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O que têm em comum os
cartazes que prometem livrar o motorista de multas, o valor que os
donos de carros precisam desembolsar em caso de infração e a taxa do
lixo que a dona Marta – aquela prefeita que este colunista duvida que
será reeleita – criou entre outros tributos novos?
Simples: todos provocam um grato sentimento de indignação. Em um país
civilizado, não seria inconcebível encontrar anúncios públicos de
“jeitinhos garantidos” para se livrar da punição por algo que se fez
de errado? Agora só faltam faixas dizendo: “Matou? Não vá preso! Ligue
para o telefone tal”.
O que isso tem a ver com a taxa do lixo? Muito. Conheço várias pessoas
que simplesmente não pagam esse tributo porque apostam que, com uma
derrota do PT nas eleições municipais em São Paulo, o prefeito
seguinte, em um arroubo de populismo, vai anistiar os devedores.
Esta coluna, no entanto, é sobre automóveis. Nesse aspecto, o que
Marta Suplicy tem feito para piorar o trânsito na cidade merece outra
coluna inteirinha, que vai ficar para uma outra vez.
E o valor das multas? Bem, não são apenas as multas, mas a falta de
fiscalização generalizada. Se no Estado de São Paulo circulam em torno
de 10 milhões de veículos (um pouco menos do que a metade do país
inteiro), a fiscalização vira tarefa inglória. Se pensarmos que 73%
têm mais de dez anos de uso e 46% estão em situação irregular, está
pronto o cenário da tragédia.
Multas com valores mais realistas (ou seja, bem diferentes daquelas em
que se pagam mais de R$ 500 por um excesso de velocidade "gravíssimo"
como 75 km/h em certas avenidas com limite de 60) possivelmente não
engrossariam as estatísticas de inadimplência e, em conseqüência, a
quantidade de veículos caindo aos pedaços que circulam por aí. Não é
raro ver um carro velho cuja regularização custaria muito mais que seu
valor de revenda.
Funciona mais ou menos como a burocracia de abrir e fechar uma empresa
e a carga tributária sobre o setor produtivo: parece que tudo está
fora da realidade. É como se o governo federal, que anunciou um
salário mínimo de R$ 260, resolvesse aumentá-lo para R$ 2.600 – ou
seja, quebrando de vez a Previdência e boa parte das empresas.
Pergunte a qualquer um
que usa seu carro mal conservado em lugares com pouca fiscalização. Na
concepção dele, dar-se mal é ser flagrado com documentação e veículo
irregular. Não é preciso ir muito longe: outro dia fiz um giro por
cidades da região metropolitana, como Jundiaí, Franco da Rocha,
Caieiras e Francisco Morato. Continua |

Cada uma... - A VW
veiculou publicidade de seus modelos Total Flex, em parceria com
a Unica (união dos plantadores de cana), com uma imprecisão: "Com o
álcool você não polui o ar". Será que a empresa não sabe que,
com os atuais limites de emissões, motores a álcool e a gasolina
exigem catalisador e acabam poluindo em níveis semelhantes?
À baiana 1 - No último mês a Ford atingiu a marca de 250
mil veículos produzidos em Camaçari, BA desde a inauguração da
fábrica, em 12 de outubro de 2001. A unidade baiana, que acaba
de anunciar a abertura do terceiro turno, acumula recordes de
produção. Só em março produziu 16.438 veículos.
À baiana 2 - Dos modelos produzidos, a maioria (71%) foi
do novo Fiesta, cuja fabricação foi iniciada em abril de 2002.
Em janeiro de 2003, a fábrica começou a produzir o EcoSport 4x2,
que responde por 45% da produção.
Para onde, senhor? -
Não é que o Doblò Adventure, da Fiat, tem sido figurinha fácil
pelas ruas? O modelo (sem especificar versão) teve 780 unidades
vendidas em março (26º. lugar). Curioso é notar que muitos deles
já viraram táxi pelas ruas de São Paulo.
À Meriva - A moda pegou. Tudo indica que, em poucos
meses, a minivan da Chevrolet deixará de reinar sozinha entre
modelos do gênero, derivados de carros compactos. Fiat acelera a
chegada da Idea, baseada no Palio, enquanto a VW trabalha em
versão similar para o Fox. A Renault também ameaça entrar nessa,
talvez com a Modus. |
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