por Iran Cartaxo Astra: de 0 a 100 em 8 segundos
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| Como foram abertas duas
vertentes como opções de preparação neste caso,
deve-se tecer um comentário a respeito. Para fazer o
Astra acelerar de 0 a 100 km/h no tempo desejado será
necessário um incremento de potência aproximado de 30%,
levando em consideração que tanto a suspensão como o
conjunto de rodas e pneus sejam ajustados para o novo
desempenho, conseguindo portanto transmitir esta
potência extra ao solo. Observa-se que 30% de ganho de potência encontra-se ainda na faixa ideal de custo-benefício de uma preparação aspirada. Para obtê-lo sem perder a dirigibilidade em trânsito são necessárias algumas mudanças, envolvendo trabalho no cabeçote, comando, válvulas e suas molas, tuchos, além da adequação do restante do conjunto, como escapamento e admissão. A faixa de aumento de potência onde a preparação aspirada se apresenta como a opção de melhor custo-benefício fica em até 40% para motores de mais de 50 cv/l (saiba mais), podendo ir até 50% para motores de menor potência específica (saiba mais sobre este parâmetro). Acima disso já se supera uma preparação classificada como média e os custos serão bem maiores. Além disso existe o limite de dirigibilidade, caracterizado pela curva de torque do motor. Esta curva começa a ficar muito deslocada para rotações altas em preparações aspiradas (não nas sobrealimentadas) quando se passa dos 75 cv/l. As próprias fábricas procuram não chegar a esse limite, mesmo tendo acesso a cabeçote multiválvula, comando e coletor variáveis e outros recursos que em uma preparação artesanal são inviáveis. Por isso, para não fugir deste limite em uma preparação aspirada mais forte, deve-se aumentar também a cilindrada -- procedimento mais caro e de precisão, que portanto precisa ser muito bem executado. Como o Astra já possui desempenho bastante favorável, não será preciso tanto aumento de potência para atingir o objetivo de aceleração. Uma boa preparação aspirada média já resolve, sem comprometer demasiado a dirigibilidade, consumo ou durabilidade. No campo da sobrealimentação, incluso neste o turbo, as coisas são bem mais fáceis quando se fala em aumento de potência. Não existe o problema do deslocamento da curva de torque para rotações muito elevadas e o limite fica por conta da resistência do motor. Para se ter idéia, uma preparação turbo com 0,4 kg/cm² de pressão -- muito fácil de ser executada -- é considerada leve e já atinge mais que o objetivo de desempenho traçado de 8 segundos. Não se pretende definir que preparação turbo seja melhor que a aspirada, mas que cada uma tenha suas características e se apresentem como melhor escolha para objetivos diferentes. Simulamos o desempenho atual de seu motor e o que seria atingido com as seguintes alterações: Preparação aspirada: comando de válvulas com 20° a mais de duração de abertura e 1,1 mm a mais de levantamento de válvulas; válvulas de admissão de diâmetro 3 mm maior; aumento da taxa de compressão em 0,8 ponto; coletor de escapamento dimensionado. Preparação turbo com 0,4 kg/cm² de pressão. Ambas as preparações exigem reajustes na alimentação e ignição, feitas por um remapeamento ou com o uso de caixas de gerenciamento adicionais. |
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| É necessário também
frisar que o conjunto de escapamento precisa ser adequado
ao novo regime de funcionamento do motor, devendo ser
trocado por um conjunto com dutos, abafador, silencioso e
catalisador de maior diâmetro. Podem-se recorrer a
componentes de outros carros que tenham potência
semelhante à obtida em seu carro preparado. A transmissão do Astra é bastante curta já no motor original, revelando-se inadequada à preparação turbo. Como seu diferencial já é longo, 3,72:1, a solução ideal passa pela substituição do câmbio "close ratio" (relações próximas entre si) pelo "wide ratio" (relações espaçadas) utilizado no Kadett 1,8, em que a quarta marcha correspondia à quinta de seu carro, com relação 0,89:1. A quinta desse câmbio, 0,71:1, representa 21% de alongamento da transmissão final, bem adequado ao turbo, assim como as marchas mais espaçadas mostram-se convenientes na aceleração do motor superalimentado (saiba mais sobre relações). Os pneus adotados em seu Astra são suficientes para o ganho de desempenho obtido com qualquer das receitas -- 195 mm é a largura utilizada, por exemplo, no Marea Turbo de 182 cv. Muito importante, mantêm o perímetro próximo ao dos 175/65 e 185/60 R 14 (saiba mais), medidas empregadas no Astra vendido no Brasil. Melhor ainda se as rodas forem as do Vectra GSi, que conservam a profundidade de montagem correta, 49 mm (saiba mais). Modificações na suspensão, como amortecedores de carga mais alta, e nos freios, como pastilhas mais macias, são bem-vindas para que você desfrute desse hatch esportivo com segurança. |
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