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Semana agitada a que passou. Depois de ter conferido o Ranger com novo
motor, em Recife, PE, uma passadinha pelo Rio Grande do Sul, onde a
General Motors comemorou 80 anos de Brasil. Na linha de montagem do
Celta, em Gravataí, RS, eis que relembro que esse modelo da Chevrolet
também é fabricado para exportação a alguns países da América Latina.
E na Argentina recebe outra marca, a da japonesa Suzuki, e o sugestivo
nome de Fun.
Por coincidência, Buenos Aires seria meu destino seguinte. Não
visitava aquela terra desde 2000, quando o Ford Focus começou a ser
produzido, na fábrica de Pacheco, pertinho da capital argentina.
Faltavam poucos meses para talvez a maior crise econômica que aquele
país já atravessou. Encontro uma cidade otimista, uma economia em
alta. Uma rua Florida realmente florida, a auto-estima do argentino em
alta. Com o câmbio favorável, muitos americanos, europeus e
brasileiros (sim, a cidade está relativamente barata até para nós)
resolveram gastar dinheiro na Argentina.
A mesma crise que fez o mercado argentino despencar de 400 mil para 90
mil automóveis por ano foi definida por um amigo como um “tapa na
cara” daqueles que pensavam ser europeus – mas eram latino-americanos,
com todas as fragilidades inerentes a essa origem. Pego o táxi em
Ezeiza e não resisto a engatar uma conversa com o motorista.
Eis que um dos primeiros carrinhos que vejo passar é o tal Suzuki Fun.
Em vez da gravatinha da Chevrolet na grade e na tampa do porta-malas,
há o logotipo da Suzuki, tão identificado por nós pelos jipinhos
Vitara. É a única característica que sugere um DNA japonês naquele
Celta.
É quando o motorista solta uma frase exemplar: “É carro japonês.
Tecnologia japonesa, muito bom”. Sorrio não com um talvez esperado
orgulho, mas com uma sensação de que toda a situação é muito irônica.
Um modelo fabricado no Brasil (Ronaldo e Pelé aos olhos dos argentinos
não chegam aos pés de Maradona e Batistuta), lançado há quase cinco
anos e derivado de um outro conhecido há 12 na Europa (o Corsa), hoje
é, graças a uma série de circunstâncias (a participação da GM na
Suzuki, a necessidade de cortar custos e de fazer automóveis o mais
globalizados possível para pulverizar investimentos), um “japonês” no
país do tango. É no mínimo engraçado notar que não existem mais os
conceitos de nacionalidade, de pátria de projetos ou até de
paternidade. Vale a máxima de rever os conceitos.
Por falar em Brasil vs. Argentina, é possível notar um “efeito anos
90” pelas ruas da capital federal. Pouquíssimos modelos são fabricados
na Argentina. A maioria chega diretamente do Brasil, mesmo os movidos
a diesel, proibidos de rodar aqui. Os automóveis fabricados em meados
dos anos 80 e início dos 90 são preponderantemente argentinos. Época
de vacas mais gordas por lá e magras por aqui. Depois a situação se
inverteu – inclusive os custos, dolarizados. Mas parece que as coisas
começam a melhorar para eles. Será que haverá uma nova debandada dos
investimentos para o lado de lá da fronteira? Acho difícil.
A entrevista da semana é com Hélio Perini, diretor de responsabilidade
social da Ford, empresa na qual trabalha há 30 anos.
Continua |

Vale a pena - Esta
coluna visitou na última semana a exposição GM - 80 Anos em
Movimento, no Museu de Tecnologia da Ulbra, a Universidade
Luterana do Brasil, em Canoas, RS. A mostra, disposta em quatro
andares do prédio, é um belo programa para quem está em Porto
Alegre.
Trapalhada - A Audi marcou para esta semana uma coletiva
para anunciar sua nova estrutura no Brasil. Logo em seguida a
entrevista foi cancelada. Ao que tudo indica, vai dar divórcio
com a Volkswagen. Milionário, é claro.
Patinho lindo - Curiosamente, os mercados da Audi que
mais cresceram no último ano foram os tidos como menos nobres:
Leste Europeu (19,3%), África (17,2%) e Oriente Médio (58,5%).
Foram vendidos mundialmente 779.441 carros (aumento de 1,2%).
Força jovem - A Citroën está com novo diretor de
pós-venda. É Sérgio Rodrigues, de 32 anos. Graduado em
engenharia e pós-graduado em capacitação gerencial, ele
acompanhou toda a implantação da marca no país.
Vendemos, sim! - Enquanto a Citroën diz que não vende
carros para polícia e frotistas, a Nissan entregou na última
semana 183 unidades do picape Frontier para uso da Polícia
Federal. Da solenidade participou o ministro Márcio Thomaz
Bastos.
Em um clique - De acordo com o site MercadoLivre, as
vendas de acessórios automotivos pela internet cresceram 143% em
um ano. |
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Little harleiro -
Tudo bem que o mito harleiro seja coisa de adulto. Mas as
crianças vão adorar a moto elétrica Bandeirante Vulcan 6V, com
estilo Harley Davidson, carenagem e pára-brisa. É preparada para
pequenas inclinações. Custa R$ 700.
Sob controle - Está à venda o chaveiro original do alarme
DuoBlock Pósitron, desenvolvido especialmente para motos. De
tamanho reduzido, o DB20 é à prova d'água, é acionado por
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Preço: R$ 29,44. |
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