



Muito do Mustang II foi
herdado pelo primeiro modelo de produção, em 1964, mas as linhas do cupê
e do conversível eram mais harmoniosas que as do conceito. Sua
publicidade destacava o preço muito convidativo de 2.368 dólares |

A equipe de engenharia e
desenvolvimento utilizou uma suspensão independente nas quatro rodas, o
que era totalmente incomum na época. Também adotou um motor peculiar, V4
traseiro de 2,0 litros e 90 cv, com um carburador Solex de corpo
simples. O câmbio de quatro marchas ficava junto do diferencial (transeixo),
a direção era por pinhão e cremalheira e os freios dianteiros usavam
discos, também raros àquele tempo.
Logo no ano seguinte era apresentado outro conceito, o Mustang II, com
características de estilo que seriam adotadas no modelo final. Com um
teto baixo e longo capô, trazia elementos que fariam parte da identidade
do Mustang: grade frontal decorada com o famoso “cavalo galopante”,
linhas laterais com vincos no pára-lama traseiro e lanternas triplas
verticais. Agora dianteiro, o motor V8 tinha 4,75 litros e 271 cv.
O lançamento
Às vésperas do Salão de Nova York
de 1964, já era esperado que a Ford apresentasse um modelo definitivo de
seus conceitos Mustang. No entanto, a surpresa no dia 17 de abril foi
geral e causou furor no mercado, transformando-o em um sucesso imediato.
A repercussão foi tamanha que o Plymouth
Barracuda com carroceria fastback,
lançado exatas duas semanas antes (2 de abril) e verdadeiro introdutor
desse segmento, parecia ter-se tornado ultrapassado.
O Mustang possuía estilo único, que se diferenciava dos carros
fabricados na época. O desenho era limpo, sem excesso de entalhes e
cromados. Apesar de certa semelhança, as linhas eram mais harmônicas que
as do conceito Mustang II. Tratavam-se de dois modelos, um cupê e um
conversível, ambos de quatro lugares, com grande capô, traseira curta e
teto baixo. Os vincos laterais, que tomavam quase toda a lateral,
conferiam-lhe um ar esportivo.
A grade frontal estampava o cavalo ao centro, assim como no
conceito. Já o conjunto ótico era composto por dois faróis circulares,
em posição recuada à grade, e luzes de direção abaixo do pára-choque. As
lanternas traseiras permaneciam triplas verticais, como no Mustang II,
porém menores e mais discretas. O pára-choque traseiro, integrado à
carroceria, se tornaria referência para diversos modelos como
Chevrolet Camaro, Pontiac Firebird,
Dodge Charger e Challenger.
Continua
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