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“O meu é menor que o
seu.” A frase estampada em um comercial de telefone celular poderia
ser emprestada a muitos outros itens modernos de consumo – câmeras
digitais, gravadores, computadores e, mais recentemente, cartões de
crédito. Tudo está diminuindo. Na contramão dessa tendência, os
automóveis procuram parecer cada vez maiores.
Não chega a ser uma má idéia. Ouvi pela primeira vez no mercado
brasileiro a expressão size impression no lançamento dos
novos Fiats Siena e Palio Weekend, em março. Suas lanternas foram
desenhadas com o objetivo de que os carros pareçam maiores do que
realmente são. O novo Fiesta Sedan, que será lançado no início
do próximo mês pela Ford, confirma essa tendência.
Sua lanterna traseira com elementos do tipo canhão é triangular,
lembrando em muito o sedã topo-de-linha da marca, o Mondeo. Aliás,
internamente a Ford já o batizou de “Mondeozinho”. É fato que, para
o consumidor médio brasileiro, o desenho substitui o tamanho real do
veículo. Ninguém (a não ser que tenha uma vaga de garagem
limitadíssima) se dá ao trabalho de medir comprimento, largura – que
dirá entreeixos. Nem quem tem a obrigação de medir as dimensões o
faz. Basta olhar os tetos raspados nas pontes de São Paulo.
Conversava ontem com uma amiga que mora nos EUA. Seu enorme picape
Dodge Ram por lá é praticamente um automóvel. Não foi à toa que a
Ford reformulou o Ranger à imagem e semelhança de modelos maiores
consagrados, como F-150 e F-250. É como se as apertadas ruas das
grandes cidades (e deprimentemente intransitáveis, como a São Paulo
pré-eleitoral) precisassem de modelos que parecem, mas não são
grandes.
Quer saber? Não têm de ser grandes mesmo. A vocação do mercado
brasileiro é européia, não americana. Embora falar em “vocação”
possa parecer vago, ela se reflete não apenas no perfil do
consumidor, mas no das dimensões de faixas de rolamento. Basta
caminhar pelo centro velho de São Paulo para perceber isso. Veículos
de tamanho avantajado simplesmente não caberiam nas ruas – também
concebidas como a Europa do século 19.
Há exceções, como Brasília. Suas avenidas largas (é uma cidade que
requer carro para tudo) lembram Los Angeles ou Las Vegas, nos EUA.
Mas o coração econômico do país simplesmente teria suas artérias
entupidas caso recebesse automóveis de seus cinco ou seis metros de
comprimento. Ainda mais porque o brasileiro, em geral sem o mínimo
senso de coletividade (alimentado meio pelo consumismo, meio pela
péssima qualidade do transporte coletivo), costuma andar sozinho em
modelos de cinco lugares.
Tem candidato a prefeito que se arrepia só de ouvir falar (afinal,
poucas iniciativas seriam tão impopulares para a classe média), mas
pode ser que a próxima gestão nos grandes centros urbanos já tenha
de lançar mão de um pedágio urbano, assim como o que foi implantado
em Londres há dois anos, sob muitos protestos. Hoje os londrinhos já
se acostumaram. Como seria aqui?
O entrevistado da semana é Cledorvino
Belini, superintendente da Fiat Auto na América Latina, para quem
“em condições normais” a marca continuará a ser líder no país. “Não
compramos mercado”, afirma. Continua
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Mais fácil 1 – O
Consórcio Nacional Honda está lançando planos de 60 meses para
adquirir carros da marca. É possível comprar um Fit
desembolsando parcelas de R$ 561,29.
Mais fácil 2 – Se optar pelo plano de consórcio com 100%
do crédito de um Fit LX com câmbio manual, que custa R$ 38.850,
em 60 parcelas o consorciado paga R$ 748,38 por mês.
Aniversário – A Peugeot está comemorando três anos no
Brasil. Para lembrar a data, vai sortear três 206 e 100 palms a
clientes que fizerem teste nas concessionárias.
GM passa a VW – Pesquisa da Cinau (Central de
Inteligência Automotiva) sobre preferência de mecânicos na
reparação revela que a General Motors passou a Volkswagen na
predileção. Ficou com 33,2% de recomendação, contra 31,7% da
rival.
Oportunistas nada trapalhões – O humorista Renato Aragão
caminhou 150 quilômetros a pé até Aparecida, anos atrás, para
agradecer a uma graça alcançada. Um avião passou jogando
panfletos. Quando foi ler, estava escrito: “Se o Didi soubesse o
preço dos carros da Chevrolet, não iria para Aparecida a pé”. |
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Deficientes – A
Cavenaghi está lançando o Multi Lift, base fixa instalada no
automóvel de uso das pessoas portadoras de deficiência, que
transfere a pessoa que está em uma cadeira de rodas, por
exemplo, para dentro do veículo ou vice-versa com um elevador
elétrico. Preço: R$ 3.200.
Crianças – A dica já é para o Dia das Crianças: Moto
Elétrica Barbie Bandeirante. Para crianças de dois a oito anos,
funciona com bateria selada de 6 volts e vem com carregador.
Preço: R$ 700. |
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