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Por mais que costume
evitar a fórmula fácil do maniqueísmo na hora de comentar questões
ligadas à defesa do consumidor, é impossível não se revoltar quando o
assunto é seguro de automóveis. Há arraigada uma imagem segundo a qual
as grandes corporações (aí incluídas fábricas) são grandes vilãs que
pouca bola dão à fidelização dos clientes – algo que está mudando, não
porque elas ficaram boazinhas, mas porque existe uma hiperconcorrência.
Mas alguém já tentou fazer seguro de uma moto de baixa cilindrada? Ou
de um carro “esportivado”? Sim, qualifico assim bichos com aquelas
siglas das mais esquisitas que vivem mudando, como GTI, GSI, G
não-sei-o-quê... Ou de esportivos puro-sangue? Ou ainda de picapes
movidos a diesel (um motor que desperta interesse dos ladrões por
motivos diversos, do valor das peças de reposição ao possível uso em
embarcações para transportes ilícitos)?
A maioria das companhias ou coloca preços proibitivos (caso dos
automóveis e dos picapes), para não dizer que não topam o negócio, ou
simplesmente não aceitam proteger o bem. Uma Honda C100 Biz
zero-quilômetro já passa dos R$ 4.000, um prejuízo nada desprezível
sobretudo para um motoqueiro que tem nela seu ganha-pão. Desculpe,
esqueci que seguro é para quem se diverte, não para quem trabalha...
Para que serve o seguro se, quando eu mais preciso, ele simplesmente
não existe? Ora, anos atrás não havia o famoso perfil do consumidor.
Seguro era um luxo, coisa para poucos. Algo em torno de 10% do valor
do veículo. Hoje, toda vez que vou fazer uma reportagem sobre o tema e
pergunto o valor médio do seguro (eu disse MÉDIO!) uma resposta
recorrente (que aliás devo escutar umas 20 vezes ao dia, em relação
aos mais diversos temas) é: “Ah, varia muito”.
Esse famigerado “varia muito” serve desde quando se pergunta sobre o
consumo médio de um automóvel (“Ah, varia muito, depende de quem e
onde dirige etc.”) até o que horas são agora (“Ah, varia muito, em que
país?”). No caso dos seguros, varia em favor da seguradora. Se você
não usa o carro para trabalhar, não sai à noite, deixa seu carro
sempre dentro da garagem (ah, eles verificam isso, bem como o CEP) e
(pasme!) é casado (sim, solteiros costumam ser irresponsáveis, não é
mesmo?), você paga menos pelo seguro. Ai de você caso seja roubado e a
companhia descobre que se separou!
Hoje seu preço médio (sim, sou simplista) está em 7%. Quem instala
determinados modelos de rastreador ganha um desconto. A evolução dos
cálculos atuariais, em conjunto com a indústria do medo, fez com que
cada pessoa possa ter o seguro de seu automóvel personalizado.
Em paralelo, há uma indústria da fraude – cerca de um terço dos
sinistros (danos), de acordo com os cálculos das seguradoras, são
provenientes de fraude. Adiantam-se em dizer que quem paga a conta
somos nós, que contratamos seguros. Nós quem, cara-pálida? Conheço
gente que não está nem aí. Por ter vários carros, simplesmente não põe
nenhum no seguro e ri de orelha a orelha todo ano ao ver o quanto
economiza com isso.
Que tal refazerem as contas, ratearem os custos desses veículos
“proibidos” do seguro e me respeitarem como consumidor? Ah, vai ficar
caro, inviabilizará o negócio dos seguros (uma conversa que lembra
muito a dos planos de saúde)? Com o perdão do maniqueísmo, eu vejo
como essas empresas vão mal toda vez que passo em frente a um prédio
reluzente de seguradora. Desse jeito, o seguro vai morrer de velho. E
nós, de raiva.
O entrevistado da semana é inusitado: não dirige (tem verdadeiro
pavor), mas conta altas histórias sobre automóveis e comportamento
humano. Pudera. Depois de anos sendo repórter de política, resolveu
ganhar a vida como escritor – e se deu muito bem. Com você, o guru dos
relacionamentos Xico Sá. Continua
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Cearense africano -
A Troller vai montar seus veículos em Angola, na África, a
partir de março do próximo ano. De imediato, a fábrica cearense
exportará os modelos T4 já prontos.
Cearense no salão - O picape Troller Pantanal já tem,
enfim, data certa para ser lançado: o Salão do Automóvel. A
exposição será de 21 a 31 de outubro, das 13h às 22h (no dia de
encerramento, das 11h às 19h), no Pavilhão de Exposições do
Anhembi.
Troca de guarda - Sai da presidência da DaimlerChrysler
do Brasil o executivo Bem van Schaik, sendo substituído por Gero
Herrmann, que exercia a função de vice-presidente da empresa.
Velocidade - A Renault do Brasil está patrocinando o
Centro de Pilotagem Roberto Manzini, que tem cursos de pilotagem
esportiva, direção preventiva, formação de motoristas com
dificuldade de adaptação ao trânsito, entre outros. Tel. (11)
5667-5353.
Ford em alta - No último mês, a marca registrou 15.380
veículos, de acordo com o Renavam. Esse volume representa um
crescimento de 4,7% em relação ao mês anterior e supera em quase
o dobro o desempenho total da indústria, que avançou 2,4%.
Ka entre nós - O modelo da Ford que mais cresceu foi o
Ka, com 37%, somando 2.319 unidades. O Focus registrou 1.688
unidades, crescimento de 26%.
Aprendizes 1 - A Escola Politécnica da USP (Universidade
de São Paulo) participa do programa de educação da General
Motors University, voltado para os funcionários, de todos os
países onde a empresa atua. Os seminários e cursos são em geral
realizados pela internet.
Aprendizes 2 - O programa foi implementado na General
Motors do Brasil em 2003, quando a fábrica firmou acordo de
parceria com a USP. Já há dois cursos disponíveis: criatividade
e engenharia do valor. |
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Luz, câmera... -
Lançamento da JVC é indicado para levar a viagens: é a filmadora
GR-SXM 279, que inclui monitor colorido de 2,5 polegadas. Vem
com bolsa para transporte. Preço: R$ 1.899.
Aventura - Nestes dias em que tanto se fala de aventura
sobre rodas, nada como usar, para comunicação, um Par Talk About
Motorola T-4525. Tem alcance de três quilômetros em campo
aberto. Custa R$ 199. |
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