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Um dos maiores inconvenientes era a autonomia, pois o tanque comportava apenas 62 litros. O alto consumo de gasolina — 4 a 5 km/l — fazia pouca diferença naquele tempo, anterior à primeira crise do petróleo. A fábrica, otimista, falava em 8,1 km/l. Como novidade, a suspensão apresentava braços sobrepostos com barra de torção longitudinal na dianteira, em vez de mola helicoidal, mais comum. Na traseira havia um eixo rígido com molas semi-elíticas. A direção, embora ainda não tivesse assistência hidráulica, não era muito pesada, ao custo de uma relação muito alta (24:1, depois 16:1 na assistida). |
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Um ano depois chegava o cupê, sem coluna central e com capota de linhas mais esportivas, junto da opção de direção assistida |
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Os proprietários
reclamavam, no entanto, dos freios a tambor nas quatro rodas (apesar
de as dianteiras terem dois cilindros de roda, de modo a cada sapata
ser primária, auto-energizante), que não correspondiam à expectativa,
dados o peso do veículo e as velocidades que podia alcançar. A mesma
crítica aplicava-se aos pneus de construção diagonal, que a própria
fábrica não recomendava para mais de 150 km/h, mas havia opção de
radiais Pirelli CF67 Cinturato, garantidos até 180 km/h. |
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O Charger R/T
chegava provocando sensação: colunas traseiras alongadas, faixas O Charger R/T, com sua
sigla que significava road and track (estrada e pista em inglês),
oferecia um pacote completo: bancos dianteiros individuais com console
central, câmbio de quatro marchas com alavanca no assoalho, direção
assistida, freios dianteiros a disco, conta-giros. Por fora exibia rodas
e acabamentos esportivos, faixas pretas, faróis ocultos atrás da grade,
colunas traseiras alongadas sobre os pára-lamas, teto revestido de
vinil. Sob o capô, que possuía travas externas, estava o mais potente
motor de um carro nacional. |
| Os faróis ocultos atrás da grade eram uma "marca registrada" do estilo do Charger (verde), cujo motor tinha duas versões, de 205 e 215 cv, de acordo com a taxa de compressão |
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O Charger LS, por sua
vez, caracterizava-se como um cupê de luxo com certa esportividade.
Oferecia de série câmbio de três marchas, motor de 205 cv e o mesmo
painel do Dart, mas podia receber opcionalmente bancos individuais
separados por um console, caixa automática, ar-condicionado e direção
assistida. Era possível ainda equipá-lo com itens do R/T, como
escapamento duplo, conta-giros, rodas esportivas e o motor 10 cv mais
potente. |
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