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Vi dia desses na TV um
anúncio de concessionária ou feirão, sei lá. Seu maior apelo era
mostrar as notas fiscais da fábrica, alardeando: “Confira na nota, é
preço de fábrica!”. Como brasileiro adora uma Lei de Gérson (pobre do
jogador, fez um comercial de cigarro em que dizia que era preciso
“levar vantagem em tudo, certo?” e ficou com a pecha), aposto que
muita gente foi correndo às lojas no dia seguinte.
Imaginemos que era mesmo preço de fábrica, de custo. A empresa gasta X
para fabricar o automóvel, e a concessionária o vende pelo mesmo valor
X. Alguém está perdendo dinheiro nesse processo. Salvo engano, o
sistema econômico no Brasil é o capitalismo – baseado na propriedade
privada dos meios de produção, em que o objetivo é o lucro. Sem essas
características, nada feito.
Tomemos como exemplo que o amigo leitor tenha acabado de perder o
emprego na revendedora de automóveis do bairro. Saiu xingando o
patrão, chamando-o de malvado, ambicioso, mau-caráter? Em vez disso,
que tal parar e refletir? Como naquele mês o lucro foi zero, os custos
fizeram a contabilidade da empresa fechar no vermelho, e a única
alternativa foi enxugar a folha de pagamentos.
E então? Você continua achando que está tudo bem em comprar “direto da
fábrica”? Antes que comecem a chover os e-mails me chamando de
simplista, pelego (por defender os interesses dos poderosos
empresários da indústria e de suas concessionárias) e afins, vou
esclarecer: é óbvio que estou exagerando, até por razões pedagógicas.
Claro que existe uma política de bônus bancada pelo fabricante, assim
como há jogos de cena e margens de negociação por parte de quem vende.
Acontece que muita coisa tem mudado nas autorizadas. Visitei algumas
delas no meio da semana e simplesmente não havia mais do que um ou
dois vendedores para me atender. Vira um círculo vicioso – mal ou não
atendido, vou embora e não volto. Claro que os donos das revendas não
estão morrendo de fome. Em todos os campos, porém, vemos profissionais
que deveriam ser “ponta de lança” (em postos-chave e/ou que
representam a empresa diante do público) que não o são. Simplesmente
não sabem lidar com pessoas.
Mania de “chorar” o brasileiro já tem. Quando o Renault Clio foi
lançado, em novembro de 1999, com o trunfo de ser o primeiro modelo
1,0-litro com bolsas infláveis de série, comentei com um diretor
(francês) da fábrica: brasileiro tem o hábito de pedir determinados
itens que depois farão o carro custar mais caro, enfim, chegar a um
preço além do que ele está disposto a pagar. Sua resposta foi na lata:
“Ora, eu, você e todo mundo sempre queremos levar mais por menos, não
é verdade?”
Pode até ser. Quando fingimos ser espertos, no entanto, é a nossa
inteligência que está sendo ofendida. Por que falar em preço de
fábrica em um sistema capitalista? E em juro zero no país que tem uma
das mais altas taxas do mundo? Bolas, quem capta dinheiro no mercado a
ponto de depois conseguir praticar juros (que nada mais são do que a
remuneração do dinheiro) nulos? Dê-me o endereço desse banco.
Ou faça como eu: pechinche. Se estiver sem paciência, pergunte logo de
uma vez (como faço com administradoras de cartão que querem cobrar
anuidades absurdas): qual é o preço mínimo que você faz, para não
perder a venda/o cliente? Simplesmente porque a regra básica é que
alguém sempre vai pagar a conta. Não existe almoço grátis. |

Afinal automático -
A Renault enfim oferece a opção de câmbio automático para o
Mégane Sedan Privilège. É o último da categoria de sedãs médios
a ganhar esse recurso, que já domina cerca de 70% das vendas do
concorrente mais vendido, o Corolla.
VW invade Irã - Uma linha de montagem será construída até
o fim deste ano na Zona Econômica Especial Arg-e-Jadid, próxima
da cidade de Bam (distante 1.270 km da capital do Irã, Teerã),
com capacidade de produzir mais de 20 mil veículos por ano.
Assim, o Gol brasileiro começa a ser montado em dezembro. Será
enviado daqui completamente desmontado.
Curso 1 - A concessionária Sabrico (Volkswagen) vai realizar
neste mês o curso Mecânico Amador, na unidade da Marginal
Tietê. Os dias exatos ainda serão definidos. Informações pelo
tel. 0800-173824 ou e-mail
sac@sabrico.com.br.
Curso 2 - O treinamento é gratuito e aberto a todos os
interessados (a revenda fala apenas em clientes da Sabrico). No
programa estão noções básicas sobre as principais
características técnicas de um veículo, como motor, câmbio,
suspensão, direção e freio.
Não é o que parece - Este colunista conheceu na última
semana uma garota de 27 anos, dona de um VW Fox prata. Quando a
garota estacionou seu carro, este jornalista logo pensou: "Que
decepção, mais uma pessoa que coloca engate para se defender..."
Pois ela é civilizada: usa o engate para levar reboque. |
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Panos úmidos 1 - A
Autoshine lançou na última semana uma linha de panos umedecidos
com Limpa Vinil, Limpa Vidros e Limpador Multiuso, em embalagem
plástica com 30 unidades.
Panos úmidos 2 - Os panos umedecidos servem para retirar
a sujeira urbana, além de conservar algumas partes do automóvel.
O Limpador Multiuso é recomendado para a limpeza mais pesada de
plásticos, pintura, cromado, vinil e vidros, removendo inclusive
lama e graxa. O Limpa Vinil destina-se às partes internas do
veículo, como console e bancos. Os preços médios sugeridos são
de R$ 8. |
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