o Herói Revelado, de Ernesto Rodrigues, se propõe a
fazer um relato diferente da vida do tricampeão. Da editora
Objetiva, tem 640 páginas e custa R$ 59,90.
Mais barato, mais barato - Acaba de ser lançado o
toca-CDs CKM131G, da By Audium. Na cor grafite com iluminação
verde, tem como principal apelo o preço: R$ 299 – segundo a
empresa, 30% mais barato que a concorrência. |
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