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por Fabrício Samahá
A classificação do óleo
lubrificante
Como funciona a classificação dos
óleos lubrificantes? O que significam SG, SH, SJ? E 20W40 ou
20W50?
Maurílio de Alves Dutra
Macaé, RJ
A primeira classificação a que
você se refere, Maurílio, é fornecida pelo API -- American
Petroleum Institute, entidade que trata de assuntos referentes ao petróleo
nos Estados Unidos. Os lubrificantes recebem uma classificação superior, isto é,
com uma letra mais "alta" sucedendo ao "S", quando atendem a normas mais
rigorosas de qualidade. Entre os aspectos envolvidos estão a lubrificação em uso
intensivo, formação de borra (carbonização) nos condutos de lubrificação,
oxidação e contaminação pelo combustível.
Utilizar lubrificantes da mais alta
categoria API é benéfico ao motor, que recebe melhor
lubrificação e evita a formação de borra nos condutos de
óleo
Os fabricantes sempre apontam nos manuais a categoria API exigida pelo motor.
Empregar um óleo de categoria mais avançada (por exemplo, SL em vez de SH) só traz
benefícios ao carro e onera pouco os custos de manutenção.
Assim, vale a pena utilizar sempre a última geração, mas o
motor não será danificado se você usar apenas a estabelecida
como mínimo.
A outra classificação, dada pela SAE -- Society of
Automotive Engineers, identifica a viscosidade do óleo, ou
seja, sua maior ou menor fluidez. A importância da viscosidade
está em duas situações opostas. Na partida em baixa
temperatura, um óleo muito espesso pode dificultar o arranque e
retardar a correta lubrificação, acentuando o atrito (por si
só elevado) e o desgaste do motor nos primeiros instantes de
funcionamento. Já no trabalho em alta temperatura, um óleo de
baixa viscosidade pode se revelar muito fino e provocar queda
na pressão de óleo, prejudicando a lubrificação dos mancais. O desgaste aumenta e, em casos extremos, o motor
chega a fundir.
A classificação da SAE para lubrificantes de motor vai de 0W a
25W -- onde o "W" significa winter, ou
inverno, e indica um óleo tratado para mais alta fluidez em
baixas temperaturas -- e de 20 a 50. Os óleos antigos eram
monoviscosos: atendiam a somente uma faixa estreita de
temperatura. Atualmente só se utilizam em motores os
lubrificantes multiviscosos, como o 20W40, que se comporta como
um 20W na partida a frio e como um 50 no funcionamento a quente.
Um óleo 15W50 representa um ganho de flexibilidade sobre o
20W40, o que o torna preferível -- mas não indispensável.
Respeitar a recomendação do fabricante é o bastante para obter
boa lubrificação e a melhor relação custo-benefício.
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