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Foi assim no Réveillon. A experiência se repetiu neste meio-feriado de
25 de janeiro, aniversário de São Paulo. Por uma série de razões que
minha razão desconhece, resolvi que a melhor forma de espairecer seria
ao volante de um automóvel. Resolvi pegar a estrada em direção ao
litoral norte de São Paulo.
A sensação de estar a 120 km/h na rodovia Carvalho Pinto, um
verdadeiro tapete, é agradável. Prados, pastagens, gramados,
plantações, fauna e flora na beira da estrada fazem pensar que muitos
dos desmandos ainda têm jeito.
A sensação de ter nas mãos o controle daquela obra-prima de mais de
século (séculos, se contarmos Leonardo da Vinci), formada de milhares
de peças que foram se moldando à medida que o homem descobria (ou
melhor, ansiava) formas melhores e mais eficazes de tirar proveito dos
seus desejos, é fascinante. Mas que tal fazê-lo de forma a não colocar
em perigo a vida das outras pessoas?
Mais que latina, há uma característica brasileiríssima, que é a
vocação para o pensamento rápido, instintivo, a criatividade quase
infindável e a crença de que o brilhantismo pessoal e a improvisação
suplantam quaisquer formas de organização. Ledo engano. Em se tratando
de trânsito e do respeito a regras básicas de convivência pacífica na
estrada, nada como a disciplina militar, o apego às regras de boa
vizinhança e o murphyano pensamento de que tudo o que puder dar errado
dará.
Infelizmente a disseminação de certos atos nem sempre lícitos torne-se
regra. Foi assim em uma viagem recente que fiz pela rodovia Rio-Santos
(sim, aquela que, segundo mostrou reportagem do “Jornal Nacional”, tem
verdadeiros penhascos em trechos inacabados de obras, sabe-se lá por
quê). Nos dias em que o trânsito está supercarregado, o acostamento é
usado livremente como pista extra. Vez ou outra um carro da Polícia
Rodoviária passa fazendo certo estardalhaço, mas nada que iniba os
motoristas que, assim que podem, voltam a trafegar pela área destinada
tão-somente a emergências.
Pois bem. Não é que na rodovia dos Tamoios o ex-acostamento foi
batizado de “faixa auxiliar”? E as placas até oficializaram a
velocidade máxima: 80 km/h na faixa principal e 60 km/h na “auxiliar”
(que simplesmente não tem largura para um automóvel; vê-se claramente
que é um acostamento improvisado). Ah, o acostamento? Não, não
existe...
Fala-se tanto em levar os motoristas de volta à auto-escola. Aliás,
outro dia fui repreendido por outro colega pela suposta falta de
paciência com um repórter que não tinha propriamente o que se deveria
chamar de “texto final”. “Como jornalista mais experiente, você tem de
ensiná-lo”, ponderou. Não retruquei, mas pensei: “Se a professora do
primário não ensinou, por que isso é tarefa minha?”
O mesmo ocorre com os motoristas com os quais nos deparamos na
estrada: eles simplesmente ignoram a maioria das leis da física. Sob
chuva, por exemplo, diminui a aderência do carro com o solo e o
veículo fica mais sujeito à inércia. Na prática, o que a cartilha
manda fazer é:
> Sob chuva, reduza a velocidade.
> Acione o limpador de pára-brisa (juro que o livreto
distribuído na rodovia diz isso!).
> Mantenha maior distância do veículo à frente.
> Acenda os faróis mesmo de dia.
> Mantenha uma fresta nos vidros para evitar o embaçamento (ou
ligue o ar-condicionado).
Sob neblina:
> Reduza a velocidade.
> Não ultrapasse.
> Use luz baixa mesmo durante o dia. Nunca use o farol alto,
pois reflete-se nas partículas de água.
> Ligue o limpador de pára-brisas se houver umidade.
> Guie-se pelas faixas de sinalização pintadas na pista (na
minha opinião, são como bruxas; não acredito nelas, mas que existem,
existem).
Desculpe, leitor, se fui enfadonho, óbvio ou idealista. Pelo que vejo
nas estradas que pego, não fui assim tão previsível. Vejo pouquíssima
gente seguir os conselhos que enumerei aqui. Quanto à importância
disso tudo, é uma só: ajudar a desfrutar das férias, do prazer de
dirigir. Desbravar a estrada ao volante de um automóvel pode se
revelar uma ótima terapia. |

Pinhais, 6 - A
fábrica da Volkswagen/Audi em São José dos Pinhais, PR, fez seis
anos no dia 18 e chegou aos 500 mil veículos produzidos. O carro
“meio milhão” foi um Fox Sportline, vermelho, motor 1,6-litro,
cinco portas.
Exposição 1 - A Câmara Americana de Comércio de São Paulo
realiza, de 26 a 29 deste mês, exposição de lançamentos e carros
antigos. Entre as atrações, está o francês Dedion Boutton, de
1902, considerado o veículo licenciado mais antigo do Brasil. O
visitante verá ainda um Rolls Royce 1921 cuja carroceria foi
construída pelo artista francês Gallé.
Exposição 2 - Nesta quarta será a partir das 18h, quinta
e sexta, a partir das 17h, e sábado, das 9h30 às 13h30.
Endereço: rua da Paz, 1.43, Chácara Santo Antônio, São Paulo, SP
Ka-maleão 1 - A Ford não tem mais o que inventar para o
Ka. Agora há a série especial Ka Camaleão, com acessórios
personalizados inspirados no bloco carnavalesco de Salvador, com
a “patinha do Camaleão”.
Agora vai? - Chamado com certa maldade de “eterno
protótipo”, o Lobini H1 acaba de ter inaugurada uma fábrica em
Cotia, Grande São Paulo. Segundo a empresa, é possível produzir
lá 200 unidades por ano. A previsão (aliás, o cronograma não
atrasou) é que o modelo esteja nas ruas em abril.
Campanha - Esta coluna continua com a campanha a favor do
uso da luz indicadora de direção. Ao trocar de faixa ou fazer
conversão, use a seta! Não, não gasta energia a mais e previne
acidentes. O motorista do carro de trás agradece. |
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Três em um - O Auto
Power é um lançamento que reúne aspirador de pó, lanterna e
pressurizador em um único produto. Pesa 2,2 kg e pode ser ligado
na tomada de 12 volts. Custa R$ 380.
Para viagens - Foi para a praia? Rolou na areia e quer
tomar aquela chuveirada? Uma bela opção é o Shower CD Radio,
aparelho que permite ouvir a música predileta enquanto toma
banho. Custa R$ 400.
Geladeira - Também pode ser ligada no acendedor de
cigarros: é a Fridge 10L Lata, capaz de refrigerar ou aquecer
qualquer alimento. Ou seja, desde gelar o refrigerante até
esquentar o sanduíche. Custa R$ 490. |
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