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Na
década de 1950 o mais esportivo dos carros ingleses fazia muito sucesso,
tanto nas ruas e estradas quanto nas pistas. A equipe Jaguar venceu a
famosa corrida francesa 24 Horas de Le Mans de 1951 com o modelo XK 120
C, mais conhecido como C-type. Seu motor de seis cilindros em linha e
3,45 litros trazia duplo comando de válvulas. Dois anos depois, voltaria
a ganhar.
Em 1955 e em 1957 foi a vez do D-type. Nesse último ano o carro esporte
de desempenho notável – fazia de 0 a 100 km/h em 4,7 segundos e tinha
velocidade final de 275 km/h – fez a festa na corrida francesa. A marca
conquistou 1º, 2º, 3º, 4º e 6º lugares com ele. Era um ótimo carro de
corrida e muito aerodinâmico. Com linhas curvas, faróis carenados e uma
espécie de "leme" posicionado atrás do posto de pilotagem, foi projetado
por Malcolm Sayer, um matemático com sólidos conhecimentos de
aeronáutica.
Seu motor era um seis-cilindros em linha dianteiro de 3.442 cm³ e 210
cv. Com a pintura verde escura tradicional dos carros de corrida
britânicos – o famoso British Racing Green –, utilizava pela primeira
vez freios a disco, só usados até então por aviões. Foram construídos 71
exemplares dessa jóia. Enquanto isso, o modelo esportivo da marca, o
XK 120, fazia sucesso tanto na
Europa quanto nos Estados Unidos. Os sedãs da Jaguar, como o
Mark II de 1959, também mantinham a
reputação de carros velozes.
Baseado no D-type foi lançado o XK SS, para ser usado fora das pistas,
mas suas linhas estavam mais para um carro de competição. Poucos foram
fabricados, por causa de um grande incêndio que danificou extensamente a
fábrica. Assim, um novo projeto, com linhas inspiradas no D-type e no XK
SS – o E1A – entrava em fase de testes em 1958, com carroceria
monobloco e o motor de 2,4 litros do
XK. Continua
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O E-type conversível de 1961, no
alto, e três outros Jags que o antecederam: a partir de cima, o C-Type,
o D-type (cada um vencedor duas vezes em Le Mans) e o protótipo E2A,
cujo estilo já se parece com o do carro definitivo |