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por Fabrício Samahá
O momento da retífica
Tenho um Gol 1992 com mais de 100.000
km rodados. Vejo que não consigo mais as velocidades finais que
alcançava. Conseguia chegar a 140 km/h; hoje sinto o motor
cansado. Será que é necessário retificar o motor, ou devo
fazer a substituição de algum componente? Não gostaria de de
trocá-lo pois a mecânica geral está muito boa.
Ademilson Ramalho dos Santos
ramalho@novanet.com.br
Rio de Janeiro, RJ
Quilometragem elevada nem sempre significa desgaste acentuado,
Ademilson, mas é um indicativo de que pode mesmo ser a hora de
retificar o motor. Aconselhamos uma verificação da compressão
dos cilindros em oficina de confiança. Mais que o valor
absoluto, considere a variação entre os quatro cilindros, que
não deve ser maior que 15 lb/pol2. Um cilindro com compressão
bem menor que os demais pode indicar, por exemplo, um anel
quebrado.
Observe também se há consumo de óleo elevado (é aceitável
até um litro a cada 1.000 km), se o escapamento produz fumaça
azulada, se as velas apresentam incrustrações escuras ou se o
motor emite ruídos anormais, sobretudo na partida a frio.
Acelere a fundo: um barulho semelhante ao de areia no motor
indica o que se chama de "rajar" e exige retífica. Um
ruído mais estranho, como se houvesse pedras soltas dentro do
cabeçote, pode indicar a necessidade de retífica deste
componente. Se a compressão estiver correta e nenhum desses
sintomas for verificado, há ainda a possibilidade de
carbonização nos dutos e válvulas, que compromete o
desempenho, bem como de obstrução do sistema de escapamento.
Mas uma boa regulagem de ignição, carburação e folga de
válvulas deve ser suficiente para trazer a seu Gol o desempenho
de outros tempos.
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