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Havia algum tempo eu
ensaiava escrever sobre esse tema. Até que, em razão do que no jargão
jornalístico chamamos de “gancho”, decidi discorrer sobre o hábito (ou
melhor, o vício) de fumar: na última segunda-feira (31), foi
comemorado o Dia Mundial sem Tabaco.
Este colunista não-fumante começa congratulando a iniciativa de
fábricas que decidiram retirar de alguns de seus veículos acendedor de
cigarro e cinzeiro. Estes foram substituídos por úteis porta-objetos
(só no Volkswagen Fox são 18) e aqueles, por providenciais tomadas de
12 volts.
Entre as marcas que fizeram o favor de extirpar os itens, estão
General Motors, Honda, Peugeot, Troller e a já citada VW. Antes de
mais nada, é uma decisão corajosa. Primeiro porque lida com muitos
consumidores em potencial: pesquisas dão conta de que cerca de 47% de
toda a população masculina e 12% da população feminina do mundo fuma.
Nos países em desenvolvimento (caso do Brasil), o dado que se refere
aos homens (60% do público comprador de carros) sobe um ponto
percentual (48%). Por aqui, um terço da população adulta é adepta do
cigarro.
Só que, por outro lado, o prejuízo já está mais do que cientificamente
comprovado. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o
tabagismo é a principal causa de morte evitável em todo o mundo. O
total de mortes em razão do hábito de fumar chega a 4,9 milhões por
ano (cerca de 10 mil por dia).
Nada mais louvável e justificável que a indústria abraçasse tal causa
independentemente das razões mercadológicas. Da mesma forma como todo
ano divulgam relatórios de responsabilidade social, essas empresas
(que representam pouco mais de 10% do PIB, a soma das riquezas
produzidas no país) têm sua cota de influência nas questões de saúde
pública. Estima-se em quase R$ 1 bilhão os gastos do SUS (Sistema
Único de Saúde), por ano, no tratamento de doenças causadas pelo fumo
– problemas no pulmão, infarto do coração, câncer e angina.
Até me esforço para compreender as razões dos fumantes, mas compreendo
melhor a opção dessas fábricas de automóveis. Não é à toa que os
fabricantes muitas vezes se engalfinham, em brigas até patéticas, para
mostrar que entraram antes de outra em determinada tecnologia. Imagem
é tudo. Tirar cinzeiro e acendedor de dentro do carro é investir em
imagem. E na saúde de seu futuro consumidor, mais do que vender
algumas unidades adicionais naquele mês por ter agradado ao público
fumante.
Não quero entrar no mérito dos acidentes que fumar ao volante pode
causar. Já martelei esse tema, falei em uso de celular. No fundo, tudo
é distração, mão ocupada – o que também provoca acidentes e mortes.
Seria chover no molhado. Não quero falar da brasa atirada pela janela
que pode acertar os olhos de quem senta no banco de trás (coisa que já
vi fumante fazer em carro com cinzeiro). Ou daquela que fura o
estofamento do carro, que (quase) causa incêndio.
Seria pouco sincero comigo mesmo se não fizesse um adendo: sou um
tanto contrário em relação a patrulhamento e proibições. Se o cigarro
é um produto oferecido no comércio, por que restringir sua
publicidade? Esse tipo de medida começa nas drogas ilícitas (quem
assistiu ao último comercial de baseado?), passa por álcool e cigarro
e pode desembocar na minha Coca-Cola Light de cada dia.
Mas, como o assunto é automóvel, não quero terminar sem fazer uma
analogia. Quando ouço alguém – e isso ocorre com muita gente de meu
convívio pessoal – afirmar que o cigarro nunca lhe causou nenhum mal,
tenho duas reações quase automáticas.
A primeira é desejar sinceramente que essa pessoa continue tendo a
mesma sorte. A segunda é lembrar aqueles que não colocam cinto de
segurança porque ouviram dizer que, em acidente, os ocupantes do carro
já ficaram presos por estar usando o equipamento. Acho que, se algo
assim um dia aconteceu, foi a exceção. Que só confirma a regra.
A entrevista desta semana é com Marcos Saade, gerente de vendas e
marketing da Volvo no Brasil. A marca lançou na semana passada a nova
geração do sedã S40 e a perua V50 (leia
avaliação), seus modelos de menor porte. Continua
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Começou! - A Kia
Motors já anunciou sua presença em Campos do Jordão, SP, de 9 de
junho a 31 de julho, onde vai expor... o novo (!) Sorento, seu
utilitário esporte. Este colunista e o modelo têm algo em comum:
aparecem todo ano na cidade.
Pensando nela - A Renault relançou na última semana a
série especial O Boticário do Clio Sedan, nas versões 1,0 e
1,6-litro. A versão mais em conta sai por R$ 33.470 e já vem com
ar-condicionado, vidros dianteiros elétricos e pintura metálica.
O tecido especial dos bancos promete não desfiar a meia-calça.
Cinza-Turim - Morreu na última semana Umberto Agnelli,
presidente mundial da Fiat, a empresa que mais emprega na Itália
e tida como uma espécie de divindade para os italianos. Só quem
já esteve por lá pode acreditar na paixão que a fábrica
desperta.
Não chore por mim - A qualidade apresentada pela Peugeot
em seu médio apresentado na última semana, o 307 com câmbio
automático, é para sepultar de vez o preconceito que o
brasileiro tem em relação a automóveis argentinos.
Deu no New York Times - Enquanto o Brasil proíbe o
inexistente GPS, o diário norte-americano publica uma reportagem
discorrendo sobre as tecnologias a bordo. O título do texto é
"Você está pronto para bater papo com o seu carro?".
Mundo virtual - O Cesvi (Centro de Experimentação e
Segurança Viária) Brasil está lançando o System Online, que
integra pela internet peritos, reguladoras e orçamentistas de
oficinas para fazer um orçamento de conserto. |
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Aerofiesta - Com R$
85 é possível adquirir o aerofólio TGPoli Top-Flex para o Fiesta
de nova geração. Sem grandes alterações aerodinâmicas, o
acessório proporciona um visual mais esportivo.
Alto e falante - A Arlen do Brasil está lançando dois
conjuntos de kits especiais, o quadriaxial de 6x9 pol e o
triaxial baixo de 6 pol. Os dois fazem parte da nova linha
Vortex da marca. |
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