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Caravan vai aos 400 cv com V8

Como fazer o transplante de motor de 5,7 litros e o
que esperar do desempenho com extensa preparação

Consultoria: Alexandre Garcia - Simulação: Iran Cartaxo - Texto: Fabrício Samahá

Tenho uma Caravan 1978, com motor de seis cilindros, e sei de casos de adaptação do motor V8 350 da GM americana em carros da linha Opala. Gostaria de obter dicas para esse "transplante" e de saber como ficaria seu desempenho. O que mais precisaria ser mudado? Câmbio, diferencial, suspensão, freios? Também gostaria de saber o que pode ser feito nesse motor para aumentar a potência para 300 e 400 cv e como ficaria o desempenho nesses casos.

Vagner Mendes
São Paulo, SP

Os "transplantes" de motores entre modelos do mesmo fabricante são uma das áreas mais curiosas do setor de preparação. De Chevette com motor 2,5-litros de Opala — o conhecido "Chepala" — a BMW Série 3 com um V8 dos modelos maiores da marca, há muitas opções com ar original de fábrica, mas bem mais interessantes que os motores de série. E o mesmo aplica-se ao Opala e à perua Caravan com o famoso small-block (bloco-pequeno) V8 da Chevrolet americana.

Para fornecer informações detalhadas a respeito, o BCWS contatou um preparador com grande experiência em motores V8: Alexandre Garcia, de Brasília, DF (não confundir com seu homônimo da TV Globo). Além de ter realizado numerosos trabalhos com esses propulsores de diferentes marcas, Alexandre tem uma interessante coincidência: possui para uso próprio uma Caravan 1976 que recebeu um V8 de 5,7 litros, como pretende o leitor.

No caso do consultor, o motor adquirido foi retirado de um Chevrolet Camaro Type LT, também de 1976. Tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, a segunda metade da década de 1970 foi um tempo de motores de baixa potência, forçada pelo alto custo do combustível. Apesar da cilindrada respeitável, o Camaro citado desenvolvia apenas 170 cv líquidos. Mas Alexandre resolveu a questão com uma leve preparação.

Os cabeçotes originais, que têm câmaras de 76 cm³ e válvulas 1,94 e 1,50, foram trocados por outros (com identificação terminada em 441) com câmaras de 69 cm³ e mesmo diâmetro de válvulas, que era usado nos motores 350 e 327 no fim dos anos 60. Os pistões originais, fundidos e com um grande rebaixo na cabeça, o que diminuía muito a taxa, foram substituídos por um jogo de forjados TRW, modelo 2256, de cabeça plana, com quatro pequenas reentrâncias para evitar contato com as válvulas.

Com isso, a taxa de compressão passou a 9,4:1, boa providência em vista da octanagem da gasolina atual. O carburador escolhido foi um Holley modelo 4778, com capacidade de 700 cfm e segundo estágio mecânico. Todo o resto permaneceu original, como o comando de válvulas Iskenderian Z25 (com 278 graus de duração anunciada) e o coletor Edelbrock Torker 2. Mas foi usado volante de Opala quatro-cilindros, que é mais leve que o de seis (9 kg contra 11). A embreagem e o câmbio manual de quatro marchas são originais da Caravan, enquanto o diferencial Braseixos veio de um Opala 1988 de seis cilindros, com relação 2,73:1. Continua

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Data de publicação: 21/3/06

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