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Costumo parafrasear um
anúncio do filme de Pelé (“Para quem gosta de futebol e para quem
pensa que não gosta”) dizendo que esta coluna serve para quem gosta de
automóveis ou para quem pensa que não gosta. Sempre me vejo tentando
convencer pessoas que não gostam nem um pouco de automóveis sob o
argumento de que procuro abordar aspectos de cidadania, culturais, de
defesa do consumidor, entre outros, não necessariamente técnicos.
Dentro desa proposta, acho interessante relatar certas histórias
envolvendo jornalistas e fontes, sobretudo para mostrar como
determinadas informações chegam ao leitor e ressaltar que, por
incrível que pareça, jornalistas são seres humanos, sim!
Dito isso, vamos a alguns “causos”... Ah, quem pensa que um dia eles
se esgotarão está enganado. Novas histórias curiosas e saias-justas
acontecem todos os dias. Cito hoje apenas três exemplos recentes.
> Há poucos dias eu apurava uma reportagem e não conseguia
entrevistar o piloto Klever Kolberg, representante do Brasil no
Paris-Dacar. Pedi ajuda a uma amiga de revista especializada em
competições, que recomendou que eu ligasse para determinado telefone e
falasse com Ana Carolina. Telefono e um homem atende.
– Olá, estou fazendo uma reportagem. A Ana Carolina está? – pergunto.
– Não, ela deu uma saidinha, mas acho que não vai demorar. Posso
ajudar em alguma coisa? – diz o solícito interlocutor.
– Hummm, não sei não. Com quem estou falando?
– Com o Klever...
Ora, diante do fato de aquele nome não ser exatamente muito comum,
tratei de aproveitar a boa vontade do piloto (não sem antes soltar um
incrédulo “Klever Kolberg?”) e fazer a entrevista naquela hora mesmo.
Claro que houve uma remota vontade de brincar:
– Avise à Ana Carolina que eu gostaria de marcar uma entrevista com
você.
A sacada espirituosa não chegou a se concretizar.
> Fui um dos primeiros brasileiros a andar na Chevrolet Zafira,
ainda em Portugal, em 2000, cerca de um ano antes de a minivan começar
a ser fabricada aqui. Emprestei da Opel uma unidade e, numa noite, em
Lisboa, resolvi tomar um café no A Brasileira, famoso restaurante do
centro da capital portuguesa. Encontrei uma vaga providencial naquelas
ruazinhas estreitas.
Estou sentado na mesa quando vejo passar alguém com uma sacola de uma
famosa loja de discos. Resolvo descer a rua Almeida Garret até a tal
loja. Compro vários CDs e só saio de lá às 23h, quando encerram as
atividades. Quando subo a rua, vejo uma confusão próximo de onde eu
havia estacionado. Bem, a Zafira estava sendo rebocada por autoridades
locais e não menos do que três bondes (ou “elétricos”, como chamam os
portugueses) aguardavam a retirada do carro. Pois é, o que eu
imaginava serem trilhos desativados de bondes (como o que se encontram
no centro de São Paulo) simplesmente ainda funcionavam.
Depois de muito conversar (em uma tentativa de convencer os policiais,
muito compreensivos, por sinal) para desembaraçar o veículo ali mesmo,
pagando uma multa em escudos hoje avaliada em algo como R$ 150 pelo
reboque e pelo estacionamento irregular, ainda tive de agüentar –
muito aflito e não menos constrangido – o pito de uma brasileira com
sotaque nordestino, bem menos compreensiva do que os guardas, gritar
no meio da confusão:
– Você me envergonha por ser brasileiro!!!
> Minha mais recente gafe ocorreu no último fim de semana, na
Bahia, onde foi lançado o novo Ranger. O que não faltam neste ano são
empresas comemorando 50 anos de atividades, caso da Petrobrás e da
Bosch. Eis que inesperadamente, durante o almoço após a avaliação, me
deparo com o presidente da Ford, Antonio Maciel Neto, se servindo no
restaurante. É quando este colunista, em um ato falho, dispara:
– Puxa, Maciel. Hoje tenho de entrevistá-lo. Estou tentando fazer isso
desde o encontro de 50 anos da Ford.
Detalhe: o café da manhã ocorrido em 23 de abril foi em comemoração
dos 85 anos da empresa no Brasil, não 50 anos. Muito embora o
erro tenha sido imediatamente notado e corrigido por mim, Maciel
passou o dia dizendo a conhecidos, toda vez que me via, algo do tipo:
– Celinho [no caso, Célio Galvão, gerente de imprensa da Ford], o Luís
está tentando me entrevistar há 35 anos, desde que a Ford fez 50 anos.
Vamos dar um jeito!
Pois é. O entrevistado desta semana é (eu nem precisaria dizer...) o
presidente da Ford Brasil, Antonio Maciel Neto, que responde pelas
operações da empresa em toda a América do Sul.
Continua
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Gibi - O
Automóvel e as Histórias em Quadrinhos será o tema de uma
exposição especial do Salão de Paris, que acontece de 25 de
setembro a 10 de outubro de 2004, no Hall 8 do Porte de
Versailles.
Sempre Paris - De acordo com os organizadores da
exposição, o número de lançamentos mundiais deve passar de 60,
superando o número de 2002.
Agora, o Fusca - O Shopping Taboão, localizado no km
271,5 da rodovia Régis Bittencourt, apresenta uma exposição de
Fusca antigos até 15 de agosto, na praça central. No último dia
do evento, acontecerá o II Encontro de Fuscas e Carros Antigos,
no estacionamento do shopping.
Sob medida - A Goodyear apresenta, na Adventure Sports
Fair (de 7 a 11 em São Paulo), toda sua linha de pneus de
passeio e a linha Wrangler, de pneus para picapes e utilitários
esporte, com aplicações para asfalto, fora-de-estrada e uso
misto.
Sem pacotes - A General Motors anunciou novos nomes para
suas versões (são três por modelo, com acabamentos e conteúdos
diferenciados). Acabam os pacotes, velho motivo de reclamações.
É que o comprador de um Astra CD, por exemplo, tinha de se
basear no valor de uma versão básica na hora da revenda, com
previsível perda. |
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Pais que lavam -
Para os pais que gostam de cuidar bem da casa e da limpeza do
carro, uma sugestão são as lavadoras de alta pressão da Kärcher.
Informações: 0800-176111.

Pais alarmantes -
Outra dica de presente são os alarmes Positron, marca que também
oferece travas e vidros elétricos e bloqueadores. Tel.
0800-7751400. |
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