|
Entrevista
"Agora estamos
evoluindo. Vamos tentar oferecer segurança, só que com emoção"
Marcos Saade
Gerente de vendas e marketing da
Volvo no Brasil
Autogiro – A Volvo continua tendo na
segurança sua principal bandeira ou esse foco mudou um pouco?
Marcos Saade – Nosso principal valor é e sempre vai ser a
segurança. Desse valor a Volvo jamais vai abrir mão. Só que nós agora
estamos evoluindo um pouco isso. É segurança com emoção. Por emoção
nós podemos entender um pouco de estilo, design e performance.
AG – Estive em março no Salão de Genebra
e lá havia o Volvo YCC, um protótipo feito por mulheres e para
mulheres. Como no Brasil as pesquisas da Volvo mostram as mulheres
como consumidores?
Saade – Eu tenho uma maneira bem simples de responder a essa
pergunta. A preocupação e a seriedade em relação ao assunto
mulher é tão grande que nós já anunciamos,
em primeira mão, que a Volvo nomeou a primeira mulher na indústria
automobilística a liderar a área comercial e atendimento às
concessionárias. Nós temos hoje uma mulher recém-promovida a gerente
de vendas da Volvo no Brasil, a Monette Felippe.
AG – Na sua opinião, peruas como a V50
ainda são chamadas de automóveis de mulher?
Saade – Nós não tratamos como carro de mulher, mas como carro
de família. A perua ou station wagon é um carro muito versátil. A
Volvo foi a pioneira, foi a fábrica que iniciou a produção e
comercialização de stations, é nossa grande herança e primamos pela
versatilidade para atender a famílias modernas.
AG – A Volvo pretende ter minivan?
Saade – Esse tipo de informação não pode ser divulgada neste
momento.
AG – Voltando a falar de mulher. O
aparecimento do Volvo XC90 na novela das oito, com a Maria Clara Diniz
[personagem de Malu Mader] é merchandising mesmo ou
coincidência?
Saade – O que eu vou dizer agora parece merchandising,
mas era coincidência. O carro combinou tão bem com a grande
celebridade da novela que isso foi um sucesso total para nós.
AG – Mas eu ouvi dizer que chegam às
concessionárias clientes pedindo o carro da Maria Clara Diniz...
Saade – Perfeitamente. Exatamente isso. Dizem:
|

“Eu gostaria de comprar o carro da Maria Clara Diniz. Qual
é mesmo?”. É o nosso Volvo XC90.
AG – E não é o de Lego, né [risos]?
Saade – Ainda não. Por enquanto o Lego [um XC90 construído
apenas com as peças do brinquedo] ainda não veio ao Brasil. Mas
quem sabe não é uma surpresa aí.
AG – O que já se pode adiantar sobre o
Salão de São Paulo, em outubro?
Saade – Com certeza nós vamos reforçar muito a comunicação
dessa nova linha, que é uma evolução de tecnologia, design, segurança.
Enfim, é uma nova Volvo que chega às ruas e vamos colocar o tema do
salão nesse sentido.
AG – A Volvo não está ficando inovadora
demais para o consumidor médio da marca?
Saade – Nós acreditamos que houve uma evolução de design muito
grande desde 1989. A gente se assegura de que não estamos exagerando
em razão do aspecto clean. Se observarmos os carros da Volvo,
são sempre clean em termos de design, funcionalidade e
equipamentos. Disso não podemos abrir mão, pois também faz parte dos
valores da marca. Então a gente acredita que vá continuar mantendo a
qualidade e o perfil dos clientes que temos atualmente.
AG – E qual é o perfil do consumidor de
um carro como esses, de no mínimo R$ 170 mil?
Saade – Pessoa modernas, jovens não só de idade, mas também de
espírito, nos seus 30 a 35 anos, bem estabelecidos financeiramente,
profissionalmente, enfim, de bem com a vida.
AG – Quem adquire esse carro faz
financiamento a longo prazo para depois trocar... Como é feito?
Saade – Financiamento a longo prazo para esse tipo de carro não
é muito comum. É muito difícil. O que mais tem são seis, doze meses,
pois vai ao encontro de safras agrícolas, fatores típicos do segmento
em que atuamos. Tem muita gente de fora de São Paulo, do interior do
país.
Esperamos vender 40 unidades de cada um dos modelos até o final do
ano. Em setembro, lançamos o modelo 2.4
aspirado. Esperamos em torno de 30 unidades no total. |