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O sedã dos lordes

A série XJ da Jaguar simboliza o requinte e o conforto
dos carros de luxo britânicos desde a década de 1960

Texto: Francis Castaings - Fotos: divulgação

A história do automóvel mais longevo da famosa marca britânica Jaguar começou em 1962. Seis anos depois, em 26 de setembro de 1968, era apresentado o XJ6 no British Motor Show. Projetado por Sir Willian Lyons, exigiu um grande investimento da empresa. Era um sedã de quatro portas que misturava linhas modernas e clássicas. E muito atraente, talvez o sedã mais bonito da década de 1960.

A carroceria, bem equilibrada, tinha três volumes. Foi um dos primeiros modelos com estrutura com deformação progressiva em caso de impacto, que trazia um alto grau de proteção para os ocupantes. O carro pesava cerca de 1.630 kg e media 4,81 metros de comprimento. A área envidraçada era ampla e na frente se destacavam uma bela grade cromada com frisos horizontais, o símbolo do felino selvagem sobre ela e quatro faróis circulares. Abaixo do pára-choque cromado, mais uma grade retangular para ajudar na refrigeração.

Embora não seguisse o padrão de estilo dos Jaguars anteriores, o XJ era um dos sedãs mais elegantes à época de seu lançamento, em 1968

A identificação com a marca era óbvia, apesar de romper com o desenho de seus antecessores — modelos como o Mark X 420, Mark II e S-Type. Por dentro era muito bem acabado, uma tradição da fábrica. Misturava esportividade e elegância, com madeira nobre abundante. Tanto os bancos dianteiros (reclináveis) quanto os traseiros eram muito confortáveis e tinham belo desenho. Apesar do túnel central da transmissão, acomodava bem cinco adultos. Um automóvel para pessoas exigentes, que gostavam de freqüentar a primeira classe.

O painel nada devia, em números de instrumentos, aos aviões mais modernos da época. Atrás do volante de dois raios, com um arco metálico para o acionamento da buzina, ficavam conta-giros e velocímetro. Ao centro, mais cinco mostradores, como voltímetro e manômetro de óleo. A posição de dirigir era boa, com ajuste de altura do banco e de profundidade do volante. Um detalhe interessante e charmoso: tinha dois tanques de combustível, com capacidade total de 105 litros. Os bocais de abastecimento ficavam sobre os pára-lamas traseiros, pouco atrás da coluna.

Na traseira longa e baixa, o detalhe dos dois bocais de abastecimento: a capacidade total dos tanques era de 105 litros

O XJ6 usava os mesmos motores da linha XK. Tratava-se de um seis-cilindros em linha, com virabrequim de sete mancais, cabeçote em alumínio e duplo comando no cabeçote. Com 2.792 cm³ e alimentado por dois carburadores horizontais da marca SU, desenvolvia 149 cv líquidos a 5.000 rpm e torque máximo de 25,1 m.kgf a 3.750 rpm. A velocidade máxima do belo quatro-portas era de 185 km/h e atingia os 100 km/h em 11 segundos. Continua

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Data de publicação: 15/5/04

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