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Podemos estourar aquele champanhe que sobrou do Réveillon! Somos
líderes! Temos índices de Primeiro Mundo. Mais: índices superiores aos
de países desenvolvidos.
Inspiram a coluna de hoje os impostos do início de ano – como o IPVA e
o IPTU – e outras despesas compulsórias, como o DPVAT. A carga
tributária média do Brasil é de 40%. Supera com folga a de muitos
países europeus, como a da Suíça (31%), a da Grécia (35%), a do Reino
Unido e a da Alemanha (as duas com 36%) e a da Holanda (39%). Nas
maiores economias do mundo, então, dá de goleada (para usar uma
metáfora tão em voga nas esferas federais): a dos EUA está em 29%, e a
do Japão, 27%.
Se a diferença não parece grande, basta comparar o que o contribuinte
recebe pelo que paga ao "sócio", o governo. Em março do último ano,
viajei a Genebra (Suíça) para cobrir o salão daquele país. O amigo com
quem dividi o quarto do hotel teve problemas respiratórios em razão do
vento e do frio de cinco graus negativos (uma brisa fresquinha para
este calorento colunista, mas quase mortal para seu companheiro).
Tivemos de recorrer ao telefone de emergência, que em cerca de três
minutos deslocou uma verdadeira junta médica para o hotel onde
estávamos. Um serviço talvez melhor que o de muito hospital particular
brasileiro.
Em se tratando de automóveis, a diferença é gritante. No Brasil a
participação dos tributos sobre automóveis, tendo como referência o
preço ao consumidor, fica em média nos 29%. Ou seja, quase um terço do
que se paga por um carro zero-quilômetro são impostos ou os chamados
tributos na aquisição (IPI, ICMS, PIS e Cofins). Está achando a
mordida do IPVA (que, aliás, para muitos veículos usados ficou mais
caro do que no ano passado) demais?
Saiba então que os impostos na aquisição nos EUA representam 6,1% do
preço do automóvel. Não é à toa que é o maior mercado automobilístico
do planeta. No Japão é um pouco mais, 9,1%. O percentual na Alemanha é
igual ao da Espanha: 13,8%. A carga tributária geral do Brasil perde
para alguns poucos países, como França (44%) e Suécia (51%), mas para
os franceses comprar um automóvel significa desembolsar apenas 16,4%
de impostos.
Se levarmos em conta que os serviços públicos (incluindo o que aqui se
entende como Previdência Social) nos países da Europa são, com uma boa
dose de ironia, um pouco mais eficazes do que os brasileiros,
começamos a achar que algo está errado, que o dinheiro que pagamos
dificilmente é revertido em benefícios públicos. Fica retido em algum
“filtro”, provavelmente o da corrupção intrínseca.
Tal análise de tributos não é diretamente proporcional à realidade de
cada país. Nos EUA impera a cultura do automóvel (a não ser em cidades
abertamente saturadas, caso de Nova York e Washington). O berço foi
Detroit, mas sua força se mostra em todos os Estados, da Flórida à
Califórnia (excelente exemplo disso é Los Angeles).
No Japão a conta é um pouco mais complicada: a infinitesimal dimensão
territorial impõe sérias restrições à circulação de veículos. Nem por
isso os automóveis são sobretaxados na aquisição. Os critérios nos
dois países são: nos EUA, imposto de consumo a partir da média dos
estados da Califórnia, da Flórida, de Michigan e do Texas; no Japão,
imposto sobre aquisição e consumo.
Ou seja, qualquer solução simplista, como sobretaxas, chega apenas a
resultados paliativos. Triste mesmo é a sensação de impotência diante
de um fato: o governo petista que tanto pregou a justiça social, a
distribuição de renda, é o que mais claramente nos dá a sensação de
que muito dos tributos pagos não chegam a quem de fato precisa. Caso
contrário, teríamos habitação, saúde e educação melhores que os de
EUA, Suíça, Japão e Alemanha, para ficar apenas em alguns exemplos.
Por falar em dinheiro mal aplicado, o que dizer do novo avião
presidencial, que custou US$ 56,7 milhões? Claro que seu antecessor, o
“Sucatão”, estava obsoleto. Mas o mínimo que o governo federal deveria
fazer, até de forma simbólica, era dar o exemplo. Como? Fazendo como
alguns chefes de governo europeus: viajando em aviões de carreira. |

Mais taxados - Os
carros que têm maior participação de tributos sobre o preço
final são os de motores acima de 2,0 litros a gasolina, com
34,2%, seguido pelos que estão entre 1,0 e 2,0 litros, com 29%.
Menos taxados - Os ditos "comerciais leves" (aí incluído
o Ford EcoSport, acredite se quiser) são taxados em 26%. Já os
automóveis de 1,0 litro, em 25,7%.
O ano da Besta - Presidente da Kia Motors do Brasil, José
Luiz Gandini informa que a fila de espera para adquirir uma
Besta chega a 45 dias. Uma das razões é o sucesso do novo
modelo, reestilizado em setembro.
Promoção - Até 3 de março, quem comprar um Ford EcoSport
4x2 ganha um jogo de estribos tubulares de aço preto. Na
aquisição de um 4x4, que já tem o estribo, ganha-se um aerofólio
traseiro e uma capa rígida parcial para o estepe, pintada na cor
da carroceria.
De olho - Promoções na compra de veículos zero-quilômetro
são comuns e podem valer a pena. É importante ficar atento aos
anúncios. Há quem ofereça IPVA, licenciamento e até um crédito
em combustível. Mas há concessionárias que também tentam fingir
que não sabem de nada.
O que dizer? - Nos últimos anos a Fiat publicava anúncios
em que alardeava sua liderança de mercado. Como neste ano o
primeiro lugar coube à GM, a fábrica de Betim, MG, tratou de
sair com esta: "A marca mais elogiada de 2004". O prêmio do
BCWS ao Stilo (Melhor Carro Médio) na
Eleição dos
Melhores Carros foi devidamente mencionado. |
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Chove, chuva - A
Degussa lança o Sivo Clear, produto que, aplicado no pára-brisa,
repele a água em dias chuvosos. Comercializado em kit sob a
marca Crystal Vision, custa R$ 50 (nas lojas do Extra).
Harley - As concessionárias Harley-Davidson oferece
descontos em toda sua linha de peças e acessórios. Um encosto de
garupa sai por R$ 2.050 e um par de manoplas, R$ 310.
Informações pelo tel. (0800) 909029. |
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