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Toda sexta-feira o trânsito das grandes cidades é um inferno. Em
semanas que antecedem feriados prolongados, como na que passou, a
coisa piora. Para este colunista, é dia de deixar o carro em casa –
algo já assimilado para paulistanos que têm placa de final 9 ou 0.
Largo o possante na garagem e saio com a prática Honda C100 Biz, já
famosa nesta coluna. Passo pela avenida Jornalista Roberto Marinho
(antiga Água Espraiada, uma das mais novas e largas da cidade) por
volta das 17h e vejo profissionais que trabalham para aquelas empresas
contratadas pela prefeitura para... multar.
Já li por aí que esses trabalhadores correm risco de morte. Alguns já
foram agredidos fisicamente por motoristas inconformados por ter sido
multados. Outros já quase levaram tiros. Também sei que as empresas
terceirizadas para as quais trabalham lucram um bocado, pois ganham
comissão sobre o que é arrecadado.
Eis que o círculo não é apenas vicioso, mas também viciado. Se o
cidadão visse sob a forma de serviços públicos a recompensa pelos
impostos que paga, talvez nem chiasse tanto caso recebesse uma multa
de rodízio aqui, uma por excesso de velocidade ali. Acredite: este
colunista já foi multado com razão por estar a 68 km/h em uma via na
qual a velocidade máxima era de 60 km/h. Na minha cabeça, o pensamento
foi algo como “ok, vocês venceram, eu estava errado”.
Tem gente que recorre, inventa mil histórias, alega que várias pessoas
da família usam o carro, chega a mandar para a CET (Companhia de
Engenharia de Tráfego) declaração do chefe dizendo que estava em
horário de trabalho etc. Quer saber? É perfeitamente possível entender
a revolta desses motoristas que são multados por um radar e, em
seguida, arrebentam a suspensão em um buraco. Mas um erro está longe,
muito longe, de consertar o outro. Envergonham-me argumentos do tipo
“todo mundo faz isso”.
Não é preciso estar em época de eleição para se revoltar: moradores de
ruas sem iluminação sendo obrigados a pagar taxa de luz, uma taxa “do
lixo” que cheira a má administração dos impostos que a gente paga
(note-se que o Imposto sobre Serviços, o tal ISS, é alto em São Paulo
como em nenhuma outra cidade por aqui) e um monte de obras, todas
sendo feitas ao mesmo tempo, sem que se tenha como fugir de um
congestionamento quase sempre monstruoso. Não, não quero que me digam
quantos quilômetros de lentidão estão sendo registrados pela CET no
momento; quero saber quantas horas vou levar para percorrer três
quilômetros!
Antes que algum leitor petista me acuse de fazer campanha contra a
prefeita de São Paulo, vou logo dizendo: já pensei em escrever uma
coluna sob o título “Eu odeio a Marta”. Mas isso aconteceu tantas
vezes, em tantos congestionamentos irritantes, que a certa altura tive
para mim mesmo que não seria nenhuma novidade. E como não é só São
Paulo que padece desses males, convido o leitor a transpor para a
realidade da cidade em que vive o hábito da cobrança e da indignação.
Por fim, gostaria de ressaltar que muito se fala sobre uma suposta
indústria da multa. Mas quem tem medo dela senão os que praticam
infrações? Quem inventou que é preciso “avisar” o motorista que
determinada via tem radar? Pra que radar se a pessoa é avisada? Como
disse a mim em entrevista o consultor de engenharia urbana Luiz Célio
Bottura, entre a indústria da impunidade e a da multa, fico com esta
segunda. É menos nociva.
A entrevista desta semana foi realizada em Brasília, onde este
colunista participou do Simpósio Biodiesel PSA Peugeot Citroën Ladetel
(Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias Limpas) da USP
(Universidade de São Paulo). A conversa foi com o professor Miguel
Dabdoub, coordenador do programa Biodiesel do laboratório.
Continua |

Simplesmente... – Agosto
foi o melhor mês dos últimos quatro anos para a Ferrari no
Brasil, com três 360 Modenas e dois Stradales vendidos. Foram
comercializados ainda dez modelos seminovos.
...um luxo - O recorde de vendas, desde o início das
operações da Ferrari no país, em 1993, aconteceu em outubro de
2000, com nove unidades (oito 360 Modena e um 360 Spider).
“Estamos voltando aos bons tempos”, diz Francisco Longo,
presidente da marca no Brasil.
De mais - Um jornal do Rio fez uma bela reportagem sobre
o uso abusivo do pisca-alerta, que deveria servir para situações
de emergência, mas é indiscriminadamente ligado pelos
motoristas, como se livrasse da multa em caso de parar em fila
dupla.
De menos - Enquanto isso, em São Paulo, os motoristas
parecem querer "economizar luz" e simplesmente ignoram a
necessidade de sinalizar mudança de direção. Isso acontece com
freqüência em caso de mudança de faixa e mesmo quando o
automóvel vira em uma esquina.
Monte e use 1 - A Fiat Automóveis e a comercializadora
Todeschini, importador da marca para a Venezuela, formalizaram
um acordo para a montagem de um modelo de baixo custo destinado
ao mercado venezuelano, a partir de CKDs (desmontados)
importados do Brasil.
Monte e use 2 - Depois de um período de retração, o
mercado de automóveis na Venezuela entrou em recuperação em
2004. Em parte esta recuperação foi propiciada por incentivos
fiscais dados pelo governo para carros de baixo custo, os
“familiares”.
Pra chinês ver - A Volkswagen estará no GP Shangai de
Fórmula 1, no dia 26 de setembro. É a primeira vez que a empresa
aparece na competição, na qual haverá 18 Polos com motor FSI
2,0-litros de 150 cv. |
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Viva-voz – Já existe um
espelho retrovisor universal, com viva-voz e gravador para
celulares, que pode ser acoplado em qualquer marca de aparelho.
Permite falar sem tirar as mãos do volante. Custa R$ 250. |
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