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Mercedes-Benz SLR McLaren. Ferrari 612 Scaglietti. Ford GT. Porsche
911 e Boxster. Chevrolet Corvette C6. Audi Le Mans Quattro. Esses são
apenas alguns exemplos de modelos que já são favas contadas – desfilam a partir de quinta (21) no pavilhão de Exposições do
Anhembi, em São Paulo.
Acompanho salões na capital paulista desde criança. Lembro de ter
feito um texto por geração espontânea (leia-se, para ser lido por
família e amigos), em que um espectador, maravilhado com a beleza de
uma modelo, exclamou: “Puxa, um avião dentro de um carro...”.
Profissionalmente o faço desde 1998.
Seis anos depois as coisas mudaram muito. E já estou até vendo colegas
com três décadas de janela rirem da minha pretensa imaturidade. Fato é
que vimos transformações que esses profissionais não puderam
presenciar em 30 anos.
Em 1998 resolvi questionar os visitantes do salão sobre quais modelos
eram importados, quais eram nacionais. A confusão era geral. O L200
que começava a ser fabricado pela Mitsubishi em Catalão, GO, pelo
empresário Eduardo de Souza Ramos era um dos veículos que mais
confundiam o público. “Como um carro da Mitsubishi pode ser
nacional?”, dizia um rapaz acostumado a ver o logotipo da marca nos
Eclipses dos jogadores de futebol. O Omega australiano, então, era
considerado brasileiro por quase todos.
Vivia-se o ano da ressaca, com a produção nacional batendo recordes (o
cabalístico número dos dois milhões, lembra?). O real supervalorizado
inundava o mercado de importados. Ninguém (ou quase ninguém) imaginava
que meses depois, no início de 1999, estaria por vir o câmbio
flutuante.
Aquele salão de 1998 era o dos orientais acessíveis (Daewoo Matiz,
Hyundai Atos), da apresentação de modelos que ganhariam naturalização
brasileira, caso do Peugeot 206 (lançado àquela época na França) e do
Mercedes-Benz Classe A, e de apostas que não deram certo – quem não se
lembra do picape Dodge Dakota produzido em Campo Largo, PR?
O salão de 2000, por sua vez, tinha um misto de desânimo (os
importados começavam a ir embora) com busca por informações
desvairadas. Quem não se lembra que foi justamente na abertura da
exposição que se anunciou a convocação do Corsa, que envolveu 1,3
milhão de unidades para reparo nos cintos? Foi ainda o prenúncio do
ano das minivans (nova Scénic, Zafira, Picasso). Ou seja, a exposição
estava longe de ser apenas para sonhar.
O Brasil é um país estratégico para a América Latina. Daí ter alguns
privilégios, como mostrar modelos que o recente
Salão de Paris apresentou. Foi
assim com o Enzo Ferrari, uma surpresa de 2002 escondido até o último
momento. Houve promessas de que o carro viria para cá, adquirido por
algum abastado comprador, o que nunca se cumpriu.
Continua |

Capital do automóvel
– Foi uma espécie de casamento perfeito: o Salão do Automóvel de
São Paulo ocorre ao mesmo tempo que a
exposição Senna Experience, no
Eldorado Shopping Center, e o GP Brasil de Fórmula 1. Nada mau,
hein!?
Farra do gás 1 – O número de automóveis convertidos para
gás natural (GNV) aumentou 1.200% em cinco anos. Passou de 57
mil em 1999 para 750 mil em agosto, informa o IBP (Instituto
Brasileiro do Petróleo).
Farra do gás 2 – O número coloca o Brasil em segundo
lugar, atrás só da Argentina, mas com um potencial de
crescimento muito maior. Sem falar que, com 900 postos de GNV no
país, as filas são coisa do passado.
Salão de belezas - A Citroën estabeleceu parceria com a
Revlon para apresentar sua nova coleção primavera-verão
Copacabana Beach 2004/2005. “Com a parceria, damos um toque
feminino ao mundo dominado pelos roncos dos motores”, diz
Vanessa Gardano, gerente de marketing da Revlon. É, esse salão
promete.
Duas rodas 1 – Nunca se produziu tanta moto no país
quanto indicam os últimos registros da Abraciclo (associação de
fabricantes). Foram 107.102 em agosto, sendo que o pico havia
sido em março (94.694). |
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