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Vida de jornalista
mambembe é meio assim, como um assessor de imprensa “às avessas”: o
responsável por determinada marca quer o produto que representa
marcando presença em jornais e revistas. O que para eles é um fim,
algo acabado, para mim é um meio, matéria-prima. Procuro ler muito
para entender minimamente a respeito do assunto sobre o qual preciso
escrever.
Numas dessas buscas por pautas em pilhas de publicações que vão até o
teto do escritório, encontrei uma revista de automóveis francesa em
que havia uma charge dizendo mais ou menos o seguinte: o francês médio
é muito educado, mas experimente colocá-lo ao volante de um automóvel.
Lembrei até um antigo desenho do Pateta, em que ele era um amor. Mas
bastava sentar no carro para ficar endiabradamente perverso. Não é
algo tão distante dos motoristas da “vida real”. Com a diferença de
eles colocarem a vida dos outros em perigo – de verdade. Sob o risco
de parecer preconceituoso, eu, que já defendi aqui aulas de pilotagem
conjugada com as das auto-escolas (leia coluna),
agora proponho testes de conhecimentos gerais, aulas de cidadania e
civilidade para os motoristas. “Lá vem esse chato de novo”, dirão
alguns leitores.
Pois repare quem pára sobre a faixa de pedestres, quem vem na
contramão ultrapassando os outros na faixa contínua, quem faz a
tentadora conversão proibida, quem não mantém seu automóvel em ordem.
Há uma relação diretamente proporcional entre nível cultural, renda e
civilidade, no trânsito incluído. Carros velhos e malcuidados em geral
são conduzidos por motoristas relapsos, omissos e com pouco preparo,
inclusive emocional, para dirigir. A começar por quem o faz sob efeito
de álcool ou qualquer outra droga.
Todo mundo comete erros, por mais defensivamente que dirija. Este
colunista, que certa vez já levou um puxão-de-orelha por escrever
neste espaço ter andado de moto com o retrovisor quebrado (já o
consertei), concorda que tenha de dar o exemplo. É inevitável, às
vezes, ser protagonista de uma fechada (leve, que seja) no trânsito.
Nessa hora deve-se ter a humildade de pedir desculpas. Já o fiz.
Ora, pra quê? O fechado me perseguia a cada semáforo para reclamar; eu
repetia o pedido de desculpas, e o cidadão vinha atrás – “Você me
fechou, isso não se faz, não olha por onde anda (...)?”, continuava,
insistente. Tive ímpetos de passar a ser eu indelicado com o sujeito,
dizendo algo do tipo: “Já pedi desculpas, caramba. O que mais você
quer que eu faça?”
Há pessoas mais pobres extremamente educadas, que não perdem o prazo
de manutenção do seu carrinho. Assim como existem seguranças que, para
proteger seu patrão ricaço, ignoram as leis de trânsito, subindo em
canteiros, trafegando na contramão e estacionando em locais proibidos,
como se estivessem acima da lei. Em resumo, é o famoso “você sabe com
quem está lidando?”.
Outro dia vi na TV um vereador paulistano que usa as proibidas placas
de aço para fugir de multas e rodízio. Ao repórter, declarou: “Eu não
tenho de me submeter à lei”. Detalhe: ele ajuda a elaborar as leis que
depois se nega a cumprir. Trata-se do ditado da casa de ferreiro, só
que sem a mínima graça.
Pergunto: ter um modelo de luxo é sinal de boa educação? Outro dia
conheci uma garota que andava até há pouco com um dos automóveis mais
cobiçados do mercado. Eis que ela, comendo bombons, abre a janela do
carro e diz, jogando o papel-alumínio na rua, “ah, eu odeio fazer
isso...”. Pois eu também odeio. E a fiz recolher o lixo para guardar
dentro do carro, deixando para jogá-lo fora mais tarde. “Não acredito
que você vai exigir que eu faça isso”, disse, incrédula, antes de
recolher o papel. É, pode acreditar.
