




O Malzoni, primeiro modelo da
série (no alto), e as várias versões com mecânica Volkswagen contam a
história do Puma; o carro laranja é o impecável GTE 1972 de Paulo
Eduardo Lomba |
A
Chamonix, fabricante das réplicas de Porsche 550 e 356 Speedster,
sediada em Jarinu, SP e há 18 anos em atividade, realizou no sábado, dia 15/10, o II Classic Challenge Chamonix-Pirelli 2005, que teve como
palco o campo de provas do fabricante de pneus localizado em Sumaré, SP.
O primeiro evento foi há quatro anos, e este, agora, serviu para
comemorar o 41º aniversário da Puma. É bom lembrar que o assunto Puma
começou na verdade em 1964 — daí os 41 anos —, quando um grupo de
interessados em DKW-Vemag se reuniu em torno do fazendeiro Rino Malzoni
para que o também carrozziere de Matão, no interior de São Paulo,
construísse uma carroceria de plástico reforçado com fibra-de-vidro para
o carro, de início com vista às competições. No ano seguinte essas
pessoas — Rino Malzoni, Milton Masteguin, Luís Roberto Alves da Costa e
Mário César de Camargo Filho — fundaram a Lumimari, palavra que
representava as primeiras letras dos nomes citados, dando forma jurídica
ao empreendimento. Em agosto de 1966, Jorge Lettry, gerente de
competições da Vemag, com o fim do departamento, entrou para a
sociedade.
A Lumimari mudou de razão social para Puma Veículos e Motores, com os
mesmos sócios, em 1967, pouco antes de a Vemag ser absorvida pela
Volkswagen. Depois continuou produzindo os carros esporte com mecânica
Volkswagen e mais tarde Chevrolet Opala, até encerrar atividades, por
falência, em 1982 (leia história).
Mas a marca Puma é forte até hoje — foram produzidas mais de 25.000
unidades, com exportação para muitos países — e mais do que justifica o
empenho da Chamonix em realizar o evento. Afinal, Milton Masteguin ainda
está à testa do negócio, embora seu filho Newton seja o principal
executivo hoje.
A Chamonix produz quatro carros por semana e exporta 95% do que produz,
sobretudo para Estados Unidos e países do Oriente Médio. Atualmente
prepara o relançamento da réplica do 356 Super 90 conversível, de grande
sucesso no passado. Diante do encerramento do motor
boxer de quatro cilindros até o
fim do ano, o importador americano está estudando a viabilidade do motor
Subaru 2,0-litros de mesma configuração. "Seria uma evolução semelhante
à do Porsche 911, que em 1998 passou de arrefecimento a ar para a água,
mantendo configuração e número de cilindros", disse Newton Masteguin ao
BCWS. "Há dois Speedsters em teste lá", acrescentou, lembrando
que os veículos são exportados sem motor e câmbio.
Assim, num belo dia de sol e em meio a um clima muito festivo e
descontraído, com músicas de cinco décadas no ar, donos de Puma — não
só, pois havia outras marcas — puderam acelerar contra o relógio na
pista de dois quilômetros que tinha um pouco de tudo, de uma longa reta
de cerca de 600 metros até curvas de 180 graus e pequeno raio, seguidas
de outras. Cada concorrente tinha direito a efetuar o percurso duas
vezes, o primeiro servindo mais como aprendizado do traçado.
Continua
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