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Entrevista
"Não sinto nem
um pouco de saudade de correr"
Nelson Piquet
Empresário, tricampeão mundial de
Fórmula 1
Autogiro - Como andam as negociações para
o Nelsinho [Nelson Angelo Piquet, filho do tricampeão] para a Fórmula
1?
Nelson Piquet - Ah, na última semana ele já correu de Porsche,
na Supercup da Inglaterra [prévia do GP de F-1 de domingo]. Na minha
opinião, quanto mais cedo ele chegar à categoria, melhor. Mas não
basta chegar. É preciso chegar bem.
AG - E para as pistas, você não volta?
Piquet - Não. Passou o tempo da gente. Além disso, como piloto
a gente viaja tanto que não sente nem um pouco de saudade. Nem de
correr, nem de viajar. Agora só penso na Autotrack [empresa de
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rastreamento de transporte de carga que
ele mantém em Brasília].
AG - Outro dia, conversando com editores, levantei o fato de
muitos jovens hoje não saberem o que significou Nelson Piquet para o
automobilismo nacional. Ou seja, há uma falta de memória
generalizada...
Piquet - Ah, mas as coisas são assim mesmo. Para você ter uma
idéia, meu filho tem 18 anos e não me viu correr. Ele fica em casa,
olhando as fitas, tal. Mas ele mesmo não tem idéia do que era aquela
época.
AG - E a empresa de rastreamento de
caminhões? Você não pensa em entrar no negócio de automóveis de
passeio?
Piquet - Não, não pretendo. Sabe por quê? Enquanto há 1.000 ou
2.000 sistemas como esse instalados nos caminhões, é bastante difícil
de o ladrão burlar. A partir do momento em que você populariza, ou
seja, instala em 10 mil carros, perde o efeito, pois o cara abre e já
vai direto no sistema, para desligar. Por isso não pretendemos entrar
nesse negócio.
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