A longa carreira de um líder

Nascido tímido em 1966, o Corolla cresceu, criou família e conquistou
admiradores — mais de 30 milhões pelos quatro cantos do mundo

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

A Toyota Motor Co. Ltd. (TMC) foi fundada em 28 de agosto de 1937 como uma evolução da Toyoda Automatic Loom Works, grande fabricante de teares automáticos para a indústria têxtil. A venda de uma patente da empresa para a Platt Brothers inglesa trouxe recursos financeiros para desenvolver e testar seu primeiro automóvel, que saía no ano seguinte: o AA, baseado no Chrysler Airflow. Com notável agilidade, apenas dois anos após o fim da Segunda Guerra Mundial era apresentado, em 1947, o pequeno SA, com motor de quatro cilindros, 1,0 litro e 27 cv.

Desde então, muito do extraordinário crescimento da empresa — que hoje disputa com a General Motors a liderança mundial — deve-se ao fenômeno chamado Corolla, que já vendeu mais de 30 milhões de unidades pelo mundo em 38 anos.

A modesta primeira geração, em 1966: motor de 1,1 litro e 60 cv, tração traseira, rodas de 12 pol, freios a tambor

A primeira geração desse símbolo da marca, designada como KE10, surgiu em novembro de 1966: um sedã duas-portas compacto (3,85 metros de comprimento e 2,28 m entre eixos) e leve (710 kg), com tração traseira. O motor longitudinal tinha quatro cilindros, 1,1 litro, comando de válvulas no bloco, 60 cv de potência e 8,5 m.kgf de torque. A marca o anunciava com "acessíveis 100 cm³ a mais", em alusão ao motor de 1,0 litro do concorrente Nissan Sunny. Tudo era simples, comprovado e por isso robusto, como a suspensão posterior de eixo rígido com feixe de molas semi-elíticas (saiba mais); a dianteira era independente, McPherson. Tinha pequenos pneus 6,00-12 e freios a tambor.

O modelo de quatro portas e perua de duas chegavam em maio seguinte, e um cupê — o Corolla Sprinter — em abril de 1968, mesmo ano em que se iniciavam as vendas nos Estados Unidos. A Toyota já oferecia naquele mercado o Crown, sem muito êxito, mas a chegada do Corolla trouxe-lhe um vigor sem data para acabar: os americanos convenciam-se com ele de que os carros japoneses aliavam economia, resistência e qualidade. No ano subseqüente um motor de 1,2 litro, 68 cv e 9,3 m.kgf era adotado em algumas versões.

O segundo Corolla, em 1970, já oferecia quatro portas, versão perua, motor de 1,2 litro e câmbio automático no mercado americano

Já reformulado   Não levaram quatro anos para que, em maio de 1970, viesse a segunda geração (KE20). O entreeixos aumentava em 5 cm e o comprimento em 10, surgia a perua de cinco portas e o motor de 1,2 litro aposentava o de 1,1, além de oferecer a opção de câmbio automático no mercado americano. Estava também mais pesado, 780 kg, e adotava freios dianteiros a disco. A esse tempo a Toyota já era o quarto maior fabricante do mundo, só atrás dos "três grandes" dos EUA — GM, Ford e Chrysler, nesta ordem. Continua

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Data de publicação: 11/12/04

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