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Carros do Passado

No 1º. Rally Sul-americano FIVA/FBVA de Carros  Clássicos estiveram 47 carros, do maravilhoso Cadillac 60 Special 1938 de José Candido Muricy até o Mercedes-Benz 450 SL 1978 de Walter La Pietra. Muricy e Vicente Von Schulemburg venceram o rali na classificação geral, com 30 pontos perdidos; o 2º. foi Roberto Suga e Eduardo Pincingher, com 39 pontos.

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O carro mais antigo do rali: o impecável
Cadillac 1938 de José Candido Muricy

Em 3º. veio Gilbert e Rachel Landsberg, de Jaguar XK-E, com 39 pontos, porém um carro mais novo que o Chevrolet de Suga, fator decisivo na escolha. Em 4º., Jorge e Lise Porcaro com um Chevrolet 1955 Cabriolet que pertence a José Aurélio Affonso, o motor desse rali e Presidente da Federação Brasileira de Veículos Antigos (FBVA). Em 5º. estava um BMW 2002 de Antonio Barbosa e Gloria Porchat.

Mas dentre eles estavam algumas coisas especiais. A maior delas era o furgão Chevrolet 3800 1951 do Clube do Chevrolet. Enorme e relativamente limitado em velocidade, era o que se acreditava antes de ver o mesmo descontando tempo nas mãos hábeis de Roberto Suga, também conhecido como o "Espanhol Voador". Foi uma sensação assistir ao utilitário andando a 120 km/h nas planícies de Santa Catarina com toda a segurança, mercê da perfeita restauração que o clube lhe deu aliada à mão segura do famoso piloto ibérico.

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Atração à parte: o furgão Chevrolet 1951
do Clube do Chevrolet, andando bem

O delegado da Fiva declarou que nunca tinha visto um utilitário participar de ralis da federação, mas o maior veículo do rali não fez feio em momento algum. Junto com ele estava um picape Chevrolet também 1951 e um Chevrolet Fleetline Cabriolet 1947, o primeiro modelo de pós-guerra da marca americana que patrocinou o rali.

Dos nacionais havia um Opala SS 1974 de quatro portas e um Corcel sedã de 1971 do Clube de Novo Hamburgo, patrocinador da cerveja no encerramento e dono da maior alegria pelos membros do Clube que o pilotavam, como Marcos Flores e Diogo Boos. Mas a pena preta de índio do rali foi para Roberto Poloni e seu impecável Fiat 147 1977.

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A largada do Chevrolet 1947, primeiro
carro pós-guerra da patrocinadora do rali

Atente para o detalhe da placa: FIA 7147, de Poloni, SP. Dois Karmann-Ghias conversíveis, um deles dos irmãos Murad, que chegou bem classificado no final, um Aero-Willys pilotado por Eugenio Leite e navegado por Celso Carvalho, o homem das placas decorativas dos encontros, um Fusquinha 68 com o volante dividido entre Paulo ”Pé de Breque” Meyer e Tiago Songa, a voz do antigomobilismo.

Menção especial para a dupla feminina de Helena Martins e Isabella Gama, que foram em um Opala Cupê Especial 1974 de quatro cilindros e fizeram todo o rali garbosas, apesar de boatos de bolsadas lá por Santa Catarina...

Paulo Lomba, o hiperativo do rali, foi com um especialíssimo Puma GT feito em sua época para ralis e deu o melhor de si até quebrar o cabo do acelerador com seu pé direito pesado... Coitado do cabo, vivendo entre o pé-de-chumbo de Lomba e dois Webers 40.

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O mais valioso da prova: o Mercedes 300 SL
Gull Wing de Alberto e Claudete Pamos

Dos não-brasileiros estavam uma dupla alemã, Jens Rüetter e Jürgen Haesse, em um belo Plymouth 1956 conversível. A dupla, parentes de Werner Hacker (com o mais belo Mercedes, um 280 S Coupé), lutou muito para chegar: um cubo de roda quebrou na viagem de ida e amassou o pára-lama dianteiro direito. Isso implicou uma adaptação de beira-de-estrada com um cubo nacional, mas eles fizeram o rali inteiro.

Outra dupla internacional foi Roberto Mieres, sobrinho de um famoso corredor companheiro de Fangio na Europa dos anos 1950, Bitito Mieres, e Miguel Porta, do clube de Punta Del Este. Correram em um Alfa Romeo Spider 2000 adesivado com a frase imortal de Groucho Marx: Por que ser normal? Do Paraguai vieram Miguel Farina e Elizabeth Furler com um belíssimo Porsche 911 SC.

O carro mais valioso e impressionante foi o Mercedes 300 SL Gull Wing de Alberto e Claudete Pamos, que se comportou muito bem durante todo o rali, como era de se esperar de um carro germânico movido a gasolina de avião. Continua

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