Dia desses estava com um Audi A3 de teste. Esqueci alguma coisa em
casa e tive de voltar. Estacionando meio displicente na garagem, com
pressa, não notei que havia “invadido” o pedaço da vaga de outro
morador do prédio. Na volta (não demorei mais do que cinco minutos),
havia um bilhete, que me surpreendeu menos pelo sabão que levei e mais
por um trecho que dizia: “De que adianta ter um Audi se não tem
educação?”
Pois é. E aquele Audi nem era meu.
Neste dia 1º, Autogiro faz um ano. Gostaria de agradecer aos
leitores que me acompanharam durante estas 50 colunas de toda
terça-feira (interrompidas apenas no Ano Novo e no Carnaval). Costumo
dizer que, apesar de alguns textos darem um pouco mais de trabalho
para sair, é uma diversão escrever neste espaço. Espero que o leitor
se divirta e aprenda tanto quanto eu.
Por falar em aprender, recomendo a leitura do
Editorial desta edição, sobre o
quanto aprendemos com as diferenças. Tive a oportunidade de conviver
com uma pessoa que costumava dizer que “sem atrito não há fogo”. O
problema é que era piromaníaco.
Para comemorar este aniversário, procurei caprichar e trazer um
entrevistado muito especial: o publicitário Alex
Periscinoto, o responsável pelos primeiros anúncios do Fusca
brasileiro, há 45 anos. Não preciso dizer que vale por uma aula.
Continua
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Política de descontos -
A Citroën está lançando a Campanha de Inverno Chrono Service,
que oferece aos donos de Xsara, Xsara Picasso, Berlingo, C3 e C5
quatro pacotes de serviços rápidos com descontos que vão de 15%
a 20%. Até o final de setembro, a estratégia é fidelizar os
clientes da marca e motivá-los a utilizar serviços e peças nas
concessionárias.
Motor nacional - Falando em Citroën, o início deste
segundo semestre marca a nacionalização do propulsor 1,4-litro
do C3, também usado pelo Peugeot 206. Mas quem espera que o
preço caia pode esquecer. Na verdade, as vendas devem aumentar
porque a empresa tem "segurado" essa versão, que atualmente dá
prejuízo.
Coisa de criança - De 3 a 11 de julho, acontece em São
Paulo a Semana Criança Segura, em que a Johnson & Johnson e a
ONG Criança Segura vão checar as cadeirinhas das crianças em
três supermercados Extra (Morumbi, JK e Taboão). As equipes vão
orientar sobre como instalá-las e posicioná-las corretamente.
Coisa de mulher - Para este colunista, já está na hora de
parar de alardear determinadas iniciativas como sendo realizadas
apesar de ser "de homem" ou "de mulher". Mas aí vai: a
autorizada Vocal, da Volvo, está divulgando que seu atendimento
é feito por uma relações-públicas com curso de mecânica. Para a
empresa, a iniciativa proporciona um "charme" à relação com o
cliente.
Manutenção - Dia 4 acontece um seminário promovido pelo
GPE (Grupo de Planejamento Estratégico) e pela Editora Photon em
que está prometida a presença do publicitário Washington
Olivetto (leia entrevista)
para estimular o consumidor a se habituar a fazer a manutenção
preventiva. O evento pretende reunir fabricantes,
distribuidores, varejistas e reparadores do setor independente
de autopeças.
Flex total - Até o final do ano, os cinco maiores
fabricantes de automóveis do país (além de Fiat, GM e
Volkswagen, também Ford e Renault) deverão ter suas versões com
motor flexível. Na Ford, o "flex"
chega nas versões sedã e hatch do novo Fiesta; a Renault diz
apenas que a produção em São José dos Pinhais, PR começa no
final do ano. |
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Com DVD - Um
lançamento da Sony para registrar os melhores momentos da viagem
em DVD é a câmera DCR DVD 101. Depois é só chegar em casa e
assistir às peripécias do fim de semana. Custa R$ 5.389.
Ora, veja só - Os toca-fitas ainda existem. E custam
barato. Um exemplo é o modelo Cougar Car-217R, que sai pela
bagatela de R$ 99. O "popular" traz como item mais importante a
frente destacável. |
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