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Os
resultados
Com a preparação
efetuada pelo consultor, o V8 já chegou a 242,8 cv por nossa simulação,
o que já representa mais que o dobro do seis-cilindros original da
Caravan da época. Como se vê, essa receita simples já deixa a Caravan
bastante potente e rápida. Acelerar de 0 a 100 km/h em 6,1 segundos é um
tempo muito respeitável para o tipo de veículo, que certamente deixaria
surpresos os motoristas de carros esportivos que o encontrassem por aí.
A velocidade máxima simulada é de 216 km/h, com o motor girando 500 rpm
acima do regime de maior potência, o que poderia ser corrigido com um
alongamento de 13% na relação final. Mas não chega a ser um problema
deixar como está.
A primeira receita sugerida (em verde) mantém um motor "tratável", no
sentido de oferecer potência e torque máximos em regimes ainda
tranqüilos, para não prejudicar a vida útil do motor ou o comportamento
no uso urbano. Há um ganho perceptível nas acelerações e retomadas e a
velocidade máxima passa a 226 km/h — seria maior se a relação final
ficasse 15% mais longa.
A segunda receita (em vermelho) transforma a antes pacata Caravan em um
veículo para assustar Porsches e Ferraris nas arrancadas. Os 404,5 cv e
o torque de 71,9 m.kgf (atingidos durante a injeção de nitro,
observe-se) são valores de respeito, que resultam em 0 a 100 km/h em
apenas 4,8 segundos e potencial para superar os 260 km/h. Na prática,
porém, sem alterar a transmissão o carro ficará limitado aos mesmos 226
km/h da preparação anterior, que correspondem ao limite de giros do
motor. O alongamento da relação, aqui, teria de ser de nada menos de
36,2%, o que requer a adaptação de um diferencial de outro modelo, já
que o 2,73:1 é o mais longo aplicado à linha Opala. Nesta receita, em
vista do uso de óxido nitroso, é recomendado instalar um pequeno módulo
de atraso de ponto de ignição, acionado junto com a injeção de nitro — o
que pode ser feito até por vácuo, com uma solenóide liberando o vácuo.
Como fazer
Sanadas as
dúvidas sobre as possibilidades de preparação, vamos pôr as mãos na
massa: o consultor Alexandre Garcia explica os detalhes da adaptação do
motor V8 feita em sua Caravan.
"Vários motivos me levaram a fazer a instalação do 350 no Opala. O motor
pesa praticamente o mesmo que um 4.100, o que é fácil de se ver na
prática, visto que o carro mantém a altura original após a adaptação sem
o uso de molas especiais. Além do suporte para os calços do motor, não
há nenhuma outra adaptação a ser feita na suspensão dianteira. O motor
também fica mais recuado que o seis-em-linha, o que é benéfico, pois
recua um pouco o centro de gravidade
do grupo mecânico e do próprio veículo.
Continua